MERCADO FINANCEIRO
Bovespa em alta
Bolsas maricanas caem
Lucros
Com ganhos de 6,27% na semana até anteontem, a Bovespa engatou um natural movimento de realização de lucros, favorecido pela queda das commodities no mercado externo e também pela correção para baixo das bolsas norte-americanas. Apesar do recuo de 1,60% no pregão de ontem, a Bovespa avançou desde a última segunda-feira, terminando no azul pela terceira semana seguida. O dólar subiu ontem 2,34% e fechou a semana em alta de 1,24%.
Oscilação
O Ibovespa fechou a semana aos 41.907,29 pontos. Oscilou da mínima de 41.586 pontos (-2,36%) à máxima de 42.589 pontos (estabilidade). Na semana, acumulou elevação de 4,57% e, no mês, de 9,75%. No ano, a alta é de 11,60%. O giro financeiro totalizou R$ 3,095 bilhões. Vale e Petrobras conduziram as vendas de hoje. Petrobras ON recuou 2,96% e PN, 2,54%. Na Nymex, o contrato para maio, em baixa de 3,61%, terminou cotado a US$ 52,38. Vale ON terminou com variação negativa de 2,54% e PNA, de 1,80%.
Desconto
A empresa disse, por meio de sua assessoria, desconhecer a informação divulgada pela Associação Chinesa de Ferro e Aço de que as mineradoras fecharam acordo com siderúrgicas chinesas para vender, temporariamente, minério de ferro com um desconto de 40% sobre os preços dos contratos 2008/2009. Ainda no setor minerador, voltaram os rumores de que a BHP Billiton poderá retomar a tentativa de se unir à Rio Tinto.
Americanas
Nos EUA, o Dow Jones terminou a sexta-feira em queda de 1,87%, aos 7776,18 pontos. Na semana, subiu 6,84%. O S&P recuou 2,03%, aos 815,94 pontos, e o Nasdaq, de 2,63%, aos 1.545,20 pontos. Além da realização, pesaram por lá os temores em relação ao setor financeiro após as declarações dos executivos-chefes do JPMorgan e do Bank of America a respeito de um potencial mau desempenho dos bancos em março.
Esfera
Ainda na esfera bancária, o presidente dos EUA, Barack Obama, reuniu-se ontem com os dirigentes das principais instituições financeiras do país para pedir apoio ao pacote para retirar ativos tóxicos dos balanços dos bancos. Eles manifestaram confiança em sua capacidade de trabalhar com a Casa Branca para superar a crise dos mercados financeiros e disseram apoiar a proposta.
Indicadores
Dos indicadores conhecidos ontem nos EUA, o índice de preços dos gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) subiu 0,3% em fevereiro ante janeiro e avançou 1,0% na comparação com fevereiro do ano passado. Já o índice de sentimento do consumidor dos EUA, segundo dado final da Universidade de Michigan, melhorou para 57,3 em março, de 56,6 na leitura preliminar e 56,3 em fevereiro. Economistas esperavam que o índice final de março fosse de 57,0.
Perdas
Duas empresas que divulgaram balanços ontem lideraram as perdas do Ibovespa: Embraer ON (-8,50%) e Aracruz PNB (-7,27%). A Aracruz informou prejuízo de R$ 2,981 bilhões no quarto trimestre de 2008, o primeiro resultado negativo para um quarto trimestre em 10 anos. Já a Embraer registrou de outubro a dezembro de 2008 prejuízo líquido de R$ 40,6 milhões, ante lucro de R$ 399,7 milhões no mesmo período de 2007. No ano passado, o lucro caiu 63,8%, para R$ 428,8 milhões. Em US Gaap, a empresa apurou lucro líquido de US$ 111,7 milhões no quarto trimestre e de US$ 388,7 milhões no acumulado de 2008.
Câmbio
A proximidade do vencimento líquido de cerca de US$ 7,6 bilhões em contratos de swap cambial em 1º de abril e a rolagem parcial até agora pelo BC de apenas US$ 4 bilhões desse total justificaram ontem um forte ajuste técnico de posições compradas em dólar futuro, com impacto de alta sobre as cotações à vista da moeda. Além disso, o cenário de quedas nas bolsas e valorização do dólar ante as euromoedas e divisas de países emergentes contribuiu, principalmente no começo do dia, para pressionar as cotações. No fechamento, o dólar à vista subiu 2,34%, a R$ 2,2915 na BM&F, e 2,32%, a R$ 2,292 no balcão
Juros
Os juros futuros fecharam em alta em relação a ontem e encerram a semana acima dos níveis da sexta-feira anterior. Ontem, segundo operadores, prevaleceram fatores puramente técnicos, na ausência de indicadores e eventos domésticos. Como visto ao longo das últimos dias, o mercado engatou um movimento de realização de lucros após a queda das taxas na sessão anterior, acumulando prêmios para enfrentar a relevante agenda da próxima semana, que traz como destaque a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (segunda-feira) e a produção industrial de fevereiro (quarta-feira).
Negociação
No encerramento da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2010 (382.580 contratos) cehgou na máxima de 9,84%, ante 9,70% no fechamento e 9,72% no ajuste. O DI julho de 2009 (109.265 contratos) projetou 10,33%, de 10,32% no fechamento e 10,31% no ajuste. O DI janeiro de 2012 (30.605 contratos) subiu a 10,67% de 10,58% no fechamento e 10,59% no ajuste ontem. Na sexta-feira anterior, estes contratos tinha taxa de 9,57%, 10,30% e 10,50%, respectivamente.
Agência Estado





