MERCADO FINANCEIRO
Petróleo fecha em alta
Nova York - Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta em Londres e Nova York ontem, em um movimento inspirado pelo recuo do dólar nos mercados de moedas, segundo traders e analistas. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo para setembro subiram US$ 1,66 (1,47%) e fecharam a US$ 114,53 por barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 111,64 por barril e a máxima de US$ 116,65 por barril.
Européias em baixa
As principais bolsas européias fecharam em baixa em meio as preocupações com relação a saúde do setor financeiro, pressionadas pelas perdas registradas por Wall Street na segunda-feira, geradas pelos informes de que o Tesouro dos Estados Unidos poderá precisar socorrer as agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac. Além disso, a fraca abertura ontem de Wall Street, o fraco indicador do setor de moradia -queda das novas construções para o menor nível em 17 anos em julho - e a alta muito acima do esperado da inflação ao produtor nos EUA em julho reforçaram o sentimento negativo na Europa.
Bovespa
A Bovespa driblou ontem a queda externa das bolsas, amparada em um movimento de caça às pechinchas, após o tombo à menor pontuação desde setembro de 2007. A alta do petróleo e dos metais no exterior favoreceu a recuperação. Contudo, as bolsas em Wall Street e na Europa voltaram a sofrer perdas, pressionadas pelo avanço das commodities, a disparada da inflação no atacado nos EUA em meio à retração no nível de novas construções no país, fracos balanços no setor financeiro e alertas sobre possível quebradeira de um grande banco norte-americano.
Dolar
O dólar também perdeu força ante o euro e o real, entre outras moedas, afetado pelos sinais de estagflação norte-americana, que reforçam as expectativas de manutenção dos juros dos Fed Funds. Este sentimento provocou um desmonte parcial de posições compradas em dólar futuro por players estrangeiros e locais, que junto com o fluxo cambial favorável ajudaram na queda das cotações à vista. O declínio da moeda deu suporte ainda ao recuo das taxas futuras de juros.
Ibovespa
O Ibovespa terminou ontem em alta de 0,59%, aos 53.638,7 pontos. Mas os ganhos não foram uniformes e, logo na abertura, o índice testou a mínima de 52.345 pontos (-1,84%). Na máxima, a bolsa atingiu 54.329 pontos (+1,88%). No mês, as perdas foram reduzidas a -9,86% e, no ano, a -10,58%. O volume financeiro continua fraco, totalizando apenas R$ 4,599 bilhões. Logo na abertura, a Bolsa doméstica se rendeu ao mau humor externo, com notícias ruins que continuam a se proliferar por todas as frentes. No segmento financeiro, o noticiário trouxe hoje que o banco de investimentos Lehman Brothers estaria negociando a venda de sua unidade de gerenciamento de ativos, para cobrir o buraco em seu balanço patrimonial.
Cobrir buraco
No segmento financeiro, o noticiário trouxe ontem que o banco de investimentos Lehman Brothers estaria negociando a venda de sua unidade de gerenciamento de ativos, para cobrir o buraco em seu balanço patrimonial. Também desagradou a declaração do ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) Kenneth Rogoff, ao comentar que um grande banco dos EUA poderá quebrar nos próximos meses - afirmação já dita ontem pelo chefe de investimento do Cumberland Advisors, David Kotok, que foi mais direto e citou nomes.
PIB deve dobrar
O Produto Interno Bruto (PIB) per capita brasileiro deve dobrar de 2007 para 2030, segundo estudo apresentado ontem pela Ernest & Young e pela área de projetos da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Projetos). O PIB per capita foi de US$ 5,092 mil no ano passado e deve chegar a US$ 10,269 mil daqui a 22 anos, levando-se em conta um crescimento econômico médio de 4% ao ano de 2007 a 2030. Num cenário mais otimista considerado pelas intuições, o crescimento econômico do País será de 4,6% ao ano no período, o que levaria a um PIB per capita de US$ 11,638 mil.
Aliança
Os bancos Bradesco e Tokyo-Mitsubishi UFJ firmaram uma aliança entre as respectivas áreas de gestão de recursos para cooperar na administração e distribuição de fundos de investimento. Segundo o Bradesco, o acordo prevê, inicialmente, a constituição de um fundo de renda fixa no Japão, que investirá seus recursos em ativos no Brasil, destinado a investidores japoneses do segmento de varejo. A administração será feita pela Mitsubishi UFJ Asset Management e sua gestão fica sob a responsabilidade da Bradesco Asset Management, que exercerá a função de advisor do fundo. A Bradesco Asset Management irá criar uma estrutura de atendimento em Tóquio. A Bradesco Asset Management tem sob sua gestão R$ 147,3 bilhões (US$ 92,5 bilhões), segundo dados de junho da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).
Das Agências





