DÓLAR EM QUEDA
BOLSA DE TÓQUIO EM ALTA

Dólar
O dólar caiu ontem, ampliando o movimento da véspera, na esteira da alta dos mercados acionários globais, em meio às expectativas dos investidores pelo novo pacote de estímulo econômico dos Estados Unidos. A divisa norte-americana fechou a R$ 2,312, em queda de 0,39 por cento, após ter chegado a cair mais de 1 por cento durante a tarde. ''Todo o cenário um pouco mais otimista está impactando nas bolsas e refletindo também no câmbio'', afirmou Hélio Ozaki, gerente de câmbio do banco Rendimento.

Fluxo cambial
O Banco Central anunciou ontem que o saldo da entrada e saída de dólares no País em janeiro (fluxo cambial) ficou negativo em US$ 3,018 bilhões. Em igual período do ano passado, o resultado havia sido negativo em US$ 2,357 bilhões. Janeiro foi o quinto mês consecutivo em que o fluxo cambial apresenta resultado negativo. A saída de dólares no mês passado foi liderada pelo segmento financeiro, que teve resultado líquido negativo de US$ 3,550 bilhões. Esse resultado foi, em parte, compensado pelo fluxo comercial que apresentou saldo líquido positivo de US$ 532 milhões.

Bônus
A Petrobras deu a largada para emitir bônus no mercado internacional, testando o apetite de potenciais investidores para títulos de dez anos. Se concretizada, a operação colocará fim a um jejum de meses de acesso ao mercado externo através da emissão de bônus por empresas brasileiras, em meio à crise financeira global. ''A operação é oficial. Ela já está lançada'', disse uma fonte a par da situação à reportagem, acrescentando que ainda não há informações sobre o volume da oferta e o rendimento, bem como uma data para a colocação efetiva dos papéis no mercado.

Recursos
A estatal vinha sendo apontada por profissionais do mercado como a empresa brasileiras mais provável a levantar recursos no exterior desde o acirramento da crise externa, por ser uma das poucas com rating em grau de investimento atribuído pelas principais agências de classificação de risco. O próprio diretor-financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou no dia 23, que a empresa poderia vender US$ 1,5 bilhão em bônus ainda no primeiro trimestre, mas que o montante final dependeria da demanda.

Crescimento
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o Brasil terá uma desaceleração no ritmo de crescimento da economia este ano, mas não vai entrar em recessão. ''Não vamos ter recessão em 2009 como ocorrerá em outros países. Não teremos crescimento negativo'', disse o ministro. ''Recessão é uma palavra que serve para países como Estados Unidos, para a Europa e para o Japão'', acrescentou Mantega, destacando que as expectativas de crescimento estão contaminadas pelo dados relativos à fase mais aguda da crise no fim do ano passado.

Meta
O ministro disse manter a meta de crescimento de 4% para este ano e que o Brasil vai crescer mais do que os outros países porque se preparou para a crise. Mantega afirmou que o dado negativo da produção industrial de dezembro é consequência da combinação de falta de crédito e do ''susto'' das empresas com a chegada da crise ao Brasil.

Ganhos
A Bolsa de Tóquio fechou em alta, com ganhos elevados nas ações de mineradoras e empresas de transporte marítimo, graças aos sinais de que pelo menos alguns indicadores econômicos globais estão se estabilizando. O índice Nikkei 225 avançou 213,43 pontos, ou 2,7%, e encerrou aos 8.038,94 pontos. De acordo com corretores, as compras de investidores estrangeiros e de investidores de longo prazo do Japão (como os fundos de pensão), sustentaram a alta da bolsa depois do anúncio de um relatório positivo sobre o mercado imobiliário dos EUA e de um aumento do Índice dos Gerentes de Compra da China.

Recuperação
A Associação Nacional dos Corretores de Imóveis dos EUA informou que seu índice de vendas pendentes de moradias aumentou 6,3% em dezembro sobre o do mês anterior. O índice apura a tendência do mercado imobiliário. Já o Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado pela Federação de Compras e de Logística da China mostrou alguns sinais de recuperação na atividade manufatureira em janeiro, comparada a dezembro. A leitura de 45,3 pontos foi maior do que os 41,2 pontos de dezembro, sendo que uma pontuação acima de 50 indica crescimento líquido.

Veículos
As vendas de veículos novos no mercado nacional totalizaram 327.500 unidades em janeiro de 2009, o que representa uma redução de 5,20%, em relação a dezembro de 2008 e queda de 11,03% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados ontem pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores e incluem automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários.

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