Voláteis

São Paulo - As bolsas norte-americanas seguiram voláteis, mas conseguiram sustentar uma recuperação técnica e fecharam com ganhos de mais de 2% na expectativa de que os bancos centrais globais irão cortar suas taxas de juros a fim de evitar recessão em suas economias. Por enquanto, China, Hong Kong, Taiwan, Estados Unidos e a Noruega já reduziram suas taxas, mas outros países estariam propensos a seguir o mesmo caminho. O BC do Japão deve anunciar decisão de política monetária na madrugada desta sexta-feira e o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra, na próxima semana.

Commodities
Essa expectativa e uma contração anualizada do PIB norte-americano no terceiro trimestre menor do que a esperada ampararam um encerramento dos índices acionários no azul. A Bovespa ancorou-se na trégua externa para driblar a queda de preços das commodities e subir pelo terceiro dia seguido. Ontem a alta foi de 7%. Mesmo com o ganho de 27% nessas três sessões, o índice paulista apura desvalorização de 24% em outubro e de 41,38% em 2008. Os juros futuros sofreram ajustes à decisão do Copom de manter a Selic em 13,75% ao ano, dado o sentimento de que a pausa no ciclo de alta do juro básico pode trazer pressão inflacionária no futuro.

Bolsa

A Bovespa voltou a fechar com ganhos expressivos ontem, pelo terceiro dia consecutivo em que uma certa euforia prevaleceu nos negócios. Embora em proporção diferente, o Ibovespa acompanhou a oscilação dos índices acionários em Wall Street - conforme estes aceleravam a alta, o mercado brasileiro acompanhava; quando o avanço diminuía, o pregão doméstico também reduzia o fôlego. No fechamento, o Ibovespa registrou alta 7,47%, aos 37.448,77 pontos - de 34.852 pontos na mínima (+0,02%) e 37.590 pontos na máxima (+7,88%).


Giro
O gerente da Concórdia Corretora chamou a atenção, porém, que a Bolsa brasileira ainda registra um volume de negócios reduzido, o que revela que o investidor permanece ausente. Ontem, a Bolsa encerrou com giro financeiro de apenas R$ 5,254 bilhões. ''Atualmente, o mercado de ações está mais nas mãos de profissionais, como tesourarias e assets, com muitas operações de arbitragens - com a venda no índice futuro e compra da carteia à vista. Deve levar ainda algum tempo para ter de volta o estrangeiro'', reforçou, destacando que a volatilidade ainda é a palavra de ordem nos negócios.

Pregões
Apesar da alta de 27,23% nos últimos três pregões até ontem, o Ibovespa ainda acumula uma perda de 24,41% no mês e um declínio de 41,38% no ano. No mercado internacional, a jornada também foi positiva, começando pela Ásia e Europa, alastrando-se também na América. Em Wall Street, as bolsas operam sustentadas pela contração menor do que a esperada da economia dos EUA no terceiro trimestre e a crença de que as decisões de vários bancos centrais de cortar o juro será capaz de evitar uma desaceleração global severa. O Banco do Japão decide nesta madrugada o rumo do juro no país.


Sadia
No noticiário corporativo, vale citar que a Sadia informou seus resultados ontem, após o encerramento dos negócios. As ações PN caíram 0,48%. A empresa registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 777,378 milhões no terceiro trimestre do ano, contra lucro de R$ 188,352 milhões no mesmo período de 2007. A receita líquida somou R$ 2,788 bilhões (+29,7%). O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 1,214 bilhão, contra resultado positivo de R$ 162,650 milhões do mesmo período de 2007. A perda com operações de derivativos foi de R$ 544,5 milhões no período.

Juros
A decisão do Copom de manter a Selic em 13,75% ao ano sem viés exigiu ajustes na curva a termo, que fechou inclinada diante da percepção de que a interrupção na sequência de altas do juro pode trazer pressão inflacionária no futuro. Mesmo que esperada pelo mercado, a manutenção da Selic resultou em queda nos contratos de curtíssimo prazo na BM&F em boa parte do dia, já que alguns investidores ainda mantinham apostas em uma nova alta da taxa básica. No entanto, o recuo perdeu força e estes DIs estavam perto dos níveis de ontem às 16 horas, com o janeiro de 2009 em 13,83%, estável. Os demais vencimentos subiram.


Agência Estado

mockup