Bolsas asiáticas sobem


Intervenção

O dólar comercial foi cotado a R$ 2,347 para venda nas últimas operações de ontem. O valor representa um declínio de 1,05% sobre a cotação de anteontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado a R$ 2,470, em uma queda de 0,80%. O câmbio, que anteontem não refletiu o impacto da decisão histórica do Federal Reserve (banco central dos EUA) devido ao horário, reagiu com uma forte queda logo na abertura, mantendo-se em baixa na maior parte do dia. O preço da moeda americana oscilou entre a máxima de R$ 2,390 e a mínima de R$ 2,312 ontem.

Moeda à vista

O BC repassou US$ 500 milhões para o mercado, à R$ 2,366 (taxa de venda) e R$ 2,433 (taxa de recompra, prevista para abril de 2009). Foram aceitas somente quatro propostas. Quase uma hora depois (12h26), o banco voltou à carga e vendeu moeda no mercado à vista, aceitando ofertas por R$ 2,3540 (taxa de corte). O BC não informa o montante negociado nesses leilões. Poucos minutos depois, às 12h30, a autoridade monetária ofereceu 44.400 contratos de ''swap'' cambial, em que assume o risco pela oscilação do dólar, dos quais os bancos somente tomaram 20.640 contratos, numa operação pouco superior a US$ 1 bilhão.

Oferta

A oferta teve por objetivo a renovação de títulos que vencem no início de janeiro. O BC já avisou que vai consultar os agentes financeiras sobre a demanda por mais um leilão de ''swap'', que pode ser realizado hoje. O BC ainda informou ontem que o fluxo cambial do país continua negativo, com as saídas de dólares superando as entradas em US$ 2 bilhões nas duas primeiras semanas do mês. Na área financeira, houve um resultado negativo de US$ 2,411 bilhões.

Juros futuros

Os contratos futuros de juros negociados na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) revisaram para baixo as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. Os últimos índices de preços reforçaram a percepção dos agentes financeiros de que o Comitê de Política Monetária vai cortar os juros no início de 2009.
No contrato com vencimento em janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 13,53% ao ano para 13,51%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada caiu de 12,67% para 12,49% e no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista recuou de 13,30% para 12,97%.


Corte de juros

As principais Bolsas de Valores da Ásia encerraram o dia com leve alta após o corte de juros realizado pelo Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos) para combater a crise financeira. A entidade cortou sua taxa de juros de 1% para uma margem entre zero e 0,25% ao ano, o menor patamar de sua história. Após a divulgação do resultado, as Bolsas dos Estados Unidos e a brasileira Bovespa encerraram os pregões com altas. Na região da Ásia-Pacífico, os analistas prevêem que o corte de juros deve ser repetido nos bancos centrais de Japão, China, Coréia do Sul e Austrália.



Saída

O Brasil registrou uma saída de US$ 2,163 bilhões nas duas primeiras semanas de dezembro no fluxo cambial. O número, divulgado ontem pelo Banco Central, é a diferença entre os dólares que entraram e os que saíram do país nos dez primeiros dias úteis do mês. O fluxo é dividido em duas partes. Na área financeira, houve um resultado negativo de US$ 2,411 bilhões. Já o comércio exterior, que vinha ajudando a equilibrar o fluxo, registrou um resultado inexpressivo no período (entrada de apenas US$ 249 milhões), devido à queda nas exportações.

Acumulado

No acumulado de 2008, o fluxo cambial está positivo em US$ 3,227 bilhões. O resultado comercial (diferença entre exportações e importações) registra entrada líquida de dólares de US$ 48,268 bilhões, e o saldo da conta financeira aponta uma saída de US$ 45,041 bilhões. No mesmo período do ano passado, o Brasil havia registrado uma entrada de US$ 86,9 bilhões por meio do fluxo cambial.Em novembro, o país registrou uma saída de US$ 7,159 bilhões no fluxo cambial. Foi o pior resultado desde janeiro de 1999, mês da maxidesvalorização do real, quando o Brasil abandonou o sistema de câmbio fixo.

ABN Amro


O banco holandês ABN Amro afirmou que o acordo para vender alguns de seus ativos de commercial banking para o alemão Deutsche Bank não vale mais. O ABN Amro observou que não está claro se a Comissão Européia vai exigir um novo recurso antitruste. Quando o belga-holandês Fortis adquiriu o ABN Amro no ano passado, pretendia vender para o Deutsche partes das operações de commercial banking do ABN por Ç 709 milhões (US$ 1,01 bilhão) em dinheiro.
Incerto

No entanto, o acordo com o Deutsche Bank se tornou incerto após a nacionalização das atividades holandesas do Fortis. Em setembro, Bélgica, Holanda e Luxemburgo anunciaram um plano de Ç 11,2 bilhões para adquirir 49% das ações e estatizar o banco. O ministro de Finanças da Holanda, Wouter Bos, afirmou que ele não descarta que a venda para o Deutsche Bank se concretize, mas também indicou que o governo vai investigar se o acordo poderia ser anulado.

mockup