MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) interveio a tendência vista na maior parte do pregão e passou a cair nos negócios ontem. A Bolsa americana, principal referência externa do mercado doméstico, não resistiu à bateria de más notícias, que reforçam a percepção de que a maior economia do planeta está em recessão.O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, tem leve baixa de 0,06% e alcança os 34.353 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,19 bilhões.
Dólar
O dólar comercial é comercializado a R$ 2,337 na venda, o que significa um acréscimo de 1,61% sobre a cotação de ontem. A taxa de risco-país marca 454 pontos, número 1,11% acima da pontuação anterior. O Banco Central já realizou um leilão de dólares para comércio exterior, em que os bancos tomaram US$ 1,3 bilhão, de uma oferta de US$ 2 bilhões. A autoridade monetária também ofereceu 10 mil contratos de ''swap'' cambial, que foi aceita integralmente pelos agentes financeiros.
Européias
As principais Bolsas européias concluíram os negócios de ontem em terreno positivo -a exemplo de Paris (1,09%) e Frankfurt (0,62%), mas exceção de Londres (baixa de 0,30%). Nos EUA, a Bolsa de Nova York recua 1,02%. E as americanas mantém o ritmo de recuperação, mas o mercado londrino permanece a exceção do dia, com perdas de 1,02%. Nos EUA, a Bolsa de Nova York tem leve alta de 0,07%. O governo alemão reconheceu hoje que o PIB (Produto Interno Bruto) sofreu uma retração de 0,5% no terceiro trimestre. No segundo trimestre, o retrocesso do PIB foi de 0,4%.
Negativa
Outra notícia bastante negativa do dia foi revelada pelo Departamento de Trabalho dos EUA: a demanda pelos benefícios do auxílio-desemprego totalizou 516 mil solicitações iniciais. Os dados reforçam os temores de que a economia americana já esteja em recessão. Ainda no front externo, a cadeia varejista Wal-Mart comunicou lucro líquido de US$ 3,14 bilhões no terceiro trimestre, um crescimento de 10% sobre o ganho registrado no mesmo período de 2007. O lucro por ação (US$ 0,80) superou as projeções do mercado financeiro (US$ 0,76).
Lucro
Entre outras notícias, o Banco do Brasil revelou ontem que teve lucro de R$ 1,867 bilhão no terceiro trimestre deste ano, um crescimento de 36,9% sobre o mesmo período de 2007. Nos nove primeiros meses deste ano, o lucro líquido do banco foi de R$ 5,9 bilhões, 52,5% de crescimento em relação ao observado no mesmo período de 2007. E o banco estadual Nossa Caixa reportou lucro de R$ 69,8 milhões no terceiro trimestre, ante prejuízo de R$ 69,7 milhões em idêntico período de 2007. No acumulado do ano, o lucro somou R$ 596 milhões, alta de 87,5% sobre os nove primeiros meses de 2007.
O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) teve ligeira desaceleração neste mês e ficou em 0,73%, contra 0,78% apurado em outubro. Nos últimos 12 meses o indicador acumula alta de 11,99% e, no ano, a alta acumulada é de 10,24%. Os dados foram divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A metodologia aplicada na apuração do IGP-10 é a mesma do IGP-M e do IGP-DI -usados no reajuste, por exemplo, de contratos de aluguel-, também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
Bens finais
O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 0,81%, abaixo dos 0,98% vistos em outubro. Os Bens Finais subiram, passando de 0,10% em outubro, para 0,48% neste mês, com influência do subgrupo utilidades domésticas(de -0,58% para 1,23%). Excluídos os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice subiu 0,96%, contra 0,41% um mês antes. O índice do grupo Bens Intermediários subiu 1%, abaixo do 1,21% em outubro, com destaque para o índice de materiais e componentes para a construção, que passou de 1,31 % para 0,27%. Excluído o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, a alta foi de 1,13%, contra 1,26% um mês antes.
Matéria-prima
O índice de Matérias-Primas Brutas passou de alta de 1,63% em outubro para 0,89% neste mês. Os destaques foram soja em grão (2,49% para -2,91%), mandioca (29,46% para 11,68%) e suínos (5,26% para -6,77%). Já os itens leite in natura (-9,19% para -2,87%), minério de ferro (9,50% para 14,26%) e minério de manganês (4,17% para 63,48%) aceleraram. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,49% neste mês, contra 0,10% em outubro. o destaque foi o grupo Alimentação (-0,44% para 0,91%), com a alta nos itens carnes bovinas (0,88% para 5,15%), frutas (1,39% para 5,46%) e laticínios (-2,47% para 0,17%).
Saúde
Também tiveram alta os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,22% para 0,41%), Educação, Leitura e Recreação (0,08% para 0,29%), Vestuário (0,85% para 0,91%) e Transportes (0,11% para 0,12%), com destaque para artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,37% para 0,37%), passagem aérea (-0,32% para 3,07%), calçados (0,40% para 0,48%) e serviços de reparo em automóvel (estabilidade para 0,97%).





