Bovespa cai
IPC-S subiu





Bovespa

São Paulo- O mercado financeiro operou com volumes de negócios bastante reduzidos no exterior e no Brasil e tende a diminuir ainda mais o ritmo nas próximas sessões por causa dos feriados de final de ano. As bolsas norte-americanas e a brasileira chegaram a subir pela manhã, mas inverteram para queda em meio a indicadores mistos nos EUA. A Bovespa declinou 3,05%, para o patamar de 36 mil pontos.

Dólar

A redução de posições em ações desta vez foi induzida principalmente pelo tombo das vendas de imóveis usados e a queda do índice de atividade industrial do Federal Reserve de Richmond, ambos em novembro. O recuo da inflação medida pelo PCE também reforçou a percepção negativa sobre o futuro da economia. O dólar recuperou as perdas intraday e subiu ante o euro, a libra esterlina e o iene em meio à queda dos preços do petróleo.

Reabilitação

Contudo, as cotações à vista da divisa norte-americana não tiveram força para acompanhar a reabilitação externa, porque o Banco Central fez um leilão pouco antes do fim da sessão e teria vendido um volume significativo de moeda.Os juros futuros persistiram em baixa diante da expectativa de queda da produção e da inflação local em 2009, que tende a justificar o início de cortes da Selic em janeiro.


Apático

Apático. Foi assim que trabalhou o mercado acionário nesta antevéspera de Natal. O sinal negativo das bolsas norte-americanas e o fato de hoje, lá, haver uma agenda carregada de indicadores, enquanto a Bovespa só volta a trabalhar na sexta-feira, fizeram com que os investidores se precavessem. E, nesses tempos de crise, o sinal disso é venda de papéis.

Giro

A Bolsa doméstica terminou em queda de 3,05%, aos 36.470,78 pontos. Na mínima, atingiu 36.452 pontos (-3,10%) e, na máxima, 38.005 pontos (+1,03%). No mês, a Bovespa passou a acumular perda de 0,34% e, no ano, a queda atinge 42,91%. O giro financeiro foi o mais baixo do mês, ao totalizar mero R$ 2,132 bilhões. E a tendência é de que ele continue fraco até pelo menos 5 de janeiro, quando começa o ano novo na prática.


Terreno positivo

No início do dia, a Bolsa até operou em terreno positivo, assim como as bolsas norte-americanas. A agenda, lá, era carregada, mas, a princípio, os investidores não reagiram aos números. Pela manhã, foi divulgada a última revisão do PIB do terceiro trimestre (-0,5%, em linha com o número anterior e abaixo da previsão de -0,6%).

Petrobras

No Brasil, as ações da Petrobras passaram a maior parte da sessão em alta, a despeito da queda do petróleo. Na última hora, no entanto, as ações titubearam, contribuindo para a Bovespa renovar as mínimas e perder o suporte de 37 mil pontos. Petrobras ON fechou com variação negativa de 0,88% e PN, em queda de 0,63%. Segundo operadores, uma das razões para o descolamento ao longo da sessão pode ter sido o tombo da véspera. Mas o fôlego não durou até o fim.

Comunicado

Anteontem à noite, a estatal informou, em comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que renovou operações de financiamento junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal (CEF), fechadas no decorrer de 2008, ampliando o volume captado junto à segunda instituição. Conforme a Petrobras, duas operações firmadas com o BB no primeiro semestre deste ano, com vencimentos programados para o primeiro semestre de 2009, foram pré-pagas e renovadas com prazo de vencimento em 2011 e valor total de R$ 2 bilhões.

Câmbio

O dólar no mercado à vista reduziu a queda no fechamento, pressionado pela inversão para alta da divisa norte-americana no mercado de moedas. A correção do dólar no exterior ocorreu em meio a um fraco volume de negócios e a indicadores mistos dos EUA divulgados ontem. No Brasil, a moeda só não virou para o positivo no final porque o Banco Central fez um leilão no mercado à vista, em que vendeu cerca de US$ 450 milhões.

Em alta

No fechamento, o dólar no balcão caiu 0,13%, para R$ 2,387, sendo que a mínima foi de 2,370 (-0,84%) e a máxima de R$ 2,395 (+0,21%), ambos registrados na primeira parte dos negócios. Na BM&F, o pronto terminou em alta de 1,14%, a R$ 2,3870, por causa de ajustes das cotações ao fechamento de ontem no mercado à vista (a R$ 2,390)

IPC-S

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostra disposição para colocar mais dinheiro na economia. Ele disse esta tarde que se o governo avaliasse a necessidade de injeção de recursos para reduzir os impactos da crise financeira internacional, esse dinheiro seria enviado ao setor produtivo e não aos bancos. O IPC-S de até 22 de dezembro subiu 0,61%, ante 0,73% na taxa anterior e ficou dentro das estimativas do mercado (0,56% e 0,67%). Já o Banco Central divulgou que as operações de crédito do sistema financeiro cresceram 2% em novembro ante outubro, atingindo R$ 1,209 trilhão (40,3% do PIB). Nos 12 meses encerrados em novembro, subiram 32,8%. ''O crédito mostrou recuperação, mas a dinâmica do crédito continua muito fraca. Setores ligados a crédito continuarão a sofrer'', disse Serrano.

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