Dólar subiu
Juros futuros desceu

Em alta


O dólar comercial foi vendido por R$ 2,292 para venda nas últimas operações registradas ontem. O valor representa um incremento de 2,32% sobre a cotação anterior. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,380, em um incremento de 0,84%.

Oscilação

O Banco Central brasileiro, por enquanto, não tem feito interferências no mercado de câmbio tais como leilões de moeda à vista ou operações no mercado futuro. O preço da moeda americana oscilou entre a máxima de R$ 2,292 e a mínima de R$ 2,246 ontem.

Revisto

O mercado revisou o otimismo com o plano de estímulo do presidente eleito dos EUA, Barack Obama. O próximo titular da Casa Branca insistiu para que democratas e republicanos se unam no Congresso para aprovar o mais rápido possível o pacote anticrise. Obama afirmou que a ''recessão poderá se prolongar durante anos'' caso nenhum medida seja tomada.

Frio

O ''balde de água fria'' nas expectativas dos agentes financeiros, no entanto, foi a perspectiva de que o pacote a ser aprovado pode ficar abaixo dos US$ 800 bilhões, diante da resistência de alguns parlamentares democratas e dos republicanos.

Juros futuros

O mercado de juros na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), que serve de referência para as tesourarias de bancos, rebaixou as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. No contrato com vencimento em março de 2009, a taxa projetada recuou de 13,23% ao ano para 13,17%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada caiu de 12,06% para 11,87% e no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista cedeu de 12,15% para 11,95%.

Superação

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve uma forte recuperação nas últimas horas do pregão de ontem, deixando para trás a realização de lucros vista pela manhã e ''ignorando'' o dia negativo das Bolsas americanas, sua principal referência externa. O câmbio atingiu R$ 2,29, em mais um dia sem intervenção do Banco Central. O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, valorizou 2,87% no fechamento e atingiu os 41.990 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,99 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cede 0,57%.

Reticentes

Profissionais de corretoras brasileiras têm encontrado dificuldades para explicar a recente recuperação da Bolsa e têm se mostrado bastante reticentes quanto à perspectiva para as próximas semanas. ''Há um certo otimismo sobre o Brasil no mercado internacional e, em paralelo, as ações ainda estão com os preços muito baixos. Agora, o mercado ainda deve ter muita volatilidade lá na
frente'', comenta Advaldo de Campos, economista da AMW Investimentos.

Em baixa

As Bolsas europeias fecharam em baixa ontem. As ações das empresas mineradoras e as do setor varejista afetaram o ânimo dos investidores. Os temores sobre a economia global se refletiram nas expectativas de crescimento da economia global, pesando sobre as expectativas de gastos dos consumidores e na demanda por matérias-primas metálicas.

Variação

A Bolsa de Londres fechou em ligeira baixa de 0,05% no índice FTSE 100, ficando com 4.505,37 pontos; a Bolsa de Paris caiu 0,65% no índice CAC 40, para 3.324,33 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve baixa de 1,17% no índice DAX, fechando com 4.879,91 pontos; a Bolsa de Amsterdã teve queda de 0,17% no índice AEX General, que ficou com 264,59 pontos; a Bolsa de Zurique caiu 0,18%, ficando com 5.751,07 pontos no índice Swiss Market; e a Bolsa de Milão, a exceção do dia, teve ganho de 0,22% no índice MIBTel, que ia para 15.993 pontos.

Varejo

As ações das mineradoras BHP Billiton e Rio Tinto caíram mais de 3% cada com o recuo de cerca de 4,5% nos preços do cobre em Londres. No setor varejista, as ações da rede francesa Carrefour caíram 3,7% depois que a rede americana Wal-Mart reduziu suas previsões de lucro para o quarto trimestre.

Sem ânimo

Outros indicadores da economia europeia tiraram o ânimo dos investidores ontem: a Comissão Europeia (o braço executivo da UE) informou que a confiança dos consumidores e dos empresários voltou a cair consideravelmente em dezembro tanto na zona do euro como na UE (União Europeia) e marcou seu menor indicador histórico desde janeiro de 1985. O ISE (Indicador de Sentimento Econômico) ficou em 63,5 na zona do euro e em 7,8 pontos.

Recessão

Além disso, a Eurostat - a agência europeia de estatísticas - confirmou que a economia da zona do euro entrou em recessão no terceiro trimestre deste ano. Trata-se da primeira recessão na região desde a formação do bloco econômico europeu, em 1999.

Das agências

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