MERCADO FINANCEIRO
Bovespa subiu
Bolsas Europeias desceu
Alta
O mercado de câmbio negociou o dólar comercial por R$ 2,380 nas últimas operações registradas ontem. A taxa representa um incremento de 1,44% sobre a cotação de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 2,253, em alta de 0,39%.
Repique
O preço da moeda americana, que caiu com força nos primeiros dias de ano, teve um forte repique nesta semana, ascendendo em quatro jornadas consecutivas. ''Hoje (ontem) o mercado reagiu mal às notícias sobre emprego nos EUA e também ao resultado do PPI. Na verdade, essa oscilação brusca (do dólar) é uma reação a todos esses indicadores ruins que foram divulgados ao longo desta semana'', comenta Celso Siqueira, operador da Advanced Corretora de Câmbio.
Desfavorável
Em mais uma bateria de indicadores desfavoráveis sobre a economia americana, a demanda pelos benefícios do seguro-desemprego atingiu a casa das 524 mil solicitações iniciais, muito acima dos 470 mil pedidos registrados na semana imediatamente anterior. E o PPI (índice de preços no atacado dos EUA) apontou deflação de 1,9% em dezembro. Trata-se do quinto mês consecutivo em que esse índice registra variação negativa.
Atuação
O Banco Central restringiu sua atuação no câmbio a um leilão de venda, às 12h36, aceitando ofertas por R$ 2,3740 (taxa de corte). Nessa operação, a autoridade monetária não informa a quantia negociada com os agentes financeiros.
Juros futuros
O mercado de juros na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), que serve de referência para as tesourarias de bancos, rebaixou as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. No contrato com vencimento em março de 2009, a taxa projetada recuou de 13,09% ao ano para 13,02%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada caiu de 11,59% para 11,41% e no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista retraiu de 11,73% para 11,51%.
Volátil
Em uma jornada bastante volátil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) disparou a poucas horas do encerramento do pregão de ontem. As Bolsas americanas também inverteram a tendência negativa e durante poucas horas, mostraram recuperação. O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, valorizou 3,06% no fechamento, aos 39.142 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,05 bilhões.
Recuperação
A Bolsa brasileira acompanhou a recuperação de Wall Street, que durou algumas horas. Lá fora, analistas citavam algum bom humor com a perspectiva de mais ajuda governamental para os bancos, avariados pela crise dos créditos ''subprime''.
Análise
''O mercado estava em baixa e acredito que os preços das ações ficaram muito deprimidos, o que pode ter chamado alguma compra. O volume também melhorou um pouco, com mais de R$ 4 bilhões, quer dizer, com certeza essa alta foi puxada por dinheiro novo entrando'', nota José Carlos Oliveira, operador da corretora Senso.
Notícias
Entre as principais notícias do dia, o Departamento de Trabalho dos EUA informou que a demanda pelos benefícios do seguro-desemprego, um influente indicador econômico, atingiu a casa das 524 mil solicitações iniciais, muito acima dos 470 mil pedidos registrados na semana imediatamente anterior.
Deflação
No front doméstico, a FGV (Fundação Getulio Vargas) apontou uma deflação de 0,85% em janeiro, medida pelo IGP-10. Trata-se da pior deflação desde o início da série histórica do indicador (setembro de 1993).
Em queda
As Bolsas europeias fecharam em baixa ontem. O setor financeiro teve um novo dia de perdas com as quedas nas ações dos bancos e a queda do petróleo, que prejudicou os papéis das empresas no setor de energia.
Movimento
A Bolsa de Londres fechou em baixa de 1,42% no índice FTSE 100, ficando com 4.121,11 pontos; a Bolsa de Paris caiu 1,84% no índice CAC 40, para 2.995,88 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve baixa de 1,94% no índice DAX, fechando com 4.336,73 pontos; a Bolsa de Amsterdã teve queda de 1,50% no índice AEX General, que ficou com 243,60 pontos; e a Bolsa de Milão teve perda de 1,44% no índice MIBTel, que ia para 14.526 pontos. A Bolsa de Zurique, a exceção do dia, teve ligeira variação positiva de 0,07% ficando com 5.382,44 pontos no índice Swiss Market.
Volume
O índice FTSEurofirst 300 - que reúne as ações das principais empresas europeias - teve queda de 1,2%, indo para 794,44 pontos, depois de recuar para 788,81 pontos, menor resultado em seis semanas. Quarta-feira, o indicador caiu 4,3% e no ano passado acumulou perda de 45%.
Das agências





