Bovespa subiu
Dólar desceu

Recuo


O dólar comercial foi cotado a R$ 2,253 para venda, o que representa um forte decréscimo de 3,42% nas últimas operações registradas ontem. Este é o menor preço da moeda americana desde 11 de novembro. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 2,420, com recuo de 1,62%.

Recompra

O Banco Central realizou três leilões de venda de moeda com recompra no meses de fevereiro, março e abril. A autoridade monetária somente três ofertas com recompra programada para abril, no montante total de US$ 650 milhões. A taxa de venda foi estabelecida em R$ 2,291 e taxa de recompra de R$ 2,348.

Avaliação

''Em um mercado pequeno, qualquer operação maior mexe com os preços'', avaliou Ideaki Iha, da mesa de câmbio da corretora Fair. ''Pode ter sido algum desmonte (de posição) ou uma grande operação de entrada'', acrescentou, vendo um dia atípico no mercado doméstico da moeda, que descolou da tendência internacional.

Otimismo

Analistas também afirmam que o mercado está um pouco mais otimista nestes primeiros dias do ano, sob a expectativa da troca de guarda na Casa Branca. O próximo presidente dos EUA, Barack Obama, promete um pacote de estímulo econômico, com renúncias fiscais que podem chegar a US$ 300 bilhões.

Juros Futuros

O mercado de juros na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), que serve de referência para as tesourarias de bancos, rebaixou as taxas projetadas para o início de 2009, 2010 e 2011. No contrato com vencimento em março de 2009, a taxa projetada recuou de 13,26% ao ano para 13,25%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada caiu de 12,14% para 12,07% e no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista cedeu de 12,14% para 12%.

Em alta

As ações da Vale do Rio Doce e de siderúrgicas contribuíram para que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) emendasse o segundo pregão consecutivo de fortes altas, acumulando ganhos da ordem de 10% nos últimos dias. A bolsa brasileira descolou dos mercados americanos, que operaram em terreno negativo. O câmbio cedeu para R$ 2,25, menor nível desde novembro.

Valorização

Analistas destacaram que o relativo otimismo dos investidores com ''a troca de guarda'' nos EUA estimulou o retorno às compras. A recuperação dos preços do petróleo, que costuma puxar a valorização das demais commodities (matérias-primas) também afetou a bolsa brasileira, em que as ações de maior peso são justamente de empresas baseadas no minério de ferro e no petróleo.

Reflexos

Na praça de Nova York (Nymex), a cotação do barril do petróleo atingiu a casa dos US$ 48, em alta de 3%, refletindo a escalada de tensões no Oriente Médio, com o recrudescimento dos conflitos na faixa de Gaza.

Termômetro

O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, teve forte valorização de 3,17% e alcançou os 41.518 pontos, patamar perdido desde 14 de outubro. O giro financeiro foi de R$ 4,24 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York opera com perdas de 1,56%, sem resistir às más notícias do setor de construção civil e das montadoras, que tiveram seu pior resultado em 15 anos.

Disparada

A ação da Vale disparou 6,87%, seguido pelo papel da CSN, em alta de 8,92%, enquanto a ação preferencial da Usiminas subiu 6,58%. Um dos papéis mais negociados do pregão, a ação preferencial da Petrobras ascendeu 2,28%. O dólar comercial foi comercializado por R$ 2,253 na venda, o que representa um decréscimo de 3,42% sobre a cotação anterior. A taxa de risco-país marca 390 pontos, número 2,25% abaixo da pontuação anterior.

Espera

O mercado ficou à espera de novidades sobre o plano de estímulo econômico prometido pelo presidente eleito dos EUA, Barack Obama, que toma posse no próximo dia 20. Informações da imprensa americana apontam uma renúncia fiscal da ordem de US$ 300 bilhões para animar a maior economia mundial, atolada em sua pior crise dos últimos 80 anos.

Leve alta

As principais bolsas europeias terminaram em alta ontem, impulsionadas por ações de empresas cuja série de distribuição de dividendos nos últimos anos mostrou estabilidade, de acordo com operadores. Em Londres, o índice FT-100 subiu 17,85 pontos (0,39%) e fechou com 4.579,64 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 10,23 pontos (0,31%) e fechou com 3.359,92 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 ganhou 10,92 pontos (0,22%) e fechou com 4.983,99 pontos. Estrategistas do J.P. Morgan aconselharam os investidores a se concentrarem em companhias capazes de manter ou de elevar os dividendos, como a Vodafone - que subiu 4,35% em Londres - e a E.On - que avançou 2,49% em Frankfurt.

Das agências

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