MERCADO FINANCEIRO
BOVESPA EM ALTA
DÓLAR EM BAIXA
Alta
Em dia de pregão morno, a Bovespa fechou o mês em alta, obtendo em março o melhor desempenho desde abril de 2008. Conduzido por Vale e siderúrgicas, o Ibovespa subiu ontem 0,67%, acompanhando o comportamento das bolsas norte-americanas, onde os investidores ignoraram os indicadores divulgados ontem e se concentraram em melhorar o desempenho de suas carteiras. No mês, a alta foi de 7,18%. Nos três primeiros meses, a alta é de 8,99%. Já o dólar fechou em queda de 0,56% e terminou o mês em baixa de 2,24%.
Giro
O Ibovespa fechou a sessão aos 40.925,87 pontos. Ontem, o índice oscilou dos 40.661 pontos (+0,02%) até a máxima de 41.610 pontos (+2,35%). O giro financeiro totalizou R$ 4,176 bilhões. Segundo operadores, a calma do noticiário de ontem permitiu que os investidores corrigissem parte do tombo de segunda-feira, aqui e no exterior. Amparado nos ganhos de instituições financeiras e papéis de tecnologia, o Dow Jones terminou o dia em alta de 1,16%. O S&P avançou 1,31% e o Nasdaq terminou com elevação de 1,78%. No ano, acumulam queda de, respectivamente, 13,30%, 11,67% e 3,07%.
Europa
As bolsas europeias também fecharam a terça-feira com altas, com os bancos repetindo a liderança. Em Londres, o índice FTSE-100 ganhou 4,34%. No mês, o índice avançou 2,50%, enquanto no trimestre registrou perdas de 11,45%. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve alta de 3,24%, acumulando ganhos de 3,88% no mês e queda de 12,76% no trimestre. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX avançou 2,39%. No mês, o índice subiu 6,27%, enquanto no trimestre registrou perdas de 15,08%.
Ajustes
O dólar no mercado doméstico seguiu ontem o recuo da divisa norte-americana no exterior em meio ao aumento do apetite por risco que amparou firmes ganhos às bolsas pelo mundo todo. O fim de mês combinado com a virada de trimestre estimulou ajustes de posições nas carteiras de investimentos das instituições financeiras, apesar das persistentes incertezas sobre a capacidade de recuperação das montadoras e de bancos nos EUA.
Cotações
O recuo da moeda só não foi maior no mercado local por causa da disputa entre investidores posicionados no mercado futuro de dólar em torno da formação da taxa ptax desta terça-feira. As cotações da moeda no balcão passaram de R$ 2,240 no fechamento de quinta-feira passada para R$ 2,331, ontem. Isso refletiu também a rolagem parcial de apenas US$ 4 bilhões do vencimento total liquido de US$ 7,6 bilhões em contratos de swap cambial, o que tem efeito de compra de moeda no mercado.
Oscilações
Contudo, a força dos ''comprados'' em dólar futuro, onde players estrangeiros principalmente detêm posição líquida comprada de cerca de US$ 9,9 bilhões, mostrou-se ainda expressiva e capaz de limitar em parte o recuo da moeda na sessão. O dólar reduziu significativamente as quedas no fechamento em meio a um aumento do giro financeiro. No fechamento, o dólar à vista foi cotado a R$ 2,318, em queda de 0,56% no balcão e de 0,60% na BM&F. Esta foi a taxa máxima do pronto negociada na bolsa. A máxima no balcão foi de R$ 2,320 (-0,47%). Nas mínimas registradas o dólar pronto na BM&F caiu até R$ 2,298 (-1,46%) e no balcão até R$ 2,299 (-1,37%).
Em queda
Em março, o dólar apurou baixa de 2,24% ante o real no balcão, e, no primeiro trimestre/ano, exibe queda de 0,73%. O giro financeiro total à vista aumentou 74%, para cerca de US$ 3,780 bilhões, dos quais cerca de US$ 3,6 bilhões em D+2. No exterior, o dólar recuou em relação às euromoedas e algumas divisas de outros países emergentes, além do Brasil. O euro subiu 0,05%, a US$ 1,3263; a libra esterlina avançou 0,11%, a US$ 1,43295. Ante moedas de outros emergentes, o dólar caiu 0,58%, a 14,1767 pesos mexicanos, e recuava 1,36%, a 1,664 lira turca.
Juros
O mercado de juros manteve a tendência de queda leve das taxas, que no término da negociação normal na BM&F não estavam distantes do fechamento e ajuste anteriores. O volume de negócios foi moderado, com demanda mais concentrada nos contratos de curto prazo. O DI janeiro de 2010 (196.565 contratos) projetou 9,68%, de 9,72% e 9,73% no fechamento e ajuste anteriores. O DI janeiro de 2012 (62.190 contratos) chegou em 10,73%, ante 10,74% no fechamento ontem e perto do ajuste (10,71%).
Petróleo
O preço do barril do petróleo cru negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) registrou avanço ontem, seguindo a alta na Bolsa de Valores dos Estados Unidos. O ânimo dos investidores em Wall Street levou a uma alta de 2,58% no preço do produto para entrega em maio, indo de US$ 48,41, segunda-feira, para US$ 49,66.
(Agência Estado)





