Ne­ga­ti­vo
Mu­dou o ca­len­dá­rio, mas a Bo­ves­pa man­te­ve em fe­ve­rei­ro o mes­mo pa­drão de ja­nei­ro: acom­pa­nhar as bol­sas nor­te-ame­ri­ca­nas. E o si­nal con­ti­nuou ne­ga­ti­vo. Os te­mo­res com o se­tor fi­nan­cei­ro vol­ta­ram a se agra­var on­tem, com no­tí­cias ­ruins na Eu­ro­pa. Co­mo os in­di­ca­do­res co­nhe­ci­dos nos Es­ta­dos Uni­dos não ser­vi­ram pa­ra in­je­tar âni­mo, as per­das se es­pa­lha­ram.

Bai­xa
Pe­la ter­cei­ra ses­são se­gui­da, o Ibo­ves­pa fe­chou em bai­xa, de 1,61%, aos 38.666,44 pon­tos. No ano, a Bol­sa ain­da acu­mu­la al­ta de 2,97%. O dó­lar à vis­ta fe­chou em al­ta de 0,43%, a R$ 2,3250, pres­sio­na­do pe­la va­lo­ri­za­ção do dó­lar no ex­te­rior, saí­da de di­vi­sas e o pri­mei­ro dé­fi­cit men­sal em oi­to ­anos da ba­lan­ça co­mer­cial, em ja­nei­ro. Du­ran­te o dia, o Ban­co Cen­tral che­gou a lei­loar US$ 150 mi­lhões pa­ra re­du­zir o rit­mo de al­ta das co­ta­ções.

Os­ci­la­ção
Os pre­ços da moe­da ame­ri­ca­na os­ci­la­ram en­tre R$ 2,371 e R$ 2,315, man­ten­do-se pres­sio­na­dos na ­maior par­te do dia, em uma se­gun­da-fei­ra mar­ca­da pe­lo in­cre­men­to da aver­são ao ris­co. Na se­ma­na pas­sa­da, hou­ve um cer­to oti­mis­mo com a pos­sí­vel apro­va­ção do pa­co­te an­ti­cri­se de US$ 819 bi­lhões no Con­gres­so ame­ri­ca­no, mas que ar­re­fe­ceu, à me­di­da em que fi­ca­ram ­mais cla­ras as re­sis­tên­cias dos re­pu­bli­ca­nos, tan­to da Câ­ma­ra quan­to do Se­na­do, ao pa­co­te da Ca­sa Bran­ca.

Ex­por­ta­ções
En­tre as prin­ci­pais no­tí­cias do dia, o go­ver­no bra­si­lei­ro in­for­mou que a ba­lan­ça co­mer­cial te­ve o seu pri­mei­ro dé­fi­cit men­sal des­de mar­ço de 2001, prin­ci­pal­men­te por con­ta da que­da no vo­lu­me de ex­por­ta­ções. Se­gun­do da­dos do Mi­nis­té­rio do De­sen­vol­vi­men­to, as im­por­ta­ções su­pe­ra­ram as ex­por­ta­ções em US$ 518 mi­lhões.

Cres­ci­men­to
O bo­le­tim Fo­cus, pre­pa­ra­do pe­lo Ban­co Cen­tral, mos­trou que boa par­te dos eco­no­mis­tas do se­tor fi­nan­cei­ro re­bai­xou ­suas pro­je­ções pa­ra o cres­ci­men­to do ­país, de 2% pa­ra 1,8% em 2009. Tam­bém caí­ram as pre­vi­sões pa­ra a ta­xa Se­lic de de­zem­bro, de 11% pa­ra 10,75% ao ano. A pre­vi­são pa­ra o dó­lar no fim des­te ano fi­cou em R$ 2,30. Pa­ra 2010, es­tá em R$ 2,29.

Ju­ros fu­tu­ros
O mer­ca­do fu­tu­ro de ju­ros, que ser­ve de re­fe­rên­cia pa­ra as te­sou­ra­rias dos ban­cos, re­vi­sou pa­ra me­nos os ju­ros pro­je­ta­dos pa­ra 2010 e 2011. O con­tra­to com ven­ci­men­to em mar­ço de 2009 foi ex­ce­ção, ajus­tan­do a a ta­xa pro­je­ta­da de 12,63% pra 12,66% ao ano; no ven­ci­men­to de ja­nei­ro de 2010, a ta­xa pro­je­ta­da ­caiu de 11,17% pa­ra 11,08% e no con­tra­to com o ven­ci­men­to de ja­nei­ro de 2011, a ta­xa pre­vis­ta re­cuou de 11,50% pa­ra 11,40%.

Cor­tes
Na ­Ásia, as bol­sas re­cua­ram se­guin­do o de­sem­pe­nho vis­to em No­va ­York na sex­ta-fei­ra e tam­bém em ra­zão da fal­ta de no­vi­da­des go­ver­na­men­tais no se­tor fi­nan­cei­ro na Chi­na, cu­jas bol­sas fi­ca­ram uma se­ma­na fe­cha­das. Mas foi a Eu­ro­pa que deu os in­cen­ti­vos pa­ra as bol­sas oci­den­tais caí­rem. A agên­cia de clas­si­fi­ca­ção de ris­co ­Moody’s cor­tou o ra­ting de cré­di­to a lon­go pra­zo do Bar­clays, o que le­vou à uma on­da de ven­da das ­ações. A de­ci­são con­ta­mi­nou os de­mais ati­vos do se­tor fi­nan­cei­ro, re­vi­go­ran­do os te­mo­res so­bre cor­te de ra­tings so­be­ra­nos.

Cau­te­la
Nos EUA, as no­tí­cias ex­ter­nas ser­vi­ram de jus­ti­fi­ca­ti­va pa­ra a aber­tu­ra fra­ca, mas al­guns in­di­ca­do­res tam­bém não fo­ram ­bons e re­for­ça­ram a do­se de cau­te­la dos in­ves­ti­do­res. Os da­dos de de­zem­bro co­nhe­ci­dos on­tem fo­ram a ren­da pes­soal (-0,2%); os gas­tos com con­su­mo (-1,0%); a ren­da pes­soal dis­po­ní­vel (-0,2%); os gas­tos com ­bens du­rá­veis (-1,3%); gas­tos com ­bens não-du­rá­veis (-3,5%); os gas­tos com ser­vi­ços (+0,2%).

Gas­tos
No ano pas­sa­do, os gas­tos com con­su­mo nos EUA au­men­ta­ram 0,3%, o me­nor au­men­to des­de a al­ta de 0,2% em 1991; en­quan­to a ren­da pes­soal cres­ceu 3,7% em 2008, o me­nor au­men­to des­de o avan­ço de 3,2% em 2003. A ta­xa de pou­pan­ça pes­soal no ano pas­sa­do fi­cou em 1,7%, a ­maior des­de a ta­xa de 2,1% em 2004.

Pe­tró­leo
A que­da do pre­ço do pe­tró­leo dian­te da es­ti­ma­ti­va de re­cuo na de­man­da tam­bém aca­bou pe­san­do so­bre as ­ações – e, por ta­be­la, nos pa­péis da Pe­tro­bras, que pas­sa­ram o dia to­do num vai­vém co­la­do ao de­sem­pe­nho da com­mo­dity no mer­ca­do ex­ter­no. Pe­tro­bras ON, -2,01%, Pe­tro­bras PN, -1,36%. Na ­Nymex, o con­tra­to pa­ra mar­ço do pe­tró­leo fe­chou em que­da de 3,84%, a US$ 40,08.

Lu­cros
No se­tor ban­cá­rio, o re­sul­ta­do do Bra­des­co aca­bou fi­can­do em se­gun­do pla­no, já que o mo­ti­vo pa­ra as ven­das ­veio de fo­ra. O se­gun­do ­maior ban­co pri­va­do do Bra­sil anun­ciou lu­cro lí­qui­do re­cor­ren­te de R$ 7,620 bi­lhões em 2008, que­da de 4,9% em re­la­ção a 2007. No quar­to tri­mes­tre, o ban­co re­por­tou lu­cro lí­qui­do re­cor­ren­te de R$ 1,806 bi­lhão, que­da de 2,6% an­te lu­cro de R$ 1,854 bi­lhão em ­igual in­ter­va­lo de 2007.

Com Agên­cias

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