MERCADO FINANCEIRO
Dólar subiu
Bovespa desceu
Nervosismo
Em dia de nervosismo dos mercados com a economia global, o dólar foi cotado a R$ 2,296 nas últimas operações de ontem, em um avanço de 1,05%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar fechou valendo R$ 2,470, em alta de 2,06%.
Anúncio
O Banco Central, que tem se mantido à parte das operações de câmbio, anunciou que vai realizar novo leilão de venda de dólares com recompra programada para os meses de março, abril e maio. A autoridade monetária vai aceitar ofertas entre 11h30 e 12h de hoje.
Déficit
O Ministério do Desenvolvimento informou que a balança comercial teve déficit de US$ 12 milhões na primeira semana do ano. As exportações somaram US$ 2,958 bilhões, queda de 18,3% sobre janeiro de 2008, enquanto as importações atingiram US$ 2,970 bilhões, valor quase 12% inferior às compras registradas no início do ano passado.
Juros futuros
Após desabar na semana passada, o mercado futuro de juros teve um dia de estabilidade nos contratos mais negociados para 2009, 2010 e 2011. No contrato com vencimento em março de 2009, a taxa projetada passou de 13,10% ao ano para 13,11%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada foi mantida em 11,59% e no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista cedeu de 11,67% para 11,64%.
Desabou
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desabou no pregão de ontem, devolvendo boa parte dos ganhos acumulados ao longo deste mês. O mau humor com a economia global guiou os negócios de ontem, principalmente com o início da temporada de divulgação de balanços nos EUA. Esse pessimismo também teve impacto nos preços das commodities (matérias-primas), a exemplo do petróleo: a cotação do barril cedeu para US$ 37, em queda de 7%.
Recuo
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, recuou 5,24% no fechamento, a 39.403 pontos. O giro financeiro foi de R$ 3,04 bilhões. A ação preferencial da Petrobras amargou perdas de 6,46%, enquanto a ação da Vale, outro papel bastante influente da Bolsa, cedeu 7,26%.
Futuro
''Passados os bons ventos que levaram a bons resultados até o terceiro trimestre de 2008, iniciaremos uma sequência até o segundo trimestre de 2009 de fracos resultados, tanto em relação aos seus comparativos em 2008, como aos trimestres anteriores'', comentou o departamento de análise da corretora Planner, em relatório sobre as perspectivas para 2009.
Vazia
A agenda econômica foi bastante esvaziada, com exceção de algumas cifras domésticas. O boletim Focus, preparado pelo Banco Central, revelou que a maioria dos economistas do setor financeiro ajustou para baixo suas previsões de crescimento: a mediana das projeções caiu de 2,4% para 2%. Os economistas também reajustaram suas projeções da taxa Selic, de 12% para 11,75% em dezembro.
Estimativa
Já a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou a primeira estimativa do IGP-M de janeiro, que apontou uma deflação de 0,31% contra uma alta de 0,14% na primeira leitura de dezembro.
Em queda
As Bolsas europeias fecharam em baixa ontem. Os papéis do setor de energia, em particular das empresas petrolíferas, puxaram os indicadores para baixo, devido à queda no preço da commodity. Além disso, o setor automobilístico também teve perdas, devido à queda na demanda no mundo todo - além da declaração do executivo-chefe da General Motors (GM), domingo, de que a empresa pode precisar de mais ajuda do governo.
Movimentação
A Bolsa de Londres fechou em baixa de 0,50% no índice FTSE 100, ficando com 4.426,19 pontos; a Bolsa de Paris caiu 1,62% no índice CAC 40, para 3.246,12 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve baixa de 1,34% no índice DAX, fechando com 4.719,62 pontos; a Bolsa de Amsterdã teve queda de 1,65% no índice AEX General, que ficou com 261,80 pontos; a Bolsa de Zurique caiu 1,85%, ficando com 5.591,79 pontos no índice Swiss Market; e a Bolsa de Milão teve baixa de 0,98% no índice MIBTel, que ia para 15.527 pontos.
Baixa
O índice FTSEurofirst 300 teve queda de 1,5%, indo para 854,09 pontos. No ano passado, o indicador acumulou baixa de 45%. Entre as empresas do setor de energia, as maiores perdas foram as ocorridas nos papéis da BP, Royal Dutch Shell, BG Group, Tullow Oil, Norsk Hydro e Total, com quedas que foram de 0,8% a 10%. O setor automobilístico também teve perdas, devido à desaceleração da economia mundial. Entre os papéis do setor que mais caíram hoje estão os da BMW, Daimler, Porsche, Volkswagen, Renault e Fiat, com quedas entre 0,8% e 8,4%.
Das agências





