BOVESPA EM ALTA
DÓLAR EM QUEDA

Para cima
A Bovespa trabalhou num único sentido nesta ontem: para cima, correndo atrás do prejuízo depois de ter fechando quinta-feira antes da melhora das bolsas norte-americanas. A inversão de Wall Street para o azul na hora final do pregão doméstico levou o principal índice à vista a se aproximar dos 3% de ganhos, carregado por Petrobras, Vale, bancos e siderúrgicas, embora a alta tenha sido generalizada. A recuperação dos metais e do petróleo no exterior também jogou a favor.

Ganhos
O Ibovespa subiu 2,90%, aos 41.673,62 pontos. Tocou a mínima de 40.512 pontos (+0,03%) e a máxima de 41.833 pontos (+3,29%). Na semana, acumulou perdas de 2,53%, mas, no mês e no ano tem ganhos, de 6,04% e 10,98%, respectivamente. O giro financeiro somou R$ 3,531 bilhões. A Bolsa trabalhou na contramão de Wall Street na maior parte do dia. Vários especialistas justificaram que a principal causa foi a recuperação final das bolsas norte-americanas quinta, quando os investidores foram às compras com as especulações sobre um programa do governo Obama para socorrer mutuários, antes que eles tenham que recorrer ao calote no pagamento das hipotecas.

Recursos
Também foram citadas como razões a entrada de recursos estrangeiros, sobretudo por causa dos vencimentos na próxima semana. Segunda-feira acontece o de opções sobre ações e, na quarta, o de Ibovespa futuro e de opções sobre Ibovespa. Mas o volume do ingresso foi pequeno. ''O giro fraco do dia também potencializou as ordens de compra'', destacou um economista de um banco estrangeiro para justificar o tamanho dos ganhos sem grandes fatos para embasar.

Misto
O noticiário, na verdade, não foi dos melhores, embora as bolsas europeias tenham conseguido pinçar algumas informações positivas, como balanços pontuais. O fechamento, no entanto, foi misto, com o alerta do Lloyds Banking Group e dados pouco favoráveis sobre a economia na zona do euro influenciando negativamente. Em Londres, o índice FT-100 recuou 0,30%. Na semana, o índice teve queda de 2,38%. Em Paris, o índice CAC-40 ganhou 1,13%. Em Frankfurt, o índice Dax-30 teve alta de 0,13%.

Aquém
O pacote do Tesouro dos EUA, que prometia algo nesse sentido, ficou aquém das expectativas, porque ainda é uma incógnita sem prazo para ser conhecida. Com pouco a repercutir e às vésperas do feriado do Dia do Presidente nos EUA, na segunda-feira, as bolsas norte-americanas tiveram um pregão morno, com giro mais fraco. Às 18h30, o Dow Jones recuava 0,63%, o S&P, 0,51%, o Nasdaq, 0,06%. O único indicador divulgado ontem não foi bom: o índice preliminar de confiança do consumidor da Universidade de Michigan recuou para 56,2 em fevereiro, na comparação com 61,2 em janeiro.

Petróleo
No pregão doméstico os papéis da Petrobras subiram 3,57% (ON) e 3,02% (PN), com a disparada de mais de 10% do preço do petróleo. No final da tarde, a empresa afirmou que vai postergar projeto no Golfo do México para priorizar os investimentos no pré-sal. Disse ainda que pretende instalar postos de combustíveis no Japão, que as perfurações em angola começam este ano e que vai concluir em três meses análise de viabilidade no Irã.

Menor
Na Nymex, o contrato para março avançou 10,39%, aos US$ 37,51, com a cobertura de posições vendidas antes do fim de semana prolongado nos EUA. A Opep diminuiu ontem a estimativa da demanda mundial pela commodity em 2009 em 400 mil barris por dia, para 85,1 milhões de barris por dia. Isso representa uma queda de 600 mil barris/dia em relação à demanda registrada em 2008.

Baixa
O dólar no mercado à vista oscilou em baixa ontem e encerrou perto da mínima intraday, cotado a R$ 2,264 no balcão (-1,05%) e na BM&F (-1,01%). Na semana, o pronto no balcão subiu 0,71%. Contudo, no mês, a moeda americana apura baixa de 2,20% ante o real e, no ano, queda de 3,04%. A maior parte da emissão externa de US$ 1,5 bilhão fechada esta semana pela Petrobras teria ingressado ontem no mercado à vista e determinado a continuidade da queda da moeda americana, afirmou o gerente de câmbio de um banco de investimentos em São Paulo.

Giro
No mercado à vista de câmbio, pelo comportamento do giro financeiro, que praticamente dobrou no final em relação ao registrado na primeira parte dos negócios, Battistel avalia que o grosso do fluxo positivo intraday pode ter ingressado no mercado no período da tarde, quando as cotações do pronto renovaram as mínimas várias vezes. O piso do dólar à vista no balcão foi de R$ 2,260 (-1,22%). Já a cotação máxima, pela manhã, foi de R$ 2,284 (-0,17%). O volume financeiro total aumentou 20%, para cerca de US$ 4,090 bilhões (sendo US$ 3,863 bilhões em D+2).

(Agência Estado)

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