MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
São Paulo - Em um dia de muita volatilidade nos negócios, a Bovespa teve um desempenho melhor do que as bolsas norte-americanas (pelo menos até o horário de fechamento doméstico) graças ao comportamento dos papéis da Petrobras. Os balanços favoráveis de empresas do setor petrolífero no mercado externo, a alta do petróleo e as compras de investidores estrangeiros favoreceram ganhos destes papéis que, por serem os mais líquidos, deram sustentação ao principal índice na maior parte da sessão. A Bolsa, no entanto, não conseguiu ignorar totalmente o desempenho das bolsas norte-americanas e acabou acompanhando no final. O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,85%, aos 39.300,79 pontos. Em janeiro, pelo segundo mês seguido, a Bolsa terminou em elevação, de 4,66%.
Dólar
Já o dólar no mercado à vista oscilou em terreno positivo o dia todo e fechou cotado a R$ 2,315 (+0,87%) no balcão e a R$ 2,317 (+0,96%) na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Em janeiro, no entanto, a moeda no balcão apurou baixa de 0,86% ante o real. A valorização da divisa americana ontem refletiu a disputa de investidores posicionados no mercado futuro em torno da formação da ptax de fim de mês. Além disso, o quadro externo com queda das bolsas e valorização do dólar ante o euro e o iene, em reação aos dados econômicos ruins nos EUA, ajudaram ainda a amparar a correção da moeda em relação ao real.
Evento aguardado
Na bolsa, o evento mais aguardado do dia era a divulgação da primeira prévia do Produto Interno Bruto (PIB) americano do quarto trimestre. E o indicador acabou surpreendendo por ter sido menos ruim do que era esperado. Assim, a reação imediata dos investidores foi ir às compras. A maior economia do mundo recuou 3,8% de outubro a dezembro, enquanto as previsões eram de queda de 5,5%. Mas, na releitura, os investidores preferiram enxergar a informação de que o resultado do trimestre foi o pior desde o primeiro trimestre de 1982 (em 26 anos). Juntaram os indicadores ruins e passaram às vendas.
Americanas
Às 18h54 de ontem, o Dow Jones caía 1,89%, e a Nasdaq, 2%. Da leva de indicadores, o índice de atividade industrial dos gerentes de compra de Chicago (PMI) caiu para 33,3 em janeiro, o menor nível desde março de 1982. O índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan subiu para 61,2 em janeiro, de 60,1 em dezembro, mas o número, que saiu ontem na versão final, é menor do que o dado preliminar de 61,9. Do setor corporativo, os dados não foram assim tão nefastos. A Procter & Gamble anunciou aumento de 53% no lucro líquido no quarto trimestre, de US$ 1,58 por ação, em linha com a previsão de analistas; e a Honeywell informou alta de 2,6% no lucro líquido do período (US$ 0,97 por ação).
Petróleo
No setor petrolífero, os dados até agradaram. A Exxon Mobil, maior petroleira do mundo, registrou queda de 33% de seu lucro líquido no quarto trimestre do ano passado, para US$ 7,82 bilhões, resultado veio melhor do que o esperado por analistas. A Chevron, por sua vez, anunciou que obteve lucro líquido US$ 4,9 bilhões no intervalo.Estes dados estimularam compras em Petrobras durante o dia, mas os ganhos diminuíram no final e apenas a ação ON sustentou a alta até o final, de 1,17%. A PN fechou estável. Os investidores estrangeiros estiveram na compra do papel, que também foi impulsionado pela valorização do petróleo. Na Nymex, o contrato para maio fechou com elevação de 0,58%, a R$ 41,68.
Ativos
Vale, outra blue chip doméstica, manteve ontem a realização de lucros iniciada na véspera, embora estivesse presente no noticiário. A empresa anunciou a compra de ativos de minério de ferro e potássio da mineradora anglo australiana Rio Tinto, por US$ 1,6 bilhão, pagos à vista. Vale ON caiu 1,60% e PNA, 1,72%. No setor siderúrgico, que teve uma semana de movimentação técnica, o sinal predominante hoje foi negativo. Gerdau PN, -1,05%, Usiminas PNA, -1,16%, CSN ON, -2,60%. Metalúrgica Gerdau PN subiu 0,25%.
Desânimo
As Bolsas europeias fecharam em queda ontem. Os investidores receberam ontem um novo motivo para desânimo frente a uma economia global à beira da paralisia: o PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA recuou 3,8% no quarto trimestre de 2008. A Bolsa de Londres fechou em baixa de 0,97% no índice FTSE 100, ficando com 4.149,64 pontos; a Bolsa de Paris teve baixa de 1,19% no índice CAC 40, para 2.973,91 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve baixa de 2,03% no índice DAX, fechando com 4.338,35 pontos; a Bolsa de Milão teve baixa de 0,78% no índice MIBTel, que ficou com 14.249 pontos; e a Bolsa de Amsterdã teve queda de 1,49% no índice AEX General, que ficou com 248,60 pontos. A Bolsa de Zurique, exceção do dia, subiu 0,33%, ficando com 5.290,05 pontos no índice Swiss Market.
Das Agências





