MERCADO FINANCEIRO
Dólar subiu
Juros futuros desceu
Alta
O dólar comercial foi negociado por R$ 2,327 na venda, nas últimas operações registradas ontem. O valor significa um incremento de 1,35% sobre a cotação de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 2,440, número 1,21% abaixo da taxa anterior.
Oscilação
A taxa de câmbio cedeu durante boa parte da manhã, quando começou a oscilar com força no início da tarde, movimento que foi amenizado após duas intervenções do Banco Central, que realizou um já previsto leilão de dólares com recompra, às 11h30, e outro leilão de venda (com queima de reservas), às 15h19. Os preços da moeda americana oscilaram entre a máxima de R$ 2,335 e a mínima de R$ 2,293.
Recompra
O BC aceitou três propostas, no total de US$ 500 milhões, no leilão de venda com recompra programada realizado ontem. A taxa de venda aceita foi de R$ 2,327 e a de recompra, de R$ 2,3948. A recompra está marcada para maio.
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Poucas horas depois, o BC voltou à carga vendendo dólares, sem informar a quantia negociada. A taxa de corte foi de R$ 2,3038. No final da tarde, a autoridade monetária comunicou que hoje deve repassar moeda para operações de comércio exterior, num montante de US$ 1,5 bilhão.
Juros futuros
O mercado de juros na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), que serve de referência para as tesourarias de bancos, rebaixou as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. No contrato com vencimento em março de 2009, a taxa projetada caiu de 13,11% ao ano para 13,06%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada recuou de 11,56% para 11,47% e no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista cedeu de 11,61% para 11,47%.
De leve
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou os negócios de ontem com valorização modesta, puxada por suas ações líderes (Vale do Rio Doce e Petrobras). O dólar bateu R$ 2,32, com duas intervenções do Banco Central. O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, valorizou 0,36% no fechamento e alcançou os 39.544 pontos. O giro financeiro foi de R$ 3,66 bilhões.
Tradição
As ações preferenciais da Vale e da Petrobras, que respondem por cerca de 30% do volume diário, chegaram a disparar durante a manhã, mas perderam o ímpeto perto do encerramento. Esses dois papéis são tradicionais ''portas de entrada'' para os estrangeiros na Bolsa. Os dados oficiais da Bovespa mostram o retorno ainda incipiente desses investidores ao mercado acionário brasileiro, com mais de R$ 1 bilhão de saldo nos primeiros pregões do ano. A ação da Petrobras, com giro de R$ 590 milhões, subiu 0,84%, enquanto a ação da Vale, que movimentou outros R$ 575 milhões, avançou 2,17%.
Clima
''O clima ruim segue dominando o mercado'', notou o economista José Francisco Gonçalves, do banco Fator, em boletim sobre o mercado financeiro. ''Obama pretende gastar os recursos restantes (do pacote de US$ 700 bilhões) não apenas com capitalização dos bancos, mas com ajuda a outros setores, o que é polêmico no Congresso e pode dificultar a liberação'', comenta.
Combustível
O otimismo sobre a ''troca de guarda'' na Casa Branca já foi citado por vários analistas como um dos combustíveis da recente alta das Bolsas no início deste ano. Esse bom humor ''de calendário'', no entanto, cedeu sob o acúmulo de vários indicadores desfavoráveis dos EUA e também da Europa.
Anticrise
Entre as principais notícias do dia, o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, afirmou ontem que o pacote anticrise em preparação pode dar um ''impulso significativo'' para a economia. Ele advertiu que medidas adicionais devem ser tomadas para restabelecer o sistema financeiro e que o órgão ainda dispõe de ''instrumentos poderosos'' para atacar a crise.
Declínio
As principais Bolsas de Valores da Europa fecharam em queda ontem, com a crescente preocupação em torno da economia dos Estados Unidos. Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em queda de 0,61%, a 4.399 pontos; em Frankfurt, o índice DAX cedeu 1,75%, para 4.636 pontos; em Paris, o índice CAC-40 recuou 1,49%, para 3.197 pontos; em Milão, o índice Mibtel encerrou em queda de 1,98%, a 15.219 pontos; em Madri, o índice Ibex-35 registrou recuo de 1,55%, para 9.057 pontos; e em Lisboa, o índice PSI20 teve desvalorização de 0,53%, para 6.495 pontos.
Das agências





