MERCADO FINANCEIRO
Bolsas européias
As principais bolsas européias fecharam em alta ontem, impulsionadas pelos ganhos das ações de empresas do setor de commodities, que compensaram a fraqueza das companhias aéreas e dos bancos, segundo traders e analistas. ''Atualmente, o tema dominante no mercado é a tendência geral de alta baseados nos preços mais altos de petróleo e commodities'', disse Christian Tegllund Blaabjerg, estrategista de ativos do Saxo Bank, na Dinamarca. Em Londres, o índice FT-100 subiu 51,4 pontos (0,97%) e fechou com 5.371,8 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 33,08 pontos (0,76%) e fechou com 4.365,87 pontos; em Frankfurt, o índice Xetra-Dax avançou 35,37 pontos (0,56%) e fechou com 6.317,80 pontos.
Em alta
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta em Londres e Nova York pelo segundo dia consecutivo nesta quarta-feira, com os participantes do mercado tratando o aumento muito acima do esperado dos estoques comerciais de petróleo bruto dos EUA na semana passada como um evento isolado e se concentrando na queda dos estoques de gasolina, segundo traders e analistas. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo para setembro - que venceram no encerramento da sessão regular - subiram US$ 0,45 (0,39%) e fecharam a US$ 114,98 por barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 112,61 por barril e a máxima de US$ 117,03 por barril. Os contratos de petróleo para outubro fecharam a US$ 115,56 por barril, alta de US$ 1,02 (0,89%).
Ações
As ações da siderúrgica ArcelorMittal lideraram os ganhos em Paris, com uma alta de 3,16%. As ações da companhia de petróleo francesa fecharam em alta de 2,56%, enquanto as da BP avançaram 0,74%. As mineradoras também registraram um forte desempenho, com destaque para Rio Tinto +7,43%, BHP Billiton +6,71% e Anglo American +1,85%. ''Com uma correção de 40% nas mineradoras em relação as máximas de junho, o mercado já está descontando os rebaixamentos de analistas entre 10% e 20% nos lucros em 2008 e 2009'', disse o analista do Credit Suisse Jeremy Gray. Ele disse que é menos provável que esses rebaixamentos nas projeções de lucro ocorram se os preços do cobre continuarem a se firmar.
Demanda
Além disso, os temores de que a demanda da China vai enfraquecer após o fim dos Jogos Olímpicos foram aliviados nesta quarta-feira em meio as especulações de que o governo chinês estaria estudando um pacote de estímulo econômico.
Por outro lado, o aumento dos custos dos combustíveis pesou sobre as ações de empresas do setor de turismo e lazer. Em Londres, as ações da British Airways caíram 1,74%, enquanto as da Rynair recuaram 0,3% em Dublin. As ações da SAS despencaram 6,6% depois que um vôo operado pela sua unidade Spanair se acidentou quando decolava do aeroporto de Madri, matando mais de 100 pessoas, segundo as autoridades locais.
Finaceiro
O setor financeiro continuou a pesar negativamente sobre o sentimento dos mercados, com as gigantes hipotecárias norte-americanas Fannie Mae e Freddie Mac permanecendo no topo das preocupações dos investidores, com a crescente probabilidade de um socorro do governo federal. As ações do Unicredito Italiano caíram 1,12% em Milão, as do Société Générale recuaram 0,13% e as do Credit Agricole fecharam em baixa de 0,37%, ambas em Paris.
Entre as notícias do dia, a fabricante de aparelhos celulares Ericsson completou um acordo com a fabricante de chips franco-italiana STMicroelectronics para unir seus negócios de semicondutores para rede sem fio.
Rival
O acordo tem como objetivo criar um rival mais forte para as norte-americanas Qualcomm Inc e Texas Instruments Inc. ''Isto claramente torna a STMicro um número três muito forte no setor de semicondutores sem fio e a aproxima da Qualcomm e da Texas Instruments,'' disse Gunnar Plagge, analista do Nomura, que tem uma recomendação ''comprar'' para a STMicro. As ações da STMicroelectronics subiram 2,43% em Paris, enquanto as da Ericsson avançaram 0,46% em Estocolmo.
Tóquio
O mercado de ações japonês fechou em baixa moderada ontem, com as quedas em grandes empresas exportadoras ofuscando os ganhos no setor de mineração, cuja ações subiram, sustentadas pelas altas dos preços dos metais. Em um dia marcado pela volatilidade, o mercado abriu em baixa, depois começou a subir, animado pela China, e finalmente voltou a cair, fechando quase estável, mas no terreno negativo. O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio caiu 0,1% e fechou a 12.851,69 pontos. Já o índice Topix caiu 0,2%, para 1.233,37 pontos.
Volátil
''O mercado japonês deve permanecer volátil pelo resto da semana, dada a falta de sinalização sobre para onde vai'', prevê Tomochika Kitaoka, estrategista do Mizuho Securities. Com o Nikkei abaixo dos 13 mil pontos, os negócios estão caracterizados pelo movimento de venda por parte dos investidores estrangeiros, e de compra por parte dos locais. Segmentos fortemente exportadores estiveram entre as perdas do dia, ainda fragilizados pela situação econômica dos EUA. Canon caiu 1,9% e Toyota, 1,8%. As informações são da Dow Jones





