Em alta


O mercado de câmbio negociou o dólar comercial a R$ 2,346 nas últimas operações de ontem. O valor significa um incremento de 0,81% sobre a cotação anterior. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 2,520, em alta de 3,27%.

Turbulência

O dólar teve um dia turbulento. O desempenho ainda pior do que o esperado no setor varejista americano fez as Bolsas de Valores derreterem e contribuiu para o dólar disparar logo no início da tarde, arrefecendo o ritmo perto do encerramento dos negócios.

Queima de reservas

Deixando de lado a atuação discreta observada nos primeiros dias do ano, o Banco Central manteve presença constante nos negócios de ontem. A autoridade monetária realizou dois leilões de linhas para operações de comércio exterior e, perto da conclusão dos negócios, voltou à carga vendendo moeda - com queima de reservas.

Ofertas

No primeiro leilão, às 11h30, o BC aceitou somente nove propostas, num montante total de US$ 276 milhões. A oferta original era de US$ 1,5 bilhão. A taxa de venda foi definida em R$ 2,313 e a de recompra, R$ 2,3344, para liquidação em fevereiro. Pouco depois, a autoridade monetária convocou novo leilão de linhas, às 14h45. Às 15h34, o BC realizou um leilão de venda de moeda, com taxa de corte em R$ 2,3540, sem informar o montante negociado.

Juros futuros

O mercado de juros na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), que serve de referência para as tesourarias de bancos, elevou as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. No contrato com vencimento em março de 2009, a taxa projetada avançou de 13,06% ao ano para 13,09%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 11,50% para 11,56% e no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista passou de 11,51% para 11,66%.

Fluxo cambial

O fluxo cambial no mês de janeiro - até o dia 9 - está negativo em US$ 873 milhões, segundo dados do Banco Central. Isso significa que houve mais dinheiro saindo do que entrando no país nesse período. No mesmo intervalo do ano passado, foi registrada uma saída de US$ 2,061 bilhões. Na área financeira, o resultado ficou negativo em US$ 363 milhões. No comércio exterior, houve um déficit de US$ 510 milhões.

Positivo

Os dados do crédito para exportadores por meio de ACC (Adiantamento de Contrato de Câmbio), que entram na conta de comércio exterior, ficou positivo em US$ 659 milhões. Esse mecanismo permite que uma empresa possa receber adiantado o dinheiro de um contrato de exportação.

Saída

A piora da crise econômica levou o Brasil a registrar em 2008 a maior saída de dólares do país desde 1982 na área financeira: US$ 48,883 bilhões. Na área comercial, o Brasil fechou o ano com um saldo positivo de US$ 47,9 bilhões, diferença entre exportações e importações. Foi o pior resultado desde 2004.

Negativo

Já o fluxo cambial, que considera a soma dos resultados financeiro e comercial, fechou o ano passado com um resultado negativo de US$ 983 milhões. O Brasil não registrava déficit nessa conta desde a crise de 2002, quando o resultado ficou negativo em quase US$ 13 bilhões.

Europeias

As Bolsas europeias fecharam em baixa ontem. As ações do setor bancário puxaram os indicadores para baixo, com as preocupações dos investidores sobre a situação do HSBC e a previsão de prejuízo do Deutsche Bank. Além disso, os indicadores econômicos da Alemanha, da zona do euro e da União Europeia (UE), além das vendas no varejo nos EUA, desapontaram.

Movimentação

A Bolsa de Londres fechou em ligeira baixa de 4,97% no índice FTSE 100, ficando com 4.180,64 pontos; a Bolsa de Paris caiu 4,56% no índice CAC 40, para 3.052 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve baixa de 4,63% no índice DAX, fechando com 4.422,35 pontos; a Bolsa de Amsterdã teve queda de 5,15% no índice AEX General, que ficou com 247,32 pontos; a Bolsa de Zurique caiu 2,81%, ficando com 5.378,81 pontos no índice Swiss Market; e a Bolsa de Milão teve perda de 3,16% no índice MIBTel, que ia para 14.738 pontos.

Notícias

O índice FTSEurofirst 300 - que reúne as ações das principais empresas europeias - caiu 4,3%, ficando com 804,27 pontos, menor resultado em três semanas. As ações do HSBC caíram 9,8%, afetadas pela notícia de que o Morgan Stanley avaliou que o banco deve reduzir pela metade seus dividendos e pode precisar levantar US$ 30 bilhões. Outros papéis do setor bancário que caíram foram os do Royal Bank of Scotland (-17%), BNP Paribas, Banco Santander e Credit Suisse, com perdas entre 6,9% e 8,6%.

Das agências

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