MERCADO FINANCEIRO
Em declínio
O dólar comercial foi negociado por R$ 2,370 nas últimas operações registradas ontem, valor 1,70% abaixo da cotação de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 2,500, em declínio de 2,72%.
Os mercados tiveram um dia de trégua na crise, em meio a expectativas sobre a recuperação da economia chinesa, a terceira maior do planeta. Os preços internacionais das commodities (matérias-primas) subiram com força, o que ajuda na valorização da moeda brasileira frente ao dólar. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 2,408 e R$ 2,369.
Pacote Chinês
O governo chinês deve anunciar nesta semana um pacote de medidas, possivelmente amanhã. ''Vai ser a partir de amanhã que nós devemos ter uma definição, de verdade, da tendência do mercado'', comenta Paulo Prestes, operador da corretora gaúcha Exim. Mas mesmo com o relativo otimismo sobre o pacote asiático, o profissional não descarta um novo repique das cotações ainda nesta semana: ''a economia americana está muito ruim'', resume.
O Banco Central divulgou que a entrada de dólares no país superou a saída pela primeira vez em cinco meses: o fluxo ficou positivo em US$ 841 milhões em fevereiro.
Bovespa
Neste mês, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) registrou saldo também positivo de investimentos estrangeiros -de R$ 544,1 milhões, após oito meses de retiradas (vendas de ações maiores que compras). Para especialistas do mercado, os números acima, junto com as reservas de US$ 200 bilhões, são uma ''prova'' da tranquilidade do câmbio. Para esses profissionais, a alta recente das taxas foi em boa parte especulação de agentes financeiros (principalmente, estrangeiros), que detém investimentos na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) e ganham com a desvalorização do real.
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que serve de referência para as tesourarias dos bancos, puxou mais uma vez as taxas projetadas para 2010 e 2011, mas rebaixou os juros previstos para 2009. Há poucos dias da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o mercado começa a formar consenso de que, desta vez, a taxa básica deve ser ajustada de 12,75% ao ano para 11,75%. No contrato com vencimento em abril de 2009, a taxa projetada cedeu de 11,93% ao ano para 11,89%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 10,67% para 10,68%; no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista avançou de 10,97% para 11,07%.
Otimismo
As Bolsas europeias fecharam em alta ontem, com a expectativa de uma recuperação na economia da China. As ações das mineradoras lideraram os ganhos. A Bolsa de Londres fechou em alta de 3,81% no índice FTSE 100, indo para 3.645,87 pontos; a Bolsa de Paris subiu 4,74% no índice CAC 40, indo para 2.675,67 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve alta de 5,42% no índice DAX, indo para 3.890,94 pontos; a Bolsa de Milão registrou alta de 2,41% no índice MIBTel, fechando com 11.808 pontos; a Bolsa de Amsterdã subiu 4,45% no índice AEX General, que ficou com 211,58 pontos; e a Bolsa de Zurique ganhou 2,42%, fechando com 4.463,67 pontos no índice Swiss Market.
Europeias
O índice FTSEurofirst 300, que reúne ações das principais empresas europeias, encerrou o dia com ganho de 3,9%, aos 695,72 pontos. Anteontem, o indicador teve queda de 1,9%, fechando com o menor resultado desde julho de 1997, quando foi estabelecido. As ações das mineradoras Rio Tinto (+14%) e BHP Billiton (+12,9%), com a alta nos preços do cobre. As ações da siderúrgica ArcelorMittal, por sua vez, tiveram ganho de 12,4%. Os investidores viram com otimismo o dado econômico divulgado ontem na China: a Federação de Compras e Logística do país informou que a atividade do setor manufatureiro registrou ligeira alta em fevereiro, apesar de ainda estar em níveis que indicam contração. O PMI (Índice de Atividade de Gerentes de Compras, na sigla em inglês) ficou em 49 pontos no mês passado, contra 45,3 em janeiro.
Estabilidade
O indicador vem aos poucos se recuperando do nível baixo recorde atingido em novembro, 38,8 pontos. Leituras abaixo de 50 pontos indicam contração de atividade, enquanto números acima desse patamar apontam para expansão.
Segundo analistas, as leituras mostram que a economia chinesa começa a se estabilizar, o que seria sinal de que as medidas do governo para estimular a atividade começam a surtir efeito. O otimismo sobre a China também fez o preço do petróleo subir. Às 14h17 (em Brasília), o barril para entrega em abril, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), estava cotado a US$ 44,20, em alta de 6,12%. Mais cedo, o barril chegou a atingir alta de 8,74%.
Das Agências





