MERCADO FINANCEIRO
'Ameaças graves'
Em seu segundo dia de depoimentos a congressistas, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, pediu ação imediata em relação às ''ameaças graves'' que o sistema financeiro enfrenta, alertando que a falta de uma ação pode acelerar a desaceleração da economia dos Estados Unidos. Entre os pontos da economia, Bernanke observou que ''recentemente, as notícias sobre a inflação foram mais favoráveis'', mas os riscos de alta são uma preocupação ''significativa''.
Commodities
''Os preços de petróleo e outras commodities (matérias-primas), embora estejam um tanto voláteis, caíram de seus picos recentes e o dólar subiu das mínimas no meio do ano'', disse Bernanke, acrescentando que as expectativas de inflação diminuíram. Mas ele alertou que ''as flutuações nos preços do petróleo nos últimos dias ilustram a dificuldade em prever o curso futuro das commodities''.
Estabilização
Os comentários de Bernanke não deram nenhuma indicação de que as autoridades do Fed devem reduzir a taxa básica de juros americana, atualmente em 2% ao ano, em algum momento em breve, e, ao contrário, pareceram repassar ao Congresso e ao governo dos EUA a tarefa de tomar as medidas necessárias para impulsionar as perspectivas econômicas. ''A estabilização do nosso sistema financeiro é uma condição prévia para a recuperação econômica'', afirmou Bernanke no depoimento para o Comitê Econômico Conjunto do Congresso. ''Eu insto o Congresso a agir rapidamente para responder às graves ameaças à estabilidade financeira que atualmente enfrentamos'', completou.
Liquidez
Bernanke apóia o plano do Tesouro de US$ 700 bilhões para comprar títulos ligados a hipotecas sem liquidez e detalhou um cenário econômico pessimista caso nada seja feito para melhorar o sistema financeiro. ''A intensificação do estresse nas últimas semanas, que deixa os credores ainda mais cautelosos em estender crédito a famílias e empresas, pode ser um obstáculo significativo no crescimento'', disse ele.
PIB
''Dito isso, o Produto Interno Bruto (PIB) real deve expandir a um ritmo bem abaixo do potencial no segundo semestre do ano e gradualmente recuperar se os mercados financeiros retornarem a um funcionamento mais normal'', acrescentou Bernanke. As informações são da Dow Jones.
Asiáticas
Os principais mercados asiáticos fecharam em leve alta ontem. A maioria deles andou de lado, na expectativa de que o Congresso americano aprove (ou não) o pacote de socorro aos bancos de US$ 700 bilhões apresentado pelo governo dos Estados Unidos no fim da semana passada. Em Hong Kong, o índice Hang Seng ganhou 0,5% e terminou a 18.961,99 pontos. Na China, a demanda por ações de empresas de alimentos e bebidas nos últimos minutos do pregão acabou por ofuscar as perdas no setor bancário, decorrentes do ceticismo dos investidores sobre a eficácia das medidas adotadas por Pequim para estimular o mercado financeiro.
Pregões
A Bolsa de Taiwan apresentou baixa, após três pregões seguidos de ganhos. Em sessão oscilante, o índice Taiwan Weighted perdeu 0,8% e encerrou a 6.132,60 pontos. Na Coréia do Sul, a Bolsa de Seul ganhou impulso com as medidas tomadas pelo órgão local de regulação do mercado de capitais, que decidiu proibir por 10 dias a venda a descoberto de algumas ações. O índice Kospi fechou com alta de 1%, a 1.495,98 pontos.
Cautelosos
A Bolsa de Cingapura fechou estável, uma vez que os investidores permaneceram cautelosos sobre as incertezas crescentes quanto aos mercados financeiros globais. O índice Strait Times variou 0,04% e fechou a 2.477,60 pontos. O mercado da Indonésia teve alta, com procura por pechinchas, ajudada pelos ganhos em vários mercados asiáticos. O índice composto da Bolsa de Jacarta subiu 0,6% e fechou a 1.883,55 pontos. Na Tailândia, o mercado fechou em a alta. O índice SET da Bolsa de Bangcoc subiu 2% e fechou a 620,43 pontos. O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, valorizou 0,2% e fechou a 1.028,40 pontos. As informações são da Dow Jones.
IPCA-15
Os alimentos registraram deflação de 0,25% em setembro, ante alta de 0,25% em agosto, e foram os principais responsáveis para a desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) na passagem de agosto, quando a alta do índice foi de 0,35%, para setembro, quando o IPCA-15 registrou avanço de 0,26%. A maioria dos produtos contribuiu para essa deflação, com destaque para o tomate (-38,41%), leite pasteurizado (-4,48%), batata-inglesa (-8,84%), feijão carioca (-4,24%), pão francês (-1,08%), óleo de soja (-4,08%), arroz (-1,67%%), macarrão (-1,50%) e feijão preto (-2,76%). Com o resultado de setembro, o grupo Alimentação e Bebidas acumulou alta de 10,52% no ano no IPCA-15.
Das Agências





