Comoddities em alta

Bovespa cai




Ibovespa

São Paulo - O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) fechou ontem na mínima do dia, em queda de 0,13%, aos 38.180,18 pontos, com ajuda das ações da Vale, Petrobras e bancos. Estes, foram impulsionados pelo programa de socorro ao sistema financeiro no Reino Unido e a aceitação da União Europeia em elevar o nível de cobertura dos depósitos bancários, beneficiando as ações do setor em todo o mundo.

Commodities


Vale e Petrobras subiram com a alta no preço das commodities, o que suavizou a queda do principal indicador da Bovespa em relação aos índices Dow Jones e Nasdaq, que fecharam em queda de 1,22% e 2,38%, respectivamente. O dólar à vista perdeu 1,31%, fechando a R$ 2,3440, e os juros futuros caíram, com o reforço das apostas da queda da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em março.

Blue chips

Na Bovespa, as blue chips subiram devido ao comportamento das commodities no mercado externo, que fecharam, majoritariamente, em alta. Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (New York Mercantil Exchange - Nymex), o contrato do petróleo para abril terminou o dia a US$ 45,22, o maior nível em um mês, com elevação de 6,40%. Vale e Petrobras também registraram compras de investidores estrangeiros. Vale PNA avançou 0,19%, mas Vale ON fechou estável, zerando os ganhos no final. Petrobras ON registrou aumento de 0,78% e PN, de 1,03%.


Bancos

No caso dos bancos, os papéis acompanharam o comportamento do setor no mercado externo. Bradesco PN, +0,71%, Itaú PN, +0,22%, BB ON, +0,79%. Unibanco Unit, exceção, recuou 0,08%. Nossa Caixa ON avançou 0,97%. A instituição anunciou hoje lucro líquido de R$ 646,537 milhões em 2008, um aumento de 113,29% em relação ao ano anterior.

Programa

Na Europa, o Reino Unido anunciou o Programa de Proteção de Ativos, que beneficiará os bancos que quiserem aderir até 31 de março. As instituições também poderão utilizar o programa para garantir ativos tóxicos de seus balanços. Esse programa ajudará o RBS, que deve levantar US$ 35,7 bilhões. A ajuda veio em boa hora, já que o banco teve o maior prejuízo da história corporativa do Reino Unido. Também a União Europeia anunciou que os governos do bloco concordaram em elevar o nível de cobertura dos depósitos bancários para 50 mil euros a partir de junho e para 100 mil euros a partir do final de 2010. O objetivo é ajudar a restabelecer a confiança no setor bancário.



Investidores

Com tais notícias, o setor liderou os ganhos nas bolsas da Europa, que subiram. Em Londres, o índice FT-100 teve valorização de 1,73% e fechou com 3.915,64 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 1,78%, para 2.744,84 pontos; em Frankfurt, o índice Xetra-Dax subiu 2,51%, a 3.942,62 pontos.
Nos Estados Unidos, o setor financeiro também registrou ganhos, mas as bolsas viraram no final puxadas pelos papéis das companhias de saúde. Os investidores se desfizeram dessas ações diante das preocupações com as implicações dos planos da administração do presidente Barack Obama para o setor.

Medicare

O projeto de Orçamento enviado por Obama ao Congresso detalhou planos de financiar uma boa parte da reforma do setor de saúde com um corte de US$ 175 bilhões em pagamentos às empresas de seguro-saúde do setor privado que atendem ao programa governamental Medicare. O projeto prevê um mix de aumento de impostos e cortes nos pagamentos a seguradoras, hospitais e farmacêuticas para ajudar a formar um fundo de reserva de US$ 634 bilhões em dez anos para ampliar a cobertura de saúde pelo governo norte-americano.


Auxílio-desemprego

Também prejudicaram as bolsas nos Estados Unidos os dados sobre os pedidos de auxílio-desemprego, as vendas de imóveis residenciais novos e as encomendas de bens duráveis, todos bem piores do que as previsões. O balanço da General Motors também surpreendeu, pelo tamanho do prejuízo: US$ 9,6 bilhões no quarto trimestre do ano passado, ou US$ 30,9 bilhões no ano. As ações despencaram 6,67%.

Juros

No mercado de juros, tudo no noticiário parece ter conspirado em favor da queda dos juros futuros, com a ajuda do ambiente externo favorável. Novos sinais de fraqueza da economia e de inflação em desaceleração no Brasil tornaram majoritária na curva a termo a aposta de mais um corte de 1 ponto porcentual na atual Selic de 12,75% na reunião do Copom em março.No encerramento da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2010 recuava à mínima de 10,70%, de 10,86% no fechamento e 10,84% no ajuste de ontem. O DI abril de 2009 estava em 12,04%, de 12,11% no fechamento e 12,12% no ajuste anteriores. O DI janeiro de 2012 cedia de 11,72% no fechamento e 11,68% no ajuste para 11,45%.


Agência Estado

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