MERCADO FINANCEIRO
Dólar
A moeda americana foi negociada por R$ 2,249 nas últimas operações registradas ontem. O valor representa um acréscimo de 0,26% sobre a cotação final de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,370, em declínio de 0,42%. Pelo oitavo dia, a taxa de câmbio ficou abaixo de R$ 2,30, oscilando entre os valores de R$ 2,233 e R$ 2,268 na jornada de ontem. Profissionais de mercado notam que, embora haja um movimento de alguns agentes financeiros para puxar as cotações, o que costuma ocorrer logo pela manhã, essa tendência não encontra sustentação.
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que serve de referência para as tesourarias dos bancos, rebaixou as taxas projetadas nos contratos mais negociados. A inflação medida pelo IPCA-15 teve variação de 0,11% em março, ante 0,63%. O resultado surpreendeu economistas de bancos e corretoras, que projetavam taxa em torno dos 0,28%. No contrato com vencimento em abril de 2009, a taxa projetada recuou de 11,12% ao ano para 11,11%; no contrato para vencimento em janeiro de 2010, a taxa prevista caiu de 9,90% para 9,82%; e no contrato que vence em janeiro de 2011, a taxa projetada cedeu de 10,38% para 10,34%.
Europeias
As Bolsas europeias fecharam em alta ontem. Os ganhos nas ações dos setores petrolífero e de alimentos ajudaram a ofuscar as más notícias do conglomerado alemão Siemens. Além disso, o ritmo positivo dos negócios ontem nos EUA ajudou a estimular os negócios. A Bolsa de Paris subiu 0,66% no índice CAC 40, para 2.893,45 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve alta de 0,86% no índice DAX, fechando com 4.223,29 pontos; a Bolsa de Amsterdã teve alta de 1,84% no índice AEX General, que ficou com 225,55 pontos; a Bolsa de Milão teve alta de 2,82% no índice MIBTel, indo para 13.068 pontos; e a Bolsa de Zurique teve alta de 0,95%, ficando com 4.970,38 pontos no índice Swiss Market.
Ações
A exceção do dia de ontem foi a Bolsa de Londres, que fechou em baixa de 0,29% no índice FTSE 100, ficando com 3.900,25 pontos. O setor financeiro, no entanto, teve desempenho fraco, com quedas nas ações do BNP Paribas (-2,3%) e Credit Agricole (-3,6%). Já as ações da britânica Premier Oil subiram quase 11%, após a decisão de comprar a unidade da canadense Oilexo no mar do Norte por US$ 505 milhões. Ainda no setor de energia subiram as ações da Dana Petroleum (com alta de mais de 4%) e da espanhola Repsol YPF (+2,1%). Os papéis da Total subiram 1,8%.
Confiança
Na Alemanha, o índice de confiança dos empresários, apurado pelo instituto de pesquisa econômica Ifo, caiu para 82,1 pontos neste mês, contra 82,6 em fevereiro. Segundo analistas, a queda - que colocou os indicadores de situação atual e de expectativas, que compõem o índice geral, nos menores patamares já vistos - acentua a desconfiança em relação à economia alemã. Também afetou a confiança dos empresários na economia alemã o dado sobre exportações do Japão: o Ministério das Finanças do país informou ontem que as exportações japonesas registraram em fevereiro uma queda recorde de 49,4% em ritmo anual. O temor é que as exportações alemãs - que respondem por parte expressiva da economia do país - sigam a mesma tendência.
Asiáticas
Depois de sete sessões seguidas de ganhos, as Bolsas da China sucumbiram à realização de lucros. Com modesto volume de negociações, o Xangai Composto perdeu 2% e encerrou aos 2.291,55 pontos, após faturar 9,8% nos últimos sete pregões. Já o Shenzhen Composto recuou 2,2% e terminou aos 757,07 pontos. As fabricantes de veículos sofreram com a decisão do governo de aumentar o preço dos combustíveis. SAIC Motor recuou 4,3% e Dongfeng Automobile cedeu 3,5%. Já as petrolíferas se beneficiaram com a medida num primeiro momento, mas depois sofreram com a realização de lucros. PetroChina apresentou queda de 1,7% e China Petroleum & Chemical baixou 0,6%. Bank of China caiu 2,3%, após reportar uma baixa de 59% no lucro líquido do quarto trimestre.
5,6% e HannStar Display disparou 6,9%.
Spread
O Banco Central deve levar à reunião de hoje do Conselho Monetário Nacional (CMN) propostas para que o spread (diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada do cliente) caia no país. A informação é do presidente do BC, ministro Henrique Meirelles, que participa neste momento de audiência pública das comissões de Acompanhamento da Crise Financeira e da Empregabilidade e de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Na audiência, Meirelles reconheceu que o spread bancário no Brasil é historicamente maior do que em muitos países e aumentou bastante em 2008, principalmente depois da crise, atingindo os países emergentes. Meirelles avaliou que em alguns países o crédito como percentual do produto é praticamente inexiste e em outros a população tem pouco acesso aos bancos, diferentemente do que ocorre no Brasil.
Das Agências





