Européias
São Paulo - As Bolsas européias operam em baixa pntem. As quedas nas ações do setor financeiro, a queda de preços das commodities e a situação crítica em que se encontram as fabricantes de automóveis nos EUA puxam os mercados financeiros europeus para baixo. Na Ásia, o humor dos investidores também anda em baixa; com o Japão em recessão e a perspectiva de uma recessão global, as Bolsas da região tiveram outro dia fraco. Às 8h01 (em Brasília), a Bolsa de Londres estava em baixa de 1,89% no índice FTSE 100, indo para 4.129,17 pontos; a Bolsa de Paris caía 1,33% no índice CAC 40, indo para 3.174,72 pontos; a Bolsa de Frankfurt recuava 1,24% no índice DAX, operando com 4.522,64 pontos; a Bolsa de Amsterdã tinha baixa de 1,02% no índice AEX General, que estava com 248,07 pontos; a Bolsa de Zurique estava em baixa de 0,70%, com 5.635,77 pontos no índice Swiss Market; e a Bolsa de Milão tinha baixa de 0,86% no índice MIBTel, que ia para 15.593 unidades.


Asiáticas
Na Ásia e região, a Bolsa de Tóquio (Japão) fechou com queda de 0,66%. A Bolsa de Seul (Coréia do Sul) teve queda de 1,87%; e a de Hong Kong recuou 0,77%. Na Austrália, a Bolsa de Sydney caiu 0,85%. A exceção foi a Bolsa de Xangai (China), que subiu 6,05%, puxada pelas altas dos papéis das fabricantes locais de automóveis. Para analistas, especuladores vêem o crescimento das empresas chinesas no mercado mundial com a crise nas companhias americanas.''Há muita preocupação com a queda das três grandes fabricantes de carros nos EUA e isso afasta os investidores das compras [de ações]'', afirmou Katsuhiko Kodama, da Toyo Securities em Tóquio. ''Qualquer falência das fabricantes derrubaria as Bolsas, o que atingiria outras montadoras, causando um corte generalizado de empregos e a piora da crise.''

Americanas
Em Nova York, ontem, o índice Dow Jones Industrial Average fechou com alta de 1,83%, enquanto o indicador S&P 500 subiu 0,98%. O mercado Nasdaq avançou 0,08%, aos 1.483,27 pontos. As Bolsas americanas tiveram uma sessão instável, com o mercado temeroso e indeciso entre o otimismo da HP e um clima mais cauteloso diante das perspectivas negativas para a economia mundial.
Terça-feira, os presidentes executivos da General Motors, Ford e Chrysler pediram ao Congresso dos EUA a duplicação da ajuda concedida ao setor automobilístico, depois da liberação de uma verba de US$ 25 bilhões em setembro, a fim de manter a viabilidade do setor automobilístico no país, onde a turbulência financeira derrubou a venda de carros e ameaça as sobrevivência das companhias.

Petróleo
O barril do petróleo da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) manteve a tendência de baixa anteontem, quando foi vendido a US$ 46,55 -US$ 1,41 a menos que na sessão anterior-, informou ontem o secretariado da organização em Viena. Com isso, o valor do barril (de 159 litros) que a Opep usa como referência acumula uma baixa de 67% desde o dia 2 de julho, quando bateu seu recorde histórico ao ser cotado a US$ 140,73. As ações da Woodside Petroleum, na Austrália, caíram 3%. As da mineradora britânica BHP Billiton caíam 4,1%, e as da Oz Minerals caíam quase 14%.


Bovespa
A Bovespa e a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) elevaram as margens mínimas de garantia de 33 ações e reduziram as de quatro. As novas margens entram em vigor a partir desta sexta-feira e são válidas para o mercado à vista, de opções, termo, futuro e empréstimo de ações. Esta é a segunda revisão do mês. A última ocorreu no dia 5 de novembro. Procurada, a Bovespa não quis comentar o assunto.''Se a elevação do intervalo de margem mínimo é uma tradução da forte volatilidade dos últimos dias, a redução para alguns papéis é uma boa notícia, porque indica que talvez o pior tenha passado'', comentou um operador.


Papéis
Os quatro papéis que tiveram a margem reduzida são: AmBev ON (de 20% para 15%), Copasa ON (de 30% para 25%), Eternit ON (de 30% para 25%) e AES Tietê PN (de 30% para 25%). Entre as maiores elevações estava a das preferenciais de Quattor Petroquímica, cuja margem mínima passou de 40%, no dia 5, para 60%. No caso das units da Tarpon Investimentos, a elevação foi de 20 pontos porcentuais, para 80%. Drogasil ON teve o intervalo elevado de 40% para 50%, e Anglo Brazil, antiga IronX, que está em processo de cancelamento de registro de companhia aberta, teve a margem aumentada em 10 pontos porcentuais, para 30%.

Margem elevada
Outros destaques são os das empresas que tiveram a margem elevada pela segunda vez consecutiva, caso de Itaú PN, Itaúsa PN e units de Unibanco. O aumento, nesse caso, reflete a volatilidade, que aumentou após o anúncio da fusão. UBBR11 tinha margem de 15% em 24 de outubro, que foi elevada para 19% no dia 5 deste mês e agora será de 20%. No caso de Itaú e Itaúsa, o intervalo foi de 15% para 17% e posteriormente a 19% no período. Nossa Caixa, cuja compra pode ser anunciada hoje pelo Banco do Brasil, teve o intervalo aumentado de 15% para 16% e agora para 17%. As margens de Petrobras e Vale foram mantidas em 17% e 18%, respectivamente, tanto para as ações ordinárias quanto para as preferenciais.

mockup