MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa resistiu bravamente à queda que predominou no exterior e, embora não tenha conseguido se sustentar no azul, teve recuo muito menor ao registrado pelas bolsas norte-americanas, fechando em baixa de 0,78%. Especialistas de mercado destacaram que houve ingresso de capital estrangeiro em função da confiança no desempenho do Brasil frente à crise. Já o dólar acabou em leve baixa e encerrou o dia em R$ 2,21. O mercado de juros viveu ontem um dia de expectativa da divulgação do IPCA. O Ibovespa terminou aos 43.824,53 pontos. Chegou a operar em alta e atingir a máxima de 44.471 pontos, mas voltou a cair. O giro financeiro totalizou R$ 4,305 bilhões.
Boa opção
Segundo o analista Fausto Gouveia, da Legan Asset, o ingresso de recursos estrangeiros, que tem sustentado o índice doméstico, é um sinal de que o capital externo tem visto o Brasil como uma boa opção de compra, ainda mais diante de uma temporada de balanços que não deve ser tão animadora. Ontem, a Petrobras terminou com recuo de 0,92% na ação ON e de 1,06%, na PN, apesar de o contrato para maio do petróleo negociado na Nymex ter fechado em baixa bem maior, de 3,72% (US$ 49,15). Vale ON recuou 2,18% e PNA, 1,50%. Gerdau PN teve desvalorização de 2,09%, Metalúrgica Gerdau PN, de 2,23%, Usiminas PNA, de 1,62%, e CSN ON, de 1,08%. O Dow Jones terminou em baixa de 2,34%, aos 7.789,56 pontos, o S&P recuou 2,39%, aos 815,55 pontos, e o Nasdaq, 2,81%, aos 1.561,61 pontos. General Motors encerrou com variação negativa de 11,89%.
PIB
No Brasil, também há alguma preocupação pelos números que devem ser apresentados pelas empresas no trimestre, que também foi negativo para o Brasil. ''Sabemos que os resultados das empresas brasileiras no primeiro trimestre de 2009 não serão bons, assim como o PIB [Produto Interno Bruto] será negativo. Contudo, sabemos que, bem ou mal, o governo providenciou medidas que amenizaram os efeitos negativos externos externos'', anota a equipe de analistas da corretora Planner, em seu relatório sobre as perspectivas de abril. ''As empresas rapidamente se ajustaram, algumas ainda com estoques indesejáveis, mas se adequando conforme as possibilidades'', acrescenta.
Câmbio
O mercado doméstico de câmbio teve comportamento desigual durante a sessão. Após abrir pressionado e subir até R$ 2,238 (+0,90%) pela manhã, reagindo à valorização externa da divisa norte-americana em meio à queda das bolsas, o dólar perdeu gradativamente a força durante à tarde e encerrou nas mínimas do dia e com leve baixa, refletindo a redução das perdas dos índices acionários em Nova York. No final, a cotação à vista da moeda recuou 0,05%, a R$ 2,217 no balcão e na BM&F. O giro financeiro total manteve-se em cerca de US$ 2,581 bilhões, sendo cerca de US$ 2,452 bilhões em D+2.
Dados ruins
No mercado futuro, o último negócio com o dólar maio/09 foi à cotação de R$ 2,230, em baixa de 0,27%. Segundo a BM&F, o dólar maio/09 girou US$ 9,987 bilhões de um total movimentado de cerca de US$ 10,015 bilhões com quatro vencimentos negociados. Dados ruins sobre a economia na zona do euro também justificaram a fuga dos traders dos ativos considerados de risco para o dólar. A última revisão do PIB na zona do euro mostrou contração no quarto trimestre de 2008 de 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na estimativa anterior, o PIB da zona do euro havia caído 1,3%. Isso determinou o recuo do euro. O euro caiu 0,69% para US$ 1,3270 e o dólar caiu 0,12%, a 100,32 ienes.
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que referencia as tesourarias dos bancos, rebaixou as taxas projetadas nos contratos mais negociados. O índice de preços IGP-DI apontou deflação de 0,84% em março ante deflação de 0,13% em fevereiro. Economistas do setor financeiro projetavam deflação entre 0,64% e 0,76%. No contrato para vencimento em janeiro de 2010, a taxa prevista cedeu de 9,79% para 9,77%; e no contrato que vence em janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 10,41% para 10,43%.
Especulações
As especulações em torno do IPCA de março que o IBGE pressionaram os juros futuros, fazendo com que as taxas desacelerassem o recuo exibido desde a abertura dos negócios. Segundo pesquisa realizada pelo AE Projeções com 25 instituições, o intervalo das estimativas para o indicador vai de 0,10% a 0,34% (mediana de 0,20%) e o mercado ontem estaria trabalhando com um número mais próximo, ou até acima, do teto das previsões.
DI
O DI mais negociado, o janeiro de 2010, começou a tarde em 9,73% e chegou a zerar a queda ao bater a máxima de 9,79%. O aumento repentino de volume deste DI na última meia hora de negócios também chamou a atenção. Por volta de 15h30, negociava em torno de 99 mil contratos e às 15h45 este volume subia a 143.735 contratos. Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2010 tinha taxa de 9,77%, com 155.145 contratos. O DI julho 2009 (54.715 contratos) projetava 10,22%, de 10,24% no fechamento e ajuste anteriores. O DI janeiro de 2012 (33.095) estava em 10,95%, de 10,91% no fechamento e 10,88% no ajuste de anteontem.
Das Agências





