Em baixa

O dólar comercial foi vendido por R$ 2,431 nas últimas operações registradas ontem, o que representa uma retração de 1,61% sobre a cotação de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,540, em baixa de 3,78%. O Banco Central entrou no mercado de câmbio por duas vezes, vendendo moeda em leilão realizado às 12h36. A autoridade monetária aceitou ofertas por R$ 2,460 (taxa de corte). Nessa operação, o BC não informa imediatamente o total vendido. O BC também realizou ontem um leilão de 70 mil contratos de ''swap'' cambial, para renovar os títulos que vencem já no primeiro dia útil de 2009. Os novos contratos têm vencimentos previstos para março de 2009, julho de 2009 e janeiro de 2010. Os bancos tomaram 61 mil desses contratos, numa colocação de US$ 3 bilhões.

Contrato

O contrato de ''swap'' cambial garante ao investidor a variação da taxa de câmbio e é visto como uma alternativa de ''hedge'' (proteção) ao dólar à vista. Esses contratos são oferecidos aos bancos como forma de tirar pressão sobre a moeda americana, em momentos de forte aversão ao risco. Se o banco não quer ficar com o caixa exposto à taxa de câmbio, ele adquire o contrato e repassa o compromisso de arcar com as oscilações do dólar para o Banco Central. O BC, por sua vez, repassa o risco de oscilação da taxa de juros doméstica para os bancos. O contrato é liquidado pela diferença entre a oscilação do câmbio e dos juros no período acordado.


Juros futuros

O mercado futuro de juros reduziu periodicamente as taxas projetadas em seus contratos mais negociadas, refletindo a expectativa de Comitê de Política Monetária (Copom) comece a reduzir a taxa básica de juros, senão ontem, no primeiro trimestre de 2009. No contrato com vencimento em janeiro de 2009, a taxa projetada recuou de 13,45% ao ano para 13,42%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 13,14% para 12,93$; e no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista passou de 13,64% para 13,39%.



Ganhos modestos

As principais Bolsas européias fecharam ontem com ganhos modestos, com exceção dos mercados de ações em Londres (Reino Unido) e Zurique (Suíça), que tiveram perdas. Em um dia fraco, as Bolsas começaram o dia com perdas, ganharam força ao longo da sessão de negócios, mas os ganhos não foram muito expressivos. No setor farmacêutico as ações caíram, mas os papéis das mineradoras mantiveram o nível dos negócios. A Bolsa de Londres fechou em baixa de 0,32% no índice FTSE 100, indo para 4.367,28 pontos; a Bolsa de Paris subiu 0,68% no índice CAC 40, indo para 3.320,31 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve alta de 0,54% no índice DAX, ficando com 4.804,88 pontos.

Farmacêutico

Entre as ações do setor farmacêutico que perderam ontem estiveram as dos laboratórios GlaxoSmithKline, Novartis, AstraZeneca e Sanofi-Aventis, com quedas de 1,4% a 2,7%. No setor de energia o movimento também foi fraco, com destaque para as desvalorizações nos papéis da BP (British Petroleum), Royal Dutch Shell e Tullow Oil, de 0,4% a 2,4%. No setor de mineradoras, tiveram alta as ações da Rio Tinto (+16%), depois que a empresa anunciou o corte de 14 mil postos de trabalho e a redução em US$ 10 bilhões de sua dívida de US$ 38,9 bilhões durante 2009. A companhia prevê economizar US$ 1,2 bilhão com a perda de 5.500 trabalhadores fixos e de outros 8.500 com contratos temporários.


Bolsas

Os mercados de ações asiáticos não se impressionaram com a queda em Wall Street e as notícias econômicas negativas vindas dos Estados Unidos na véspera. Ontem, as bolsas regionais tiveram fortes altas, estimuladas por fatores internos e as compras para melhoria de portfólio. Em alguns locais, como Hong Kong e Coréia do Sul, pesou o avanço nas negociações do Congresso dos EUA e da Casa Branca em torno do pacote de resgate das montadoras norte-americanas. Na Tailândia, o mercado esteve fechado por ser feriado.

Expectativas

A Bolsa de Hong Kong teve seu melhor resultado em quase dois meses, por causa das expectativas com novas medidas de estímulo ao mercado por parte da China, após o término de uma reunião de cúpula econômica. A redução do índice de preços ao produtor (PPI, sigla em inglês) em novembro alimentou ainda as expectativas de um novo corte nas taxas de juros chinesas. Com forte volume de negociações, o índice Hang Seng ganhou 842,52 pontos, ou 5,6%, e terminou aos 15.577,74 pontos, o maior nível desde 15 de outubro.

Imobiliário

O setor imobiliário esteve entre os principais ganhadores da sessão, com a expectativa de que o HSBC, cujas ações subiram 4,4%, possa reduzir suas taxas de empréstimos e hipotecária. Sino Land disparou 17%, New World Development avançou 9,7%, Henderson Land adicionou 11% e Cheung Kong teve alta de 9,1%. Entre os bancos, Bank of Communications faturou 6,4%, Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) saltou 5,9% e Bank of China aumentou 4,4%. Air China disparou 22%.

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