Dólar sobe



As casas de câmbio trocaram o dólar comercial por R$ 2,351 nas últimas operações de ontem, o que representa uma alta de 0,08% sobre a cotação de anteontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 2,460, estável. À espera do resultado da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que anuncia nas próximas horas a nova taxa básica de juros do país (ontem, em 12,75%), o mercado teve um dia morno: os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 2,315 e R$ 2,355.

Leilão

O BC, que optou por se manter à parte do mercado desde o início de fevereiro, anunciou que vai realizar hoje um leilão de moeda com recompra programada. Os recursos repassados aos agentes financeiros devem ser necessariamente aplicados em operações de comércio exterior (ACCs).

Juros futuros
Em dia de Copom, o mercado futuro de juros já embute projeções de que a taxa básica do país termina o ano abaixo de dois dígitos. Para a reunião de hoje, os agentes financeiros trabalham com a expectativa de um corte de 1,5 ponto percentual. No contrato com vencimento em abril de 2009, a taxa projetada recuou de 11,44% ao ano para 11,24%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada contraiu de 10,10% para 9,99%; no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista caiu de 10,30% para 10,23%.


Em alta

As principais bolsas europeias fecharam em alta ontem, recebendo suporte principalmente de bancos, como o Credit Suisse e o Deutsche Bank, e de seguradoras. Os mercados da Europa deram continuidade aos ganhos da sessão de terça-feira, impulsionada por declarações otimistas relacionadas ao setor financeiro norte-americano, notadamente as do executivo-chefe do Citigroup.
Apesar do ânimo em relação ao setor financeiro, a cautela permanece para muitos analistas que observam os bancos europeus. Derek De Vries, analista do Merrill Lynch, é um dos que estão trabalhando cuidadosamente.


Europeia

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 subiu 10,52 pontos (0,4%) e fechou em 2.674,20 pontos. O BNP Paribas subiu 8% e o Credit Suisse avançou mais de 9%. A seguradora francesa AXA fechou em alta de 7,8%. O grupo de publicidade JC Decaux teve baixa de quase 19%, depois de anunciar 51% de queda no lucro, informar que não vai pagar dividendos e dizer que vai registrar sua primeira queda na receita comparável neste primeiro trimestre do ano.Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-Dax subiu 27,12 pontos (0,7%) e fechou em 3.914,10 pontos, impulsionado pela recuperação técnica dos setores financeiro e automobilístico. O Deutsche Bank fechou em alta de 8% e liderou as altas do índice. Entre as montadoras, BMW avançou 6,5% e Daimler ganhou 2,2%.

Sessão

Em Madri, o índice IBEX-35 encerrou a sessão em alta de 51,40 pontos (0,72%) e fechou em 7.204,7 pontos. O banco BBVA subiu 3,1%, o Santander avançou 2,9% e o Sabadell ganhou 4%. O setor de energia dominou a outra ponta do pregão, com a Red Eléctrica caindo 4,9% e a Enagas perdendo 4,2%, após relatos afirmarem que o governo espanhol poderá fundir companhias e vender suas redes de eletricidade e gás. Na Bolsa de Portugal, o índice PSI-20 subiu 53,85 pontos (0,92%), para 5.923,58 pontos.

Ganhos

A nota destoante do dia foi Londres, onde o índice FT-100 caiu 21,42 pontos (0,6%) e fechou em 3.693,81 pontos. O HSBC Holdings caiu 6,3%. O Lloyds Banking Group devolveu os ganhos da sessão anterior, e caiu 12,4%. Por outro lado, as seguradoras tiveram ganhos. As seguradores, porém, apresentaram alta. Legal & General subiu 8,2%, Prudential ganhou 3,5% e Old Mutual registrou +4,2%.

Asiáticas I

As bolsas da Ásia dispararam ontem, seguindo tendência de alta do mercado mundial ontem. A divulgação de lucro do Citigroup no primeiro bimestre do ano impulsionou os negócios. A diretoria do grupo informou, ainda em caráter preliminar, que o resultado operacional bateu a casa dos US$ 8,3 bilhões no período, o melhor desempenho desde o terceiro trimestre de 2007.


Asíaticas II

O índice Nikkei, da Bolsa de Valores de Tóquio, subiu 4,5% (maior alta desde 27 de janeiro) e fechou em 7.376 pontos. Ontem, a Bolsa do Japão havia fechado em seu pior nível em 26 anos. A alta japonesa também se beneficiou de uma disparada de 9% nas ações da Toshiba.Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 2% e atingiu 2.139 pontos. O índice Kospi, da Coreia do Sul, subiu 3,2% e fechou em 1.127 pontos. Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 também subiu (1,9%) e fechou em 3.244 pontos. A exceção ficou na Bolsa de Xangai, que viu seu índice Shangai Composite cair 0,9% e atingir 2.139 pontos desanimado com a queda de 25% das exportações da China em fevereiro.



Das Agências

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