Acumulado


O mercado de câmbio negociou o dólar comercial a R$ 2,272 nas operações finais registradas ontem. O valor representa um decréscimo de 0,87% sobre a cotação anterior. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 2,420, em alta de 1,60%. Na primeira semana cheia de janeiro, a cotação teve baixa de 2,53%.

Motivação

Corretores apontaram a entrada, ainda incipiente, de capital estrangeiro na Bolsa de Valores como um dos motivos que contribuíram para derrubar as cotações, em uma semana marcada pelo acompanhamento do pacote anticrise do próximo presidente dos EUA, Barack Obama.

Otimismo

Esse otimismo com a troca de guarda na Casa Branca ajudou tanto no desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no período quando pela valorização da moeda brasileira frente ao dólar. Ontem, os preços da moeda americana variaram entre a taxa máxima de R$ 2,308 e a mínima de R$ 2,262. O Banco Central, por enquanto, não tem atuado nas operações de câmbio, seja com venda de dólar pronto (à vista) ou com intervenções no dólar futuro.

Juros futuros

O mercado de juros na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), que serve de referência para as tesourarias de bancos, revisou fortemente para baixo as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. Há alguns dias da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), economistas do setor financeiro estão num embate sobre qual deve ser o tamanho do corte promovido ainda em janeiro.

Projeções

Até o início desta semana, parecia haver um razoável consenso em torno de um ajuste de 0,50 ponto percentual. Nos últimos dias, no entanto, grandes bancos e casas de investimentos veicularam projeções ainda mais drásticas, entre 0,75 ponto e até um ponto percentual.

Detonador

O detonador desta revisão foram os números sobre venda de veículos em 2008, que caíram pela metade no passado. Para alguns economistas, é o sinal de que o País não deve escapar da recessão global prevista para este ano. No contrato com vencimento em março de 2009, a taxa projetada recuou de 13,14% ao ano para 13,09%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 11,86% para 11,61% e no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista recuou de 11,99% para 11,63%.

Bom começo

A Bovespa não poderia ter começado o ano de forma melhor. Nem a queda de ontem foi suficiente para apaziguar o clima mais ameno deste início de mês, em que os ganhos, apesar da realização de lucros de ontem, ainda superam 10% - foram mais de 7% apenas na sexta-feira passada e mais de 3% nesta semana. A volta dos investidores estrangeiros é o pilar de sustentação dos negócios, mas, ontem, os dados ruins nos Estados Unidos serviram de justificativa para as vendas. O Ibovespa terminou a sexta-feira em queda de 0,97%, aos 41.582,94 pontos. Na semana, acumulou ganhos de 3,32% e, no mês, de 10,74%. O giro financeiro totalizou R$ 3,687 bilhões.

Queda

As Bolsas europeias fecharam em baixa ontem. Os dados sobre o mercado de trabalho nos EUA referentes a dezembro - em particular a taxa de desemprego - afetaram os investidores europeus, acentuando os temores sobre uma recessão global. A queda no preço do petróleo também atingiu os negócios ontem, prejudicando os papéis do setor de energia.

Movimentação

A Bolsa de Londres fechou em baixa de 1,26% no índice FTSE 100, ficando com 4.448,54 pontos; a Bolsa de Paris caiu 0,75% no índice CAC 40, para 3.299,50 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve baixa de 1,97% no índice DAX, fechando com 4.783,89 pontos; a Bolsa de Zurique caiu 0,94%, ficando com 5.697,24 pontos no índice Swiss Market; e a Bolsa de Milão teve baixa de 1,96% no índice MIBTel, que ia para 15.680 pontos. A Bolsa de Amsterdã, na contramão, teve alta de 0,60% no índice AEX General, que ficou com 266,18 pontos. O índice FTSEurofirst 300 - que reúne as ações das principais empresas europeias - teve queda de 0,3%, indo para 867,95 pontos. Na semana o índice acumulou alta de 1,3%.

Desemprego

O Departamento do Trabalho informou ontem que a economia americana perdeu 2,6 milhões de empregos em 2008, maior número desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Além disso, a taxa de desemprego subiu para 7,2%, a maior desde o início de 1993.

Petróleo

O petróleo, por sua vez, voltou ao patamar de US$ 39, depois de atingir US$ 50 nos últimos dias. No setor petrolífero, caíram as ações da Total, ENI, BP e Royal Dutch Shell, com perdas entre 1,7% e 2,9%. Também caíram as ações no setor bancário, com destaque para as perdas do Commerzbank (-11,5%).

Das agências

mockup