MERCADO FINANCEIRO
PETRÓLEO EM ALTA
BOVESPA EM BAIXA
Petrobras
As ações da Petrobras patrocinaram uma queda de 1,05% para a Bovespa ontem. O pregão foi bastante volátil e, em muitos momentos, negativo, na contramão de Wall Street, onde o sinal positivo só foi trocado no final da sessão. Essa inversão contribuiu para ampliar as perdas do Ibovespa, que ainda tiveram a contribuição dos papéis das siderúrgicas. A Bovespa terminou a sessão com 38.607,20 pontos. No mês, acumula alta de 1,11% e, no ano, de 2,82%. O giro financeiro totalizou R$ 5,121 bilhões.
Ganhos
Durante boa parte do dia, a Bolsa trabalhou seguindo, de longe, os ganhos de Wall Street, estimulados pelo segmento financeiro. Tanto que os bancos, aqui, subiram praticamente o dia todo, mas acabaram fechando sem uniformidade - BB ON e Nossa Caixa ON foram exceção, ao caírem, respectivamente, 0,27% e 0,13%. No caso da Petrobras, voltaram os rumores sobre a redução nos preços da gasolina e o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali Al-Naimi, alertou que a cotação do petróleo tem que estar em pelo menos US$ 60 para viabilizar a exploração do pré-sal brasileiro. Além disso, segundo operadores, uma instituição estrangeira teria cortado o preço-alvo para os papéis da estatal.
Petróleo
O petróleo fechou em alta no mercado internacional, embora tenha recuado na abertura em razão do resultado do encontro da Opep no final de semana. Os membros do cartel decidiram não promover mais um corte na produção, como era previsto na semana passada. Na Nymex, o contrato para abril avançou 2,38%, a US$ 47,35 o barril. Petrobras ON recuou 2,33% e PN, 1,84%.
Recuo
Nos Estados Unidos, as bolsas acabaram titubeando no finalzinho da sessão, devolvendo os ganhos registrados ao longo do dia. O Dow Jones recuou 0,10%, aos 7.216,97 pontos e o Nasdaq fechou em baixa de 1,92%. As bolsas subiram nas quatro sessões anteriores patrocinadas pelas notícias do setor financeiro.
Oscilação
O dólar voltou a oscilar em terreno negativo e fechou abaixo de R$ 2,30, reagindo à continuidade da desmontagem de posições compradas no mercado de dólar futuro. Apesar do fluxo cambial aparentemente pequeno e equilibrado, segundo operadores consultados, houve forte aumento do volume de negócios à vista e a futuro. No mês, o dólar no balcão apura queda de 3,96% ante o real e, no ano até o momento, -2,48%. No fechamento, na BM&F, o pronto terminou a R$ 2,268 (-1,39%). O giro financeiro total à vista aumentou 120%, para cerca de US$ 5,949 bilhões, dos quais cerca de US$ 5,561 bilhões em D+2.
Juros
Os juros mantiveram tendência de queda de taxas ontem. Pela manhã, os DIs alternaram altas e baixas, mas sem se distanciarem muito dos níveis anteriores, ainda sob o efeito do avanço inesperado de 1,4% das vendas no varejo em janeiro ante dezembro, anunciado na sexta-feira pelo IBGE. À tarde, entretanto, o mercado definiu-se pelo rumo de queda na maioria dos contratos, com destaque para o DI janeiro de 2010, que voltou a um dígito. Operadores afirmam, no entanto, que como ainda há muito tempo até a próxima reunião do Copom - dias 28 e 29 de abril - movimentos fortes de recuo deverão ser vistos somente com dados surpreendentes na atividade.
Evidências
Dadas as evidências da fraqueza da economia brasileira, as revisões em baixa do PIB e Selic não param. Ontem, o banco Morgan Stanley revisou sua estimativa para o PIB do Brasil de zero para queda de 4,5%. O banco atribuiu a revisão ao fraco desempenho no último trimestre do ano passado da economia, aos sinais de desaceleração da atividade no primeiro trimestre e temores de que o cenário global possa se mostrar pior do que o antecipado. O economista da instituição para o Brasil, Marcelo Carvalho, estima que a taxa Selic irá cair para 8,25% em meados de 2009, após cortes de 150 pontos-base nas próximas reuniões de política monetária em abril e junho.
Alta
As principais bolsas europeias fecharam em alta ontem, dando continuidade aos ganhos de sexta-feira, com o setor bancário liderando os ganhos, depois que o britânico Barclays anunciou que está negociando a venda de sua unidade iShares e que teve um forte início do ano. O banco também disse que ainda não decidiu se vai aderir ao plano do governo do Reino Unido de garantia de ativos.
Indicadores
Em Londres, o índice FT-100 subiu 110,31 pontos (2,94%) e fechou em 3.863,99 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 86,03 pontos (3,18%) e fechou em 2.791,66 pontos; em Frankfurt, o índice Xetra-Dax subiu 90,94 pontos (2,30%) e fechou em 4.044,54 pontos. As ações do Barclays fecharam em alta de 22,67% e deram impulso ao restante do setor, que também foi beneficiado pelas notícias de que a AIG usou mais de US$ 100 bilhões dos fundos do socorro federal para pagar bancos internacionais, incluindo o Deutsche Bank (+4,81%) e o Société Générale (+10,59%).





