MERCADO FINANCEIRO
BOLSAS EUROPEIAS EM ALTA
BOVESPA EM BAIXA
Volatilidade
As bolsas norte-americanas iniciaram a semana voláteis em meio às expectativas dos investidores com relação ao plano de socorro do governo americano para o setor financeiro e à aprovação, pelo Senado, do pacote de estímulo à economia dos EUA. As ações do setor de consumo estiveram no foco das vendas ontem em Wall Street, enquanto os papéis do Bank of America registram um forte ganho pelo segundo dia consecutivo.
Baixa
A Bovespa encerrou em baixa, após quatro altas consecutivas, mas ainda acima dos 42 mil pontos. A realização de lucros, principalmente, com as ações da Vale impediu uma reação à tentativa de melhora em Nova York no fim da sessão. Os juros futuros ampliaram o ajuste para cima e atingiram as taxas máximas à tarde. A correção refletiu o quadro externo incerto e o noticiário doméstico, que pode motivar reavaliações sobre o ritmo do ciclo de afrouxamento monetário.
Giro
A Bolsa de São Paulo terminou o dia com variação negativa de 1,53%, aos 42.100,12 pontos. Atingiu a mínima de 41.977 pontos (-1,82%) e a máxima de 43.441 pontos (+1,60%). No mês, acumula ganho de 6,21% e, no ano, de 12,12%. O giro financeiro totalizou R$ 4,253 bilhões.
Foco
No final de semana, o Senado dos Estados Unidos, enfim, parece ter chegado a um acordo para votar o pacote de ajuda ao sistema financeiro, o que levou o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, a adiar para hoje a exposição do plano de recuperação financeira para o país que deve trazer, entre outros boatos do mercado, a criação do bad bank. O foco de ontem, assim, passou da seara econômica para a política, com o presidente dos EUA, Barack Obama, mais uma vez reforçando a necessidade de se aprovar a ajuda, de modo a não ''aprofundar o desastre'' para a economia americana.
Inversão
À espera dos pacotes, as bolsas norte-americanas sustentaram ganhos em boa parte da sessão, mas depois viraram, sem, no entanto, grande entusiasmo na queda. Antes dessa inversão em Wall Street, as bolsas europeias subiram, com o alívio no setor bancário depois que o britânico Barclays anunciou uma queda de apenas 1% no lucro líquido em 2008. Em Londres, o índice FT-100 subiu 0,37% e fechou com 4.307,61 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 0,39%, aos 3.134,87 pontos; em Frankfurt, o índice Xetra-Dax teve elevação de 0,48%, para 4.666,82 pontos.
Juros
Os juros futuros ampliaram o avanço na etapa da negociação estendida na BM&F, quando alçaram novas máximas. Os DIs passaram o dia em alta, ajustando-se ao noticiário doméstico, e o movimento ganhou força depois que as bolsas americanas oscilaram para o campo negativo. Ao longo do dia, tudo conspirou para a redução de posições vendidas. A Focus mostrou piora na projeção de IPCA 2009, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que a situação do crédito no Brasil está voltando a níveis pré-crise e, de quebra, os dados da Anfavea indicam recuperação parcial da indústria automobilística em janeiro.
Câmbio
O dólar à vista encerrou em queda ante o real pela quinta sessão consecutiva e no menor valor desde 6 de janeiro, cotado ontem a R$ 2,237 (-0,49%) no balcão e na BM&F. Contudo, no mercado futuro, o último negócio com o contrato de dólar março09 foi fechado em alta de 0,80%, a R$ 2,275, informou um operador de câmbio futuro de um banco nacional. O dólar março09 oscilou 1,49% na sessão, entre a máxima à tarde de R$ 2,279 (+0,97%) e a mínima, pela manhã, de R$ 2,2455 (-0,51%).
Dólar futuro
A pressão sobre o vencimento do dólar futuro - que girou US$ 7,850 bilhões do total movimentado com seis vencimentos de US$ 7,950 bilhões -, reflete a queda das bolsas norte-americanas e a piora do Ibovespa, por causa de um movimento de realização de lucros. ''O mercado está na expectativa da aprovação do pacote de estímulo econômico pelo Senado norte-americano, e aguarda o anúncio, hoje, do plano do Tesouro de ajuda ao setor financeiro do país. Enquanto isso não se torna fato, os players embolsaram parte dos ganhos recentes na bolsa e ajustaram posições em dólar'', avaliou uma fonte.
Fraco
Na sessão regular, o recuo do dólar à vista ocorreu com um volume de negócios fraco, embora um pouco melhor do que na sexta-feira. O fluxo cambial tendeu ao positivo, apesar de pequeno. E pelo quarto dia útil seguido, o Banco Central não fez leilões no mercado cambial. O giro total à vista cresceu 27%, para cerca de US$ 1,654 bilhão (US$ 1,552 bilhão em D+2).
Pressão
Segundo a economista-chefe da Link Investimentos, Marianna Costa, além de acompanhar a desvalorização externa da divisa americana, a cotação do dólar foi pressionada por vendas de players, principalmente estrangeiros, que já teriam precificado a aprovação do pacote de estímulo econômico pelo Senado dos EUA e aguardam o anúncio, hoje, do plano do Tesouro de ajuda ao setor financeiro do país. ''Um fluxo cambial favorável tende a ser confirmado pelos dados externos do BC na quarta-feira'', afirmou.
(Agência Estado)





