MERCADO FINANCEIRO
BOVESPA EM ALTA
BOLSAS EUROPEIAS EM BAIXA
Alta
O dólar comercial foi negociado por R$ 2,279 nas últimas operações registradas ontem, uma taxa 0,66% acima do valor final de sexta-feira. O preço da moeda americana oscilou entre R$ 2,282 e R$ 2,263, num dia morno, marcado pelas más notícias tanto da economia asiática - contração histórica do Japão - quanto da economia europeia. A ausência dos mercados americanos, devido a um feriado local, costuma esvaziar os negócios na praça brasileira.
Swap
O Banco Central entrou no mercado de moeda e repassou US$ 1,84 bilhão em contratos de ''swap'' cambial. Nesses contratos, a autoridade monetária assume o risco da variação do dólar. A operação teve por objetivo renovar os títulos que vencem no início de março e, portanto, têm efeito restrito sobre a formação das cotações.
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que serve de referência para as tesourarias dos bancos, revisou para baixo as taxas projetadas para 2009 e 2010. No contrato com vencimento em março de 2009, a taxa projetada caiu de 12,65% ao ano para 12,63%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 11,03% para 11,02% e no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista passou de 11,44% para 11,47%.
Virada
A Bovespa virou perto do encerramento das operações, com algumas compras direcionadas para as ações preferidas dos investidores (Petrobras e Vale), em um dia morno, devido à ausência da Bolsa de Nova York. A sessão de negócios foi marcada pela contração histórica do PIB japonês. As ações da Positivo Informática se destacaram, com um alta de quase 80%. O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, valorizou 0,40% no fechamento, aos 41.841 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,92 bilhões, mas somente o vencimento de opções respondeu por R$ 2,10 bilhões desse volume. Nos EUA, a Bolsa de Nova York não operou, devido a um feriado local (Presidents'Day).
Positivo
As ações da Positivo Informática dispararam 78,84% na sessão de ontem, movimentando o equivalente a quase 5% do giro total. Segundo analistas que acompanham essa empresa, a corrida pelos papéis ocorreu com os fortes rumores de uma aquisição por uma multinacional estrangeira. ''Houve um boato muito forte de que a empresa poderia estar negociando a aquisição por uma grande empresa estrangeira, e no mercado se especulou muito de que pode ser a Dell ou a Lenovo'', aponta a equipe de análise da corretora SLW.
Queda
As principais bolsas europeias terminaram em queda, pressionadas pelo declínio das ações de empresas do setor financeiro em meio aos receios dos investidores com a saúde dos bancos. O índice de ações pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 caiu 1,36%, para 188,67 pontos. Em termos de mercados locais, em Londres, o índice FT-100 caiu 54,84 pontos (1,31%); em Paris, o índice CAC-40 perdeu 35,64 pontos (1,19%); em Frankfurt, o índice Dax-30 teve queda de 46,75 pontos (1,06%).
Crescimento
O agravamento da crise econômica levou os economistas ouvidos pelo Banco Central a reduzirem novamente a previsão de crescimento da economia brasileira para 2009. De acordo com a pesquisa semanal Focus, o crescimento do PIB deve ficar em 1,5%. O resultado está abaixo dos 3,2% estimados pelo próprio BC e dos 4% previstos no Orçamento deste ano. Para 2010, a previsão recuou de 3,8% para 3,6%.
Selic
Com a desaceleração da economia, os economistas passaram a prever também um corte maior na taxa básica de juros, que deve cair dos atuais 12,75% para 11,75% ao ano na próxima reunião do Copom, no dia 11 de março. Na última reunião, em janeiro, o Copom cortou a taxa Selic de 13,75% para 12,75% ao ano. Foi o maior corte de juros em cinco anos, motivado pela desaceleração da economia verificada nos últimos meses. Para o final do ano, a previsão para os juros caiu de 10,75% para 10,50% ao ano, o menor patamar da história do Copom.
Inflação
Em relação às previsões de inflação, a expectativa para o IPCA, que serve como meta para o BC, caiu de 4,73% para 4,69% (2009) e ficou em 4,5% para 2010. A meta de inflação é de 4,5%, podendo chegar a 6,5% no intervalo de tolerância (teto da meta). Para este ano, a expectativa do mercado para o IGP-DI caiu de 4,63% para 4,57%; o IGP-M passou de 4,24% para 4,25%. O IPC da Fipe recuou de 4,53% para 4,50%.
Spreads
O BNDES obteve lucro líquido de R$ 5,3 bilhões em 2008, o que repesenta queda de 27,4% frente ao ano anterior. O banco alegou que a redução no lucro deveu-se principalmente ao menor resultado bruto oriundo das intermediações financeiras, que ficaram em R$ 3,8 bilhões no ano passado, ante R$ 4,7 bilhões em 2007, e à redução de receitas com reversão de provisão para risco de crédito. Em 2008, as provisões atingiram R$ 445 milhões, abaixo dos R$ 1,3 bilhão constatado em 2007. Em comunicado, o BNDEs destaca que o menor resultado bruto nas intermediações financeiras ocorreu em função da redução dos spreads cobrados nas operações de financiamento.
(Com Agências)





