Dólar
O mercado brasileiro de câmbio encerrou as operações de ontem cotando o dólar comercial a R$ 1,622 (valor de venda), o que representa um decréscimo de 0,61% sobre a taxa de terça-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado a R$ 1,740, em declínio de 1,13%. O preço da moeda americana cedeu, num dia de recuperação da Bolsa de Valores, com investidores animados devido às notícias favoráveis sobre a economia americana.

Demanda
Nos EUA, o Departamento de Comércio comunicou que a demanda por bens duráveis aumentou 1,3% em julho, ante 0,8% no mês anterior. O desempenho ficou acima das expectativas do mercado financeiro: os analistas estimavam um incremento de 0,2%. O Banco Central realizou seu habitual leilão para compra de moeda e aceitou ofertas por R$ 1,6214 (taxa de corte). Até terça, o nível das reservas internacionais estava em US$ 205,103 bilhões.

Juros futuros
Apesar dos sucessivos índices de inflação apontando desaceleração, o mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias de bancos, continua a manter pressionadas as projeções de taxa. Analistas de bancos e corretoras ainda mantém a expectativa de que o Banco Central deve promover um aumento da taxa básica de juros (13% ao ano) em 0,75 ponto percentual.

Taxas
No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada foi ajustada de 13,88% ao ano para 13,90%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 14,68% para 14,69%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada foi mantida em 14,26%. Ontem, a Fundação Getúlio Vargas divulgou que o IGP-M teve deflação de 0,32% em agosto, queda acentuada em relação a julho, quando houve inflação de 1,76%. Foi o menor índice desde abril de 2006, quando houve deflação de 0,42%.

Petróleo
Os preços do petróleo se mantiveram em alta sustentados pelos temores de que o furacão Gustav no Caribe pode ameaçar a infra-estrutura de energia dos EUA na Costa do Golfo do México. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo para outubro chegaram a subir acima de US$ 119,00 por barril na máxima intraday e isso ajudou as ações relacionadas ao setor de commodities, que compensaram as perdas das ações do setor aéreo e automotivo.

Estoques
Os estoques de petróleo nos Estados Unidos caíram 100 mil barris na última semana, para 305,8 milhões de barris, informou o Departamento de Energia norte-americano. Já os estoques de gasolina recuaram 1,2 milhão de barris, para 195,4 milhões de barris, enquanto as reservas de derivados mantiveram os níveis da semana passada, de 132,1 milhões de barris. As previsões do mercado apontavam alta de 1 milhão de barris para o petróleo, baixa de 2,9 milhões de barris para a gasolina e elevação de 500 mil barris nos estoques de derivados.

Pressão
Após a divulgação dos dados, o preço do barril para entrega em outubro, na Nymex (New York Mercantile Exchange), subia mais de US$ 2, chegando a US$ 118,60 o barril. O preço também é pressionado pelo temor acerca de eventuais estragos que o furacão Gustav possa causar às instalações petrolíferas no golfo do México. Também pesa no movimento de alta a tensão entre Rússia e Geórgia, que ainda causa temores sobre a produção local - um importante oleoduto passa pela região de conflito.

Alta
As principais bolsas européias fecharam em alta ontem após o resultado melhor que o esperado do indicador de encomendas de bens duráveis nos EUA, que ajudou a aliviar as preocupações sobre a saúde da maior economia do mundo, enquanto a alta dos preços do petróleo deu impulso as ações do setor de petróleo, gás e mineração, segundo traders e analistas. Em Londres, o índice 1,05%; em Paris houve avanço de 0,10%.

(Das Agências)

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