MERCADO FINANCEIRO
Bovespa sobe
dólar CAI
Clima favorável
As medidas anunciadas anteontem e ontem pelo governo brasileiro e o clima mais favorável nos Estados Unidos garantiram mais um fechamento em alta às bolsas. No Brasil, as ações das siderúrgicas e dos bancos foram destaque de ganhos, em reação ao pacote da habitação e às novas medidas para financiamento habitacional divulgadas ontem pelo CMN, que também aprovou ações para reativar as operações de captações e empréstimos dos bancos pequenos e médios.
Ibovespa
Assim, o Ibovespa fechou em elevação de 1,89%, aos 42.588,66 pontos - maior nível desde 6 de fevereiro. Na mínima do dia, atingiu os 41.801 pontos (estabilidade) e a máxima de 42.680 pontos (+2,11%). No mês, os ganhos da Bovespa atingem 11,54% e, no ano, 13,42%. O giro financeiro fechou em R$ 3,859 bilhões. Este cenário fez com que o dólar fechasse em queda de 0,36%. Os juros futuros também apresentaram leve baixa.
Pacote
O pacote da habitação anunciado anteontem continuou a motivar compras no setor siderúrgico. Ontem, no entanto, os papéis das construtoras conseguiram reter ganhos. Isso porque o governo anunciou mais medidas: o Conselho Monetário Nacional aprovou na sua reunião de ontem ampliação de R$ 350 mil para R$ 500 mil o teto dos financiamentos com recursos do FGTS. Também ratificou a elevação de R$ 245 mil para R$ 450 mil o valor máximo dos financiamentos imobiliários que podem ser feitos dentro das regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Outra medida foi a criação de uma linha de financiamento de infraestrutura para a implantação dos conjuntos habitacionais.
Classe média
As ações da Gafisa ON subiram 1,89%, Cyrela ON, 3,58%. As duas empresas têm foco na classe média, enquanto Rossi Residencial ON, voltada para o segmento econômico, avançou 5,67%. A favor das construtoras ontem há ainda o dado do Banco Central mostrando que o crédito habitacional foi o que mais cresceu em fevereiro, com expansão de 2,8% ante janeiro. O estoque de crédito do sistema financeiro nacional ficou praticamente estável em fevereiro, na comparação com janeiro, com alta de apenas 0,1%, atingindo R$ 1,231 trilhão.As siderúrgicas continuaram com ganhos firmes, com Gerdau entre as maiores altas.
Na contramão
Petrobras, na contramão do petróleo, recuou, 0,39% a ação ON e 0,20% a PN. Segundo operadores, as ações passaram por uma realização de lucros, já que vêm exibindo bom desempenho no mês. Na Nymex, o contrato do petróleo para maio terminou com elevação de 2,98%, a US$ 54,34, a máxima cotação do ano. No setor bancário, os bancos reagiram às medidas do CMN, voltadas sobretudo às instituições de pequeno e médio porte. O CMN estabeleceu garantias, dada pelo Fundo Garantidor de Crédito, para quem aplicar em RDB destes bancos, num teto até R$ 20 milhões.
PIB
O PIB do quatro trimestre apresentou contração de 6,3%, melhor que a queda de 6,6% estimada pelos analistas. Apesar disso, ainda foi a maior redução em 26 anos. Já os pedido de auxílio-desemprego aumentaram 8 mil na semana que terminou em 21 de março, 1 mil a menos do que as previsões.
Câmbio
O dólar no mercado à vista fechou em queda, cotado a R$ 2,240 (-0,36%) no balcão e a R$ 2,239 (-0,44%) na BM&F. O declínio das cotações do pronto resultou de um fluxo financeiro positivo e da continuidade do cenário externo favorável, que estimulou o apetite por compras de ações, de commodities e de moedas de países emergentes, como o real. Contudo, o dólar pronto desacelerou a baixa à tarde em meio à dúvida dos investidores sobre se o Banco Central dará ou não continuidade à rolagem do próximo vencimento de cerca de US$ 7,6 bilhões em contratos de swap cambial em 1º de abril.
Leilão
Ontem, o BC fez um leilão e renovou US$ 4 bilhões desse vencimento, ao vender a oferta integral de 80 mil contratos com dois vencimentos, mas não informou se fará uma nova operação. Há expectativa de que a autoridade monetária ainda anuncie hoje a realização amanhã de uma pesquisa de demanda para continuar a rolagem. Por isso, segundo um operador de um banco estrangeiro, os investidores passaram a ajustar posições no mercado futuro de dólar e o vencimento mais negociado na BM&F, de abril/09 exibiu leve alta de 0,18%, cotado a R$ 2,244, após oscilar de R$ 2,222 (-0,80%) a R$ 2,250 (+0,45%). O dólar abril/09 girou cerca de US$ 9,82 bilhões, do total transacionado com quatro vencimentos, de cerca de US$ 9,91 bilhões.
Oscilação
Durante toda a sessão à vista, o dólar no balcão oscilou em terreno negativo. Na mínima, caiu 1,29% para R$ 2,219; e na máxima atingiu R$ 2,246 (-0,09%). O giro financeiro total à vista diminuiu 18%, para cerca de US$ 1,970 bilhão, sendo US$ 1,870 bilhão em D+2.Ingressos de recursos pelo segmento financeiro asseguraram em parte esse declínio das cotações. Segundo a fonte consultada do banco estrangeiro, houve entrada de recursos de players que devem participar da oferta secundária de ações da Redecard, que poderá movimentar até R$ 2,802 bilhões com a venda de 114.405.020 ações ordinárias.
Agência Estado





