PETRÓLEO EM QUEDA
BOVESPA EM ALTA

Reflexos
As ações brasileiras subiram agressivamente ontem na Bovespa, contrariando as expectativas de um dia de perdas, como reflexo de números bastante ruins da economia americana. Os investidores acreditam que o plano bilionário da Casa Branca para combater a crise realmente deve ser aprovado no Senado até segunda-feira. A recuperação dos preços das commodities (matérias-primas) também influiu no pregão.

Antecipação
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, avançou 4,01% no fechamento e bateu os 42.755 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,36 bilhões, bem acima da média de janeiro (R$ 3,6 bilhões/dia). No balanço entre números bastante negativos dos EUA e da Europa, os investidores optaram por antecipar a provável aprovação do pacote anticrise dos EUA no Senado, que poderia ser votado ainda ontem.

Trabalho
Entre as principais notícias do dia, o Departamento de Trabalho dos EUA informou uma perda de 598 mil vagas no mês de janeiro, calculando uma taxa de desemprego de 7,6% no período. A maioria dos economistas do setor financeiro trabalhava com uma estimativa de 530 mil postos eliminados e uma taxa de 7,5%. Na Alemanha, maior economia europeia, o governo revelou que a produção industrial teve um contração de 4,6% em dezembro na comparação com dezembro.

Resgate
Além da expectativa pela aprovação do plano de US$ 930 bilhões no Congresso americano, o mercado ainda aguarda novidades para segunda-feira, quando o secretário do Tesouro, Tim Geithner, deve fazer um anúncio oficial de medidas para resgatar o sistema financeiro. Analistas afirmam que essas medidas provavelmente terão como objetivo limpar os balanços dos bancos dos chamados 'ativos tóxicos' (créditos problemáticos), de modo a estimular o fluxo de crédito na economia.

Valorização
O comportamento dos investidores ontem fizeram cair as cotações do dólar em relação às principais moedas europeias e de alguns países emergentes, como o real brasileiro, o peso mexicano, a lira turca e o rublo russo. Diante desse movimento, o Banco Central não realizou leilão de venda de moeda pelo terceiro dia seguido. O dólar à vista encerrou em baixa, pelo quarto dia consecutivo, e no menor valor desde 6 de janeiro (de R$ 2,180). O pronto terminou na cotação mínima da sessão, de R$ 2,248 (-1,75%) no balcão e na BM&F.

Tendências
Nesta primeira semana de fevereiro, a moeda à vista recuou 2,89% e 2,98%, respectivamente. Com um fluxo cambial pequeno e sem destaques, o giro financeiro total diminuiu 63%, para cerca de R$ 1,3 bilhão (US$ 2,226 bilhão em D+2). No mercado futuro, segundo um operador de câmbio de uma corretora em São Paulo, os players estrangeiros, que inverteram posições esta semana, passando de ''comprados'' para ''vendidos'', teriam ontem refeito algumas compras, mas esse movimento não foi suficiente para mudar a tendência de queda das projeções.

Giro
O último negócio com o dólar março foi cotado a R$ 2,257, em baixa de 1,57%, informou um profissional de um banco nacional. Os dois demais vencimentos negociados, para abril09 e junho09, também apontaram declínio para a moeda. O giro total movimentado somou US$ 10,82 bilhões, sendo US$ 10,68 bilhões apenas com o dólar março09.

Inflação
O IPCA de janeiro no teto das estimativas dos analistas não surpreendeu o mercado de juros, que desde quinta-feira já esperava por um número mais salgado. Por isso, as taxas ontem traçaram uma trajetória de queda. Analistas argumentam que o mercado já tinha antecipado na véspera, tanto na BM&F quanto no segmento de títulos, que o dado viria mais próximo de 0,50%. Segundo o IBGE, o IPCA ficou em 0,48% em janeiro, acima da previsão mais alta colhida pelo AE Projeções (0,47%) e do nível de dezembro (0,28%).

Projeções
O DI janeiro de 2010 (159.410 contratos) projetava 11,01%, de 11,03% no fechamento e 11,06% no ajuste ontem. O DI janeiro de 2012 (55.700 contratos) caiu a 11,76%, ante 11,77% no fechamento e abaixo do ajuste (11,81%) de ontem. O DI abril de 2009, que ontem movimentou um volume atípico de mais de 200 mil contratos, recuou a 12,29%, de 12,325% no fechamento e 12,33% no ajuste ontem, com 34.570 contratos.

Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em baixa ontem em Nova York, após a publicação de números negativos sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. Na Bolsa Mercantil de Nova York o barril do petróleo cru para entrega em março fechou a US$ 40,17, uma queda de US$ 1 (menos 2,43%) em relação ao pregão de quinta-feira. O petróleo Brent, de referência na Europa, também fechou em baixa em Londres, cotado a US$ 46,21. Em relação a quinta-feira, o barril da commodity para entrega em março, negociado na Bolsa Intercontinental de Futuros, caiu US$ 0,25 (0,53%).

(Com Agências)

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