MERCADO FINANCEIRO
Dólar avança
São Paulo - A taxa de câmbio brasileira avançou pelo quinto dia consecutivo, em mais um dia de nervosismo do mercado mundial com os ajustes nos preços de commodities. Nos últimos negócios de ontem, o dólar comercial foi cotado a R$ 1,677 na venda,com avanço de 0,72%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado a R$ 1,790, em alta de 0,56%.
Analistas apontam que o câmbio acompanha a tendência internacional de fortalecimento do dólar. O euro, que na terça-feira foi cotado a US$ 1,4518, foi negociado a US$ 1,4493 ontem.
Para cima
O mercado futuro de juros, que serve de referência para as tesourarias dos bancos, revisou para cima as taxas projetadas para 2010 e 2011. Hoje, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) revelou que o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) encerrou o mês de agosto com uma alta de 0,38%, menor índice geral para um mês desde março deste ano, quando houve alta de 0,31%.
No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada foi mantida em 13,88%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 14,62% para 14,64%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada avançou de 14,23% para 14,26%.
Zona do euro
O crescimento da economia nos 15 países europeus que compartilham o euro (zona do euro) no segundo trimestre deste ano foi revisado em baixa para 1,4%, na menor expansão desde o terceiro trimestre de 2003, informou ontem a agência de estatísticas da União Européia (UE), a Eurostat. A estimativa original era de crescimento de 1,5%. No primeiro trimestre de 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro teve expansão de 2,1%.
1 queda
A contração de 0,2% no segundo trimestre em relação ao primeiro foi confirmada pela Eurostat e é a primeira queda na atividade desde que os registros começaram, no primeiro trimestre de 1995. Economistas não esperavam revisão das leituras preliminares do PIB.
Fraqueza
A fraqueza foi liderada pelos gastos das famílias, que tiveram o menor desempenho já registrado, em queda de 0,2% no trimestre e aumento de 0,4% na comparação anual. No primeiro trimestre de 2008, os gastos das famílias ficaram estáveis em base trimestral e cresceram 1,2% na comparação anual.
Em declínio
As exportações declinaram 0,4% entre abril e junho deste ano, ante ganho de 1,8% no período entre janeiro e março. Já em relação ao mesmo período do ano anterior, as exportações cresceram 3,6% no segundo trimestre, de alta de 5,4% no primeiro trimestre, informou a Eurostat.
Varejo
As vendas no varejo na zona do euro caíram mais do que o esperado em julho, informou a Eurostat. As vendas em volume nos 15 países que utilizam o euro recuaram 0,4% em julho em comparação a junho e caíram 2,8% em relação a julho do ano passado. Os dados de junho foram revisados em baixa, para queda de 0,9%, em base mensal, e para queda de 3,2%, em base anual. Analistas esperavam uma retração de 0,2% nas vendas mensais e queda de 2,1% em base anual. As informações são da Dow Jones.
Em recuperação
A Bolsa de Tóquio recuperou-se de parte das grandes baixas que sofreu no começo da semana e o índice Nikkei 225 fechou em alta, depois que os investidores voltaram a comprar ações de montadoras, fabricantes de papel e outros setores que apresentaram perdas recentes. O índice encerrou com alta de 0,6%, a 12.689,59 pontos.
Cautela
''Podemos ver alta volatilidade no mercado por enquanto'', disse Kazuhiro Takahashi, gerente geral do departamento de mercado de ações da corretora Daiwa Securities SMBC. Ele observou que a amplitude com que as ações dos Estados Unidos oscilaram recentemente deixou os investidores cautelosos em relação aos sinais emitidos pelos mercados externos.
Nikkei
Analistas do mercado afirmam que o Nikkei pode ficar na faixa dos 12,6 mil a 12,9 mil pontos esta semana, com baixo volume de negócios, enquanto os investidores aguardam a divulgação dos dados sobre o nível de emprego nos EUA, na amanhã.
Ganhadores
Entre os ganhadores do dia, destacaram-se as ações da Honda Motor, com valorização de 5,1%, e as da Toyota Motor, com alta de 2,1%. Os papéis das fabricantes de papel também subiram, com a Nippon Paper Group saltando 9,1% e a Oji Paper avançando 6,9%. As preocupações quanto à alta das matérias-primas (commodities) no setor apaziguaram depois da queda dos preços do petróleo.
Chips
De acordo com analistas, os investidores vão observar agora as ações de empresas ligadas à produção de chips de memória, já que ontem os papéis da Elpida Memory desabaram 11%. As ações da empresa foram afetadas pelas preocupações acerca dos estoques excessivos no mercado.
Maiores perdas
As companhias de exportação (''trading houses'') também ficaram entre as maiores perdas do dia, prejudicadas pela queda dos preços do petróleo e do ouro. Mitsui & Co. caiu 7,3% e Mitsubishi Corp., 4,6%. As informações são da Dow Jones.





