MERCADO FINANCEIRO
Bovespa subiu
Dólar desceu
Decréscimo
O dólar comercial foi cotado a R$ 2,343 nas últimas operações de ontem. O valor representa um decréscimo de 1,55% sobre a cotação de quinta-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,470, em baixa de 2,37%.
Consultas
O Banco Central entrou no mercado às 15h29 e aceitou ofertas por R$ 2,340 (taxa de corte). Pouco antes, a autoridade monetária avisou que às 17h de ontem realizaria um consulta entre os bancos para avaliar a demanda por contratos de ''swap'' cambial, instrumento que fornece proteção contra a alta do dólar e ajuda a segurar a cotação da moeda. O BC pretende realizar um novo leilão desses contratos na segunda-feira para rolagem (renovação) dos títulos que vencem no curto prazo.
Sem tensão
Apesar da bateria de más notícias sobre a economia dos EUA, o mercado de moeda teve um dia bem menos tenso ontem, com a liberação de centenas de bilhões de dólares pelo Senado americano, a segunda parcela do pacote anticrise aprovado em outubro de 2008. Também colaborou na trégua de ontem a ajuda bilionária concedida pelo governo americano para ajudar os gigantes do setor financeiro Bank of America e Citigroup, de modo a evitar um novo episódio ''Lehman Brothers'', cuja quebra precipitou meses de turbulência extrema nos mercados de capitais.
Juros futuros
O mercado de juros na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), que serve de referência para as tesourarias de bancos, ajustou para baixo a taxa projetada para 2009, mas subiu as projeções para 2010 e 2011. No contrato com vencimento em março de 2009, a taxa projetada cedeu de 13,01% ao ano para 12,97%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 11,38% para 11,42% e no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista passou de 11,48% para 11,53%.
Previsão
Há poucos dias da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), boa parte dos economistas do setor financeiro apostam em uma redução de 0,75 ponto percentual da taxa Selic, de 13,75% ao ano para 13%, com o agravamento da crise global e os efeitos já vistos na economia brasileira.
Recuperação
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou a jornada de ontem com recuperação moderada. Em uma semana de números bastante pessimistas sobre a economia dos EUA, o mercado optou por focar nas iniciativas do governo dos EUA para salvar os bancos e enfrentar a recessão no ''lado real''.
Avanço
O Ibovespa, indicador que reflete os preços das ações mais negociadas, avançou 0,49% no fechamento, aos 39.341 pontos. O giro financeiro foi de R$ 3,59 bilhões. Na semana, a Bolsa acumulou perda de 0,16%. Profissionais de mercado apontam para os US$ 439 bilhões de ''garantia'' ao Bank of America e Citigroup como o principal motivo para a valorização das ações de ontem.
Avaliação
''A Bolsa começou a semana nos 42 mil pontos e desceu rapidamente aos 37 mil, porque havia muito comentário sobre a fragilidade do sistema bancário americano'', comenta Expedito Araújo, da mesa de operações da corretora Alpes. ''Mas hoje (ontem) foi como se aquela espada que pendia sobre a cabeça do mercado deixasse de existir. O governo (dos EUA) mostrou ontem que ajudar o sistema financeiro é prioridade total'', acrescenta.
Copom
O mercado formou nesta semana um relativo consenso de que o Copom (Comitê de Política Monetária) deve promover um corte de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros, na reunião da próxima semana. ''Os dados recentes de atividade econômica apontam para uma desaceleração muito mais acentuada do que o esperado e sem perspectiva de retomada no curto prazo'', comenta a economista-chefe do banco Fibra, Maristella Ansanelli, em boletim divulgado ontem. ''O Copom deve dar início ao ciclo de flexibilização da política monetária em um ritmo mais acelerado, reduzindo a Selic em, pelo menos, 0,75 ponto em janeiro''.
Reflexo
A ressalva contida na frase reflete o que muitos analistas apontaram em relatórios divulgados ao longo dos últimos dias: os efeitos da crise global sobre a economia brasileira já referendam uma redução ainda mais drástica, da ordem de 1 ponto percentual.
Europa
As Bolsas europeias fecharam em alta ontem. Os investidores voltaram ao mercado em busca de ações a bons preços e encontraram ânimo com os papéis dos setores de mineração e petróleo, que tiveram perdas significativas nos últimos dias. Na semana, no entanto, os mercados europeus perderam 7%. A Bolsa de Londres fechou em alta de 0,63% no índice FTSE 100, ficando com 4.147,06 pontos; a Bolsa de Paris subiu 0,70% no índice CAC 40, para 3.016,75 pontos.
Das agências





