MERCADO FINANCEIRO
Dólar
O dólar comercial foi negociado a R$ 2,119 para venda nas últimas operações registradas ontem, o que representa um decréscimo de 0,33% sobre a cotação de ontem. Analistas têm destacado que a relativa calmaria do mercado financeiro desde a semana passada, combinada com as ações do Banco Central, contribuiram para manter os preços da moeda americana oscilando na faixa de R$ 2 a R$ 2,15. O Banco Central realizou um leilão de swap cambial, em que os agentes financeiros tomaram US$ 475,6 milhões desses contratos, que oferecem proteção contra oscilações do câmbio.
Regular
Profissionais do mercado também destacaram a iniciativa do BC para facilitar o acesso dos bancos aos leilões de dólares destinados a financiar o comércio exterior. Pelas novas regras, os participantes ficam livres da obrigação de apresentar garantias em títulos, como era exigido anteriormente. De acordo com a autoridade monetária, o acesso às linhas de financiamento ao comércio exterior, embora tenha melhorado, ainda continua em torno de 50% a 60% do nível regular.
Calmaria
A autoridade monetária também voltou a oferecer moeda para bancos -no montante de US$ 2 bilhões- com o compromisso de que as instituições financeiras usem os recursos em financiamentos de comércio exterior. O resultado desse leilão ainda não foi divulgado pelo BC. É um momento de calmaria muito relativo [no câmbio], que se deve somente porque o Banco Central entrado diariamente para criar condições de liquidez. Se não fosse o BC, essa cotação estava mais alta, comenta Cristiano Zanuzo, diretor de câmbio da corretora Renova.
Spreads
O profissional da Renova ainda vê dificuldades no acesso a crédito para operações de comércio exterior, e spreads bastante abertos nas transações para compra e venda de moeda entre corretoras e bancos. O fato do dólar ter se estabilizado num patamar médio, no entanto, contribuiu para o retorno ao mercado de algumas empresas que estavam retraídas, com as oscilações bruscas do dólar no pior momento da crise.
Fluxo
O agravamento da crise financeira internacional fez o Brasil amargar o pior resultado do fluxo cambial em quase uma década. O fluxo cambial encerrou o mês de outubro com saldo negativo de US$ 4,639 bilhões. A saída líquida de recursos em outubro é o pior resultado registrado desde janeiro de 1999, mês da maxidesvalorização do real, quando a fuga de capitais somou US$ 8,587 bilhões. Em setembro, o fluxo cambial foi positivo em US$ 2,803 bilhões e, em outubro de 2007, positivo em US$ 6,722 bilhões. O resultado é fruto de um fluxo comercial positivo de US$ 1,610 bilhão e um fluxo financeiro negativo de US$ 6,249 bilhões.
Exportações
No segmento comercial, as exportações em outubro somaram US$ 14,458 bilhões, sendo US$ 3,695 bilhões referentes a Adiantamentos de Contratos de Câmbio (ACC) e US$ 2,656 bilhões de operações de pagamento antecipado. Em setembro, as exportações somaram US$ 19,241 bilhões, sendo US$ 5,254 bilhões de ACCs e US$ 3,992 bilhões de pagamentos antecipados. As importações somaram em outubro US$ 12,848 bilhões ante US$ 12,251 bilhões em setembro. No fluxo financeiro, as entradas somaram US$ 29,046 bilhões e as saídas, US$ 35,295 bilhões. Em setembro, as entradas foram de US$ 30,113 bilhões e as saídas, de US$ 34,299 bilhões.
Lucro
A Caixa Econômica Federal (CEF) registrou lucro líquido de R$ 722,5 milhões no terceiro trimestre de 2008. De acordo com os dados divulgados ontem, neste mesmo período do ano passado, o banco apresentou lucro de R$ 62,5 milhões. De janeiro a setembro, a instituição acumula resultado positivo de R$ 3,3 bilhões, alta de 90% ante o mesmo período de 2007, quando foi registrado lucro de R$ 1,7 bilhão. Segundo a Caixa, o bom desempenho no trimestre foi influenciado pelas operações de crédito e por um maior controle das despesas administrativas.
Ganho
A desvalorização do real em relação ao dólar em outubro levou o Banco Central (BC) a ter um ganho líquido de US$ 4,383 bilhões no mês passado com os ajustes das operações de swap cambial. No caso, o ganho refere-se aos swaps reversos, em que o BC é credor em câmbio e ganha quando o dólar sobe. Em outubro, a divisa norte-americana se valorizou 13,3% ante o real e fechou em R$ 2,156. Os ganhos do BC com os swaps geraram uma contração da base monetária no mesma proporção.
PIB
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2006 para 4% em 2006, ante alta anterior de 3,8%. Em valores absolutos, a economia brasileira alcançou R$ 2,370 bilhões. Já o PIB per capita ficou em R$ 12.688, crescimento em volume de 2,5% na comparação com 2005.A agropecuária foi a atividade que registrou maior crescimento em volume (4,5%) entre 2005 e 2006. Porém, foram os serviços que mais ganharam peso, passando de 65% para 65,8% do PIB, com variações em volume (4,2%) e em preço (7,2%) acima do total da economia (3,7% e 6,5% respectivamente).
(Das agências)





