Bolsas Europeias caem
Bolsa de Taipé tem alta



Bolsas

Londres - As principais bolsas europeias terminaram em queda nesta ontem, mesmo diante da recuperação das ações de algumas empresas do setor bancário, pressionadas pelo fraco desempenho dos papéis de companhias petrolíferas e do setor farmacêutico. O índice de ações pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 recuou 0,6%, para 184,52 pontos, puxado pelo declínio nas ações de empresas dos segmentos farmacêutico e petrolífero. A Royal Dutch Shell caiu 3,23% e a Eni 2,93%. A GlaxoSmithKline recuou 4,37%.

Mercados

Em termos de mercados locais, o índice FT-100 caiu 31,52 pontos (0,77%) e fechou com 4.059,88 pontos; em Paris, o índice CAC-40 perdeu 19,71 pontos (0,67%) e fechou com 2.905,57 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 teve alta de 21,30 pontos (0,50%) e fechou com 4.261,15 pontos.
Em Madri, o índice Ibex-35 caiu 45,80 pontos (0,55%) e fechou com 8.230,70 pontos; em Milão, o índice S&P/MIB recuou 392 pontos (2,07%) e fechou com 18.554 pontos; em Lisboa, o índice PSI-20 teve declínio de 70,28 pontos (1,12%) e fechou com 6.224,03 pontos.


Recuperação

Após dois dias de perdas consideráveis, hoje o setor bancário registrou uma leve recuperação. As ações do Société Générale subiram 10,29% depois de o banco anunciar que terá equilíbrio financeiro no quarto trimestre e que seu nível de capital Tier 1 - medida de solidez financeira - aumentará de 8,5% para aproximadamente 9% depois de o banco receber parte do auxílio anunciado pelo governo francês ao setor financeiro.

Estratégias

Além disso, estrategistas do Standard & Poor's Equity Research elevaram a recomendação das ações do grupo de ''manter'' para ''comprar'', argumentando que, embora a perspectiva de curto prazo para o Société Générale seja pouco promissora, ''a ação negocia a 0,4 vezes o valor contábil tangível estimado, algo que subestima a relativa solidez do portfólio de negócios do grupo, particularmente quando há um aparente progresso na reestruturação nas unidades corporativas e de investimento''.

Perdas

O UBS e o HSBC também estavam entre os bancos que recuperaram parte das perdas acumuladas nas últimas sessões, avançando 8,55% e 6,29% respectivamente. O RBS, que sofreu perdas substanciais nas duas sessões anteriores, subiu 21,36% A Ericsson subiu 11,79% e deu o tom ao setor equipamentos de telecomunicação. A empresa sueca divulgou uma queda de 31% no lucro do quarto trimestre por conta de custos de reestruturação e de perdas na divisão de celulares.

Ericsson

No entanto, as vendas subiram, algo visto como uma boa notícia pelo investidores, levando em consideração o momento de dificuldade no mercado. A Ericsson também divulgou planos para cortar 5 mil funcionários.
A mineradora BHP Billiton, que anunciou a suspensão por tempo indeterminado das operações na mina de Ravensthorpe, na Austrália, e a redução das atividades na mina Mount Keith, subiu 1,04%.

Negativo

O fluxo cambial, que mede a entrada e saída de dólares para o país, está negativo em US$ 2,194 bilhões, segundo dados do Banco Central até a última sexta-feira.Isso significa que houve mais dinheiro saindo do que entrando no país nesse período. No mesmo período do ano passado, foi registrada uma saída de US$ 1,9 bilhão. Na área financeira, o resultado no ano está negativo em US$ 2,563 bilhões. No comércio exterior (diferença entre exportações e importações), houve um superávit de US$ 369 milhões.


Piora

A piora da crise econômica levou o Brasil a registrar em 2008 a maior saída de dólares do país desde 1982 na área financeira: US$ 48,883 bilhões. Na área comercial, o Brasil fechou o ano com um saldo positivo de US$ 47,9 bilhões, diferença entre exportações e importações. Foi o pior resultado desde 2004. Já o fluxo cambial, que considera a soma dos resultados financeiro e comercial, fechou o ano passado com um resultado negativo de US$ 983 milhões. O Brasil não registrava déficit nessa conta desde a crise de 2002, quando o resultado ficou negativo em quase US$ 13 bilhões.


Ásia

As bolsas asiáticas, com exceção da de Taiwan, fecharam em baixa nesta quarta-feira, depois de a maior parte delas também ter recuado terça. Pesaram sobre os mercados da região as perdas nas bolsas europeias e, particularmente, em Wall Street, além das fracas perspectivas para a economia global. O forte declínio nas bolsas dos EUA derrubou a Bolsa de Hong Kong para o menor nível em quase dois meses. As seguradoras chinesas lideraram a queda, após China Life informar que seu lucro líquido em 2008 pode ter caído mais de 50%.


Fraco

Com fraco volume de negociações, o Hang Seng perdeu 376,14 pontos, ou 2,9%, e encerrou aos 12.583,63 pontos, no pior fechamento desde 24 de novembro. HSBC continua em sua trajetória de queda, por conta de preocupações de que irá precisar de novas injeções de capital. Desta vez, o banco despencou 4,4%, com perdas de 25% este ano. China Life tombou 7,5%, enquanto sua concorrente Ping An Insurance desabou 6,9%. Já a Bolsa de Taipé, em Taiwan, apresentou ligeira alta.

Das Agências

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