MERCADO FINANCEIRO
Perdas
Com mais um pregão de perdas ontem, a Bolsa de Valores de São Paulo encerrou a semana com forte desvalorização acumulada de 4,14%, o que elevou suas perdas no ano para 15,09%. A baixa registrada hoje ficou em 1,62%.
Como tem sido a tônica nas últimas semanas, as ações de companhias dependentes de commodities deram o tom negativo ontem. As estrelas Vale e Petrobras encerraram no vermelho, acompanhadas de outros papéis de peso, como Gerdau, Usiminas e Companhia Siderúrgica Nacional.
Dos Jones
O mercado acionário brasileiro tem enfrentado um momento bastante negativo, tanto que não tem aproveitado nem os dias mais favoráveis nos EUA. O índice Dow Jones, das 30 ações americanas de maior liquidez, subiu 0,38% ontem; e a Bolsa eletrônica Nasdaq teve leve recuo de 0,05%.
Petróleo em baixa
O preço do petróleo encerrou os negócios em baixa, no dia em que voltou ao patamar de US$ 111, não visto desde abril deste ano. A valorização do dólar e as previsões de demanda menor neste ano e em 2009, feitas pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), derrubaram os preços. O barril do petróleo cru para entrega em setembro, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), fechou o dia cotado a US$ 113,77, em baixa de 1,08%. O preço máximo atingido ontem foi US$ 115,20. Após a divulgação do relatório mensal da Opep, o barril chegou a cair para um mínimo de US$ 111,34. Comparado ao mínimo de hoje, o barril já recuou mais de US$ 35,93 (23,66%) em relação ao recorde atingido no dia 11 de julho, US$ 147,27.
Commodities
Com a depreciação das commodities, tem sido vista no exterior a valorização do dólar. Após o ciclo de perda de valor que a moeda norte-americana sofreu, chegando a descer a mínimas diante do euro, a divisa passou a se recuperar.
No mercado de câmbio local, o movimento também tem sido sentido. O dólar deixou de derreter diante do real e está com expressiva alta acumulada de 4,93% neste mês. Nas operações de ontem, o dólar se apreciou mais 0,86% e terminou cotado a R$ 1,64. No ano, a moeda tem baixa de 7,71%.
Ações depreciadas
No pregão de ontem, a baixa das ações da Usiminas esteve entre as mais pesadas, com recuo de 4,61% (ON) e 3,75% (PNA). Na semana, as ações da Usiminas também apareceram como destaque de perdas, com depreciações de 10,6% (ON) e 10,3% (PNA).
Bovespa
A Bovespa, com queda mensal de 8,84%, está cada vez mais distante das grandes Bolsas mundiais em agosto. Entre essas, a que está com baixa mais elevada é a Bolsa de Tóquio, que tem queda de 2,67% no mês. Nos EUA, o Dow Jones tem ganhos de 2,48%, e a Nasdaq, de 5,46%. Se for considerado o desempenho da Bovespa em dólares, o resultado é ainda mais decepcionante: desvalorização de 12,86% no mês.
Volatilidade
''A volatilidade segue forte nos mercados acionários americanos e, consequentemente, no brasileiro. Com a maioria dos resultados corporativos já divulgados, as atenções se voltam, principalmente, para os preços das commodities'', diz Júlio Martins, diretor da Prosper Gestão de Recursos.
Para a próxima semana, Martins destaca o discurso do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos), que é um dos eventos que podem ''trazer alguma tendência no curto prazo''.
Recuo
Das 66 ações que entram na composição do índice Ibovespa, 58 encerraram a semana com perdas acumuladas. O Ibovespa recuou para 54.244 pontos, em seu mais baixo patamar desde janeiro. Um dos destaques entre as poucas ações que subiram na semana foi a preferencial da Ultrapar, que teve ganhos de 5,58%. Hoje o papel subiu 4,04%. A empresa reagiu positivamente ao anúncio da compra dos negócios de distribuição da Texaco no país.
Câmbio
Dólar comercial no balcão a R$ 1,6370 na compra e R$ 1,6380 na venda, em alta de 0,68%. Paralelo a R$ 1,71 na compra e R$ 1,81 na venda, em alta de 0,56%. Na cotação média (Ptax) do Banco Central, a R$ 1,6381 na compra e R$ 1,6389 na venda, em alta de 1,14%. Dólar turismo a R$ 1,5370 na compra e R$ 1,7300 na venda, em alta de 1,59%. Dólar futuro/setembro a R$ 1,6435, em alta de 0,83%.
Euro
Cotação internacional do euro: US$ 1,4688 (às 18h50). Euro comercial no balcão: R$ 2,4010 na compra, R$ 2,4050 na venda, em queda de 0,08%. Cotação do euro turismo (traveller check): R$ 2,2730 na compra e R$ 2,5270 na venda, em queda de 0,24%.
Juros
CDB prefixado de 31 dias, 12.97% ao ano. Capital de giro, 16.10% ao ano. Hot money, 1.76% ao mês. CDI, 12.85% ao ano. Over a 12.92%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 786,50 a onça-troy, em queda de 1,35%. Ouro na BM&F a R$ 44,500, em queda de 1,11%.
Fusão
A Telemar Norte Leste, do grupo Oi, informou ontem que captou R$ 3,6 bilhões, por meio da emissão notas promissórias, ''com vistas à futura aquisição do controle indireto da Brasil Telecom Participações e da Brasil Telecom''.
As notas promissórias têm prazo de dois anos e custo do CDI mais 1,60%. A operação foi coordenada pelos bancos Itaú-BBA, Santander, Bradesco e Real. Segundo comunicado da Telemar, foram emitidas 144 notas promissórias, com valor nominal de R$ 25 milhões cada.
Com Agências





