Dólar
São Paulo - O mercado de câmbio negociou o dólar comercial a R$ 2,188 na venda, em retração de 2,49%, nas últimas operações de hoje. O Banco Central colocou no mercado mais US$ 497 milhões em contratos de ''swap'' cambial, a vencer nos meses de janeiro, abril e junho de 2009. Esses contratos oferecem proteção ao agente financeiro contra as oscilações do câmbio e tendem a diminuir a pressão sobre os preços da moeda americana. Os preços da moeda americana se mantiveram em queda durante o todo o dia de ontem, após dias consecutivos de intervenção agressiva do Banco Central.

Trégua
Em dia de trégua na crise, os investidores voltaram às compras e impulsionam a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), em alta de 9,04%, aos 32.095 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,6 milhões. Somente nos últimos cinco dias, a Bolsa amargou perdas de 25,4%. Nos EUA, a Bolsa de Nova York dispara 4%. Os preços da moeda americana se mantiveram em queda durante o todo o dia, após dias consecutivos de intervenção agressiva do Banco Central. Desde o final do mês passado, o nível das reservas internacionais oscilou de US$ 206,486 bilhões para US$ 203,791 bilhões.



Bolsas
As principais bolsas européias fecharam com alta ontem, sustentadas pelas ações do setor de energia, que subiram junto com as cotações do petróleo pela manhã. A maioria delas, contudo, devolveu parte dos ganhos no final da tarde na Europa por conta da queda no índice de confiança do consumidor ao seu menor nível histórico nos Estados Unidos. O destaque desta terça-feira foi a Bolsa de Frankfurt, que disparou mais de 11% puxada pelas ações da Volkswagen, que fechou em alta de 81,73%. Em Londres, o índice FTSE 100 terminou em alta de 73,72 pontos (1,92%), a 3.926,38 pontos.

Cautela
''O mercado está tentando encontrar um piso, mas ainda há muita cautela e isso reduz as chances de qualquer ganho sustentável'', disse Jimmy Yates, da corretora CMC Markets. As ações da British Petroleum subiram 5,4% depois de a empresa informar aumento de 83% no lucro do terceiro trimestre. A ligeira alta dos preços do petróleo beneficiaram as ações de outras empresas do setor de energia. Royal Dutch Shell subiu 6,73%. O banco HBOS subiu 12,46% e o HSBC avançou 2,30%.

Alta
Em Frankfurt, o índice DAX fechou com alta de 488,81 pontos (11,28%), a 4.823,45 pontos. Além das ações da Volks, também tiveram alta o Hypo Real State +7,02% e Basf +3,41%. O setor financeiro, porém, registrou baixas fortes. Deutsche Bank -13,44% e Commerzbank -13,25%. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 47,57 pontos (1,55%), para 3.114,92 pontos. No setor de energia, Total subiu 6,2% e GDF Suez avançou 7,66%. Já o setor financeiro registrou baixas expressivas por conta da suposta exposição dos bancos aos derivativos da Volks. BNP Paribas caiu 10,36%, Credit Agricole perdeu 13,37%, Société Generale recuou 12,28%.

Queda
Em Madri, o índice IBEX-35 fechou com queda de 104,50 pontos (1,30%), a 7.905,40 pontos. A bolsa madrilenha devolveu os ganhos do dia também pressionada pela queda no índice de confiança do consumidor nos EUA. Santander fechou com queda de 2,5%, depois de informar resultados no terceiro trimestre dentro do esperado pelo mercado. Banco Popular fechou com queda de 5,5%. IBR Renováveis fechou com alta de 5,50% e Iberdrola subiu 1,01%. Em Lisboa, o índice PSI-20 fechou com alta de 0,2%, a 5.813,35 pontos, seguindo os demais mercados europeus.



Incertezas
Em Milão, o índice S&P/Mib fechou com queda de 464,00 pontos (2,43%), a 18.628 pontos, com destaque para as ações do setor financeiro. De acordo com traders, as incertezas quanto a um possível pacote de socorro do governo para os bancos domésticos espalhou preocupação entre os investidores. As ações do banco UniCredit fecharam com queda de 13%, Intesa Sanpaolo -8,3% e Assicurazioni Generali -3,8%. Parmalat subiu 3,14%. As informações são da Dow Jones. (Ana Conceição)

Emergentes
Depois de ter sido a origem da pior crise dos últimos 70 anos, os países ricos agora apelam para as economias emergentes para que ajudem a salvar o sistema. A proposta do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, é de convencer os países exportadores de petróleo do Golfo Pérsico e a China a dedicarem parte de suas reservas ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para a criação de um fundo de resgate global à economias ameaçadas de falência.

FMI
O FMI anunciou que teria disponível US$ 250 bilhões para ajudar países ameaçados. Só na Europa, já são quatro que receberão dinheiro, entre eles a Islândia e Hungria. Mas Brown acha que esse dinheiro não é suficiente e quer o apoio de Alemanha e França para convencer os governos de economias emergentes a fazerem sua parte. ''Esse dinheiro (do Fundo) pode não ser suficiente'', disse. Ele ainda apelou ontem, em uma conferência de imprensa em Londres, por uma solução ''compreensiva''.

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