Bovespa

São Paulo- A Bovespa trabalhou colada ao desempenho das bolsas norte-americanas ontem, o que significou, depois de uma abertura titubeante, várias horas de ganhos expressivos, graças aos indicadores favoráveis nos EUA e notícias positivas do setor bancário europeu. Perto da última hora da sessão doméstica, entretanto, as bolsas nos EUA passaram a oscilar bastante num sobe-e-desce que também chegou à Bovespa. No final, entretanto, sinal positivo se sobrepôs, fazendo a Bovespa subir 0,99%, aos 38.509,45 pontos.


Dólar

Já o dólar caiu no mercado internacional de moedas e em relação ao real em meio a poucos negócios à vista e um fluxo cambial pequeno e sem destaques. O Banco Central amparou o declínio do dólar spot ao vender cerca de US$ 125 milhões em leilão à tarde, quando a cotação já estava em baixa. No fechamento, o dólar à vista caiu 1,28%, para R$ 2,310 no balcão, e 1,33%, para R$ 2,308 na BM&F.

Peso

Na Bovespa, perto do final do pregão doméstico, os papéis do setor financeiro pesaram em Nova York, principalmente no Dow Jones. A Bovespa acompanhou durante alguns momentos, também influenciada pela fraqueza das ações dos bancos. Mas as perdas foram sendo reduzidas lá e favoreceram a recuperação doméstica.

Compras

Antes disso, os investidores foram às compras motivados pelo crescimento das vendas de imóveis residenciais usados nos Estados Unidos. Com a queda média de 15% nos preços ante dezembro de 2007, as vendas de imóveis residenciais usados aumentaram 6,5% em dezembro ante novembro, para 4,74 milhões de unidades. A previsão era de que fossem registradas 4,4 milhões de vendas

Favorável

A esse índice seguiu-se outro igualmente favorável, o de indicadores antecedentes do Conference Board, que subiu 0,3% em dezembro, em comparação a um declínio de 0,4% em novembro. Os dois índices se sobrepuseram ao dado de atividade nacional medido pelo Federal Reserve de Chicago, que piorou para -3,26 em dezembro, de -2,78 em novembro, e também às seguidas demissões efetivadas ontem.

Paulistas

Pelas contas da Dow Jones, foram mais de 79 mil nos EUA, Europa e Japão. No Brasil, apenas as indústrias paulistas demitiram 130 mil no mês de dezembro, o que levou o balanço do ano, que registrava criação de vagas até novembro, a encerrar 2008 com o fechamento de sete mil vagas, segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Norte-americanas

Às 18h18 de ontem, o Dow Jones operava em alta de 0,44%, o S&P, de 0,61%, e o Nasdaq, de 0,61%. As bolsas norte-americanas também foram influenciadas pelas notícias do setor bancário europeu, que garantiram também fechamento em alta às bolsas na região.

Investidores

Os investidores gostaram do comentário do Barclays de que seus níveis de capital estão ''bem acima'' das exigências regulatórias e que por isso não precisa levantar mais fundos; da declaração do presidente do conselho do Santander, Emilio Botin, de que o grupo espera divulgar resultados ''magníficos'' de 2008; e do anúncio do ING de corte de despesas com a eliminação de 7 mil empregos e de que assinou um acordo com governo da Holanda que garantirá 80% de suas hipotecas chamadas ''Alt-A''.

Pfizer

Fora do eixo bancário, a Pfizer anunciou a compra da Wyeth, por US$ 68 bilhões em dinheiro e ações. Diante de tal noticiário, os investidores deixaram em segundo plano os balanços fracos conhecidos ontem, entre eles o da Philips, do BNP Paribas, e do McDonald's. No Brasil, a Bovespa foi sustentada por Petrobras e Vale e ajudada pelos papéis do Banco do Brasil. Quando Wall Street virou para baixo, o peso recaiu sobre Petrobras e os papéis de bancos. As ações da estatal doméstica voltaram a subir com a recuperação de Nova York.


Investidores

Os investidores não gostaram muito do Plano de Investimentos anunciado na sexta-feira pela estatal, com o planejamento de 2009 a 2013, principalmente no que se refere ao elevado aporte de recursos em meio a uma crise econômica sem precedentes. As ações da Vale acompanharam a recuperação dos preços dos metais no mercado externo e subiram 1,88% as ON e 2,47% as PNA. Banco do Brasil, por sua vez, esteve entre as maiores altas do Ibovespa.



Juros

Os juros futuros inverteram o sinal de queda e passaram a tarde em alta, classificada pelos operadores ainda como um movimento de ajuste aos recuos vistos na semana passada. No encerramento da negociação normal na BM&F, às 16 horas ontem, o DI janeiro de 2010 projetava 11,38%, de 11,35% no fechamento e 11,26% no ajuste de sexta-feira; o DI julho de 2009 estava em 11,81% (máxima), de 11,77% no fechamento e 11,75% no ajuste anteriores; e o DI janeiro de 2012 também estava na máxima, de 11,80%, ante 11,58% no ajuste e 11,53% no fechamento do pregão anterior.

Agência Estado

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