MERCADO FINANCEIRO
Bovespa cai
dólar caiu
Dólar
Depois das fortes altas de ontem, o caminho natural a ser seguido pelo mercado acionário era o de uma correção no preço dos ativos. E como o noticiário e a agenda permitiram, foi isso o que aconteceu. Na Bovespa, a baixa foi de 2,27%, um pouco mais forte do que nos Estados Unidos, onde o Dow Jones fechou em queda de 1,49%. Bancos, que anteontem estiveram entre os maiores ganhos, acompanhando o setor nos EUA, ontem também seguiram à frente nas vendas. O dólar caiu 0,13%, fechando a R$ 2,242.
Bovespa
A Bovespa terminou a sessão na mínima do dia, fechando aos 41.475,83 pontos. Na máxima, atingiu os 42.439 pontos (estabilidade). No mês, acumula ganhos de 8,62% e, no ano, de 10,45%. O giro financeiro totalizou R$ 4,141 bilhões. A Bovespa trabalhou de novo colada às bolsas norte-americanas, que embora ainda estejam festejando o plano para retirar ativos tóxicos das carteiras dos bancos, hoje devolveram parte das fortes altas de ontem. Nos EUA, o Dow Jones fechou aos 7.660,21 pontos, o S&P, de 2,02%, aos 806,33 pontos, e o Nasdaq de 2,41%, aos 1.518,32 pontos.
Divergente
As declarações do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, durante audiência do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara para examinar a supervisão da intervenção do governo federal na American International Group não fizeram preço nos ativos.Na Europa, as bolsas tiveram fechamento divergente, após a divulgação de dados negativos sobre a economia da região. Os indicadores mostraram uma surpreendente aceleração da inflação ao consumidor no Reino Unido para 3,2%, em fevereiro, e queda de 2% nos gastos dos consumidores na França em fevereiro, ante janeiro.
Mineração
A Bolsa de Londres fechou em baixa, pressionada pelos setores de mineração e petróleo. O índice FTSE-100, de Londres, perdeu 1,05%, a 3.911,46 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX subiu 0,26%, a 4.187,36 pontos. Em Paris, o CAC-40 avançou 0,17%, a 2.874,39 pontos, e em Madri, o IBEX-35 teve alta de 0,47%, a 7.989,50 pontos. A queda dos metais, que pesou sobre as mineradoras na Europa, também levou as ações da Vale a recuarem. Os papéis ainda foram pressionados pela notícia de que o chefe da divisão de minério de ferro da Rio Tinto, Sam Walsh, confirmou que os preços dos contratos vão cair neste ano.
Siderúrgicas
As siderúrgicas também terminaram no vermelho, com CSN ON em destaque (-2,26%). Os investidores estão esperando um resultado operacional mais fraco no balanço do quarto trimestre que a empresa vai divulgar. Gerdau PN, -0,49%, Metalúrgica Gerdau PN, -0,75%, Usiminas PNA, -1,24%. Petrobras ON recuou 2,10% e PN 1,65%. O presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, disse, em Brasília, que a empresa não vai reduzir o preço da gasolina nas refinarias e que a atual tendência para os preços internacionais do produto é de alta e não de baixa. Porém, mais tarde, a jornalistas, ele admitiu que os preços vão, sim, sofrer uma correção, mas evitou falar em prazos. O contrato do petróleo para maio negociado na Nymex terminou em alta de 0,33%, a US$ 53,98.
Dólar
O dólar caiu no mercado doméstico, fruto de comentários de que o Banco Central poderia vir a anunciar, ainda ontem, a realização de uma pesquisa de demanda, hoje, a fim de avaliar as condições para iniciar a rolagem do vencimento de cerca de US$ 7 bilhões em contratos de swap cambial em 1º de abril. ''Diante dessa suspeita, faltou disposição para o investidor ficar comprado em dólar'', disse um operador de câmbio de um banco estrangeiro.
No fechamento, o dólar recuou 0,13%, para R$ 2,242 no balcão e na BM&F. Na máxima, pela manhã, o pronto no balcão subiu até R$ 2,266 (+0,94%).
Juros
As taxas de juros encerraram a negociação normal da BM&F em níveis bem mais moderados. Os especialistas afirmam que a forte movimento de recomposição de prêmios sobre a curva a termo entre ontem e a primeira etapa dos negócios ontem atraiu aplicadores à tarde, uma vez que não houve mudança a respeito da perspectiva para a política monetária. O DI janeiro de 2010 (369.145 contratos) ficou em 9,89% (9,82% no fechamento e 9,73% no ajuste), o DI janeiro de 2011 (89.725 contratos) subiu de 10,24% no fechamento e 10,13% no ajuste para 10,33%, e o DI janeiro de 2012 projetou 10,74%, ante 10,72% no fechamento e 10,55% no ajuste.
O mercado ontem abriu dando sequência à realização de lucros que marcou a sessão anterior e ampliou o processo ao longo da manhã para níveis de stop loss, o que levou o DI janeiro de 2010 a aproximar-se novamente dos dois dígitos (9,95% na máxima) e reforçou o volume de contratos. Vale destacar também a mudança de comportamento dos juros dos Treasuries. A taxa da T-note de dez anos desacelerou a alta forte que vinha mostrando, passando de um patamar acima de 2,9% pela manhã para 2,64% no fechamento.
Agência Estado





