MERCADO FINANCEIRO
Em alta
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,635 para venda nas operações finais de ontem. O valor representa um acréscimo de 0,18% sobre a taxa de quinta-feira. No mês, a valorização acumulada é de 4,6%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,750, estável sobre a cotação de quinta-feira.
Disputas
Corretores de câmbio lembram que, no final de mês, o mercado de câmbio vive a tradicional disputa entre comprados (que ganham com a alta da cotação) e vendidos (que ganham com a baixa). Os termos se referem à posição assumida por agentes financeiros no mercado futuro de câmbio.
Influências
Esses agentes entram no mercado à vista para influenciar a formação da Ptax, a taxa calculada pelo Banco Central, que serve de referência para a liquidação de contratos futuros de dólar na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). Essa movimentação quase sempre causa uma volatilidade atípica nos negócios do câmbio doméstico.
Expectativa
Profissionais das mesas de operações também relatam a perspectiva de que a taxa volte a rodar na casa dos
R$ 1,60, com a expectativa de que os investidores estrangeiros, que passaram os últimos três meses vendendo ações, comecem a voltar para a Bolsa de Valores, atraídos por oportunidades: papéis de grandes empresas castigados pelo trimestre de perdas do mercado acionário.
Leilão
O Banco Central promoveu seu leilão diário de câmbio às 12h04 e aceitou ofertas pela moeda por R$ 1,6325 (taxa de corte). Até quinta-feira, as reservas internacionais estava em US$ 205,338 bilhões.
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, revisou para baixo as taxas projetadas na última sessão do mês. Na agenda econômica da semana que vem, os destaques são o IPC, da Fipe, na quarta-feira, e o IPCA, na sexta-feira. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada retraiu de 13,90% ao ano para 13,88%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 14,68% para 14,64%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada caiu de 14,22% para 14,18%.
Negativo
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não resistiu à derrocada das Bolsas americanas e encerrou o último pregão de agosto em terreno negativo, completando o terceiro mês consecutivo de perdas. A última vez em que a Bolsa acumulou pelo menos três meses seguidos de quedas foi em 2002, quando o índice Ibovespa teve variações negativas em março, abril, maio, junho e julho.
Termômetro
O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, fechou em baixa de 1,24%, aos 55.680 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,77 bilhões. Em agosto, a Bolsa acumulou desvalorização de 6,4%.
Análise
Os números de renda (dos EUA) e do PCE não vieram muito bons. E houve muitos comentários no mercado de que mais grandes bancos (americanos) devem mostrar balanços negativos (devido à crise dos subprimes) nos próximos dias, comentou Mariana Gonçalves, analista de renda variável da Global Equity.
Na Europa
Na Europa, as principais Bolsas de Valores registraram ganhos, a exemplo de Londres (0,63%) e Frankfurt (0,03%). Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou em baixa de 1,46%.
Números
Com uma agenda econômica doméstica totalmente esvaziada, ganhou importância ainda maior os números da maior economia do planeta. Entre as principais notícias do dia, o Departamento de Comércio dos EUA revelou que a renda dos consumidores locais teve uma queda de 0,7% em julho, em seu maior recuo em quase três anos. O número é muito pior do que o previsto por analistas, que estimavam um decréscimo de 0,1%. Já os gastos dos consumidores tiveram um crescimento modesto, de 0,2%, em julho, sem surpreender o mercado financeiro.
Índices
O chamado PCE - indicador de preços ligado aos gastos do consumidor - teve uma alta de 0,6% em julho, após 0,7% no mês anterior. O núcleo do PCE (que calcula a inflação excluindo os preços de alimentos e energia) foi de 0,3%, em linha com as projeções dos economistas de bancos e corretoras.
Reação
Investidores e analistas também reagiram ao influente Índice de Confiança do Consumidor, apurado pela Universidade de Michigan, visto como uma sinalização das tendência de consumo nos EUA. O índice apurado pela universidade ficou em 63 pontos, contra uma estimativa de 61,7 divulgada no último dia 15. A expectativa dos analistas era de um índice em 62 pontos.
(Das agências)





