MERCADO FINANCEIRO
Bolsas européias
Apesar da contração dos PIBs na zona do euro, na França e na Alemanha e dos dados de inflação e desemprego que sugerem um cenário de ''estagflação'' para a economia dos EUA, as bolsas subiram na Europa e em Wall Street e ajudaram a amparar os ganhos na Bovespa. Desta vez, as ações do setor financeiro deram suporte ao mercado de ações em Nova York, além de balanços corporativos melhores do que o esperado e a queda do petróleo e dos metais.
Investimentos
A bolsa paulista resistiu ao recuo das commodities e das ações da Petrobras e foi impulsionada pelos papéis da Vale, siderúrgicas e bancos. A mineradora anunciou investimentos de US$ 5 bilhões até 2012 no Pará e, após o fechamento do mercado, o seu presidente, Roger Agnelli, admitiu que a Vale já fez estudos de avaliação sobre a empresa de mineração de carvão australiana Felix Resources.
Dólar
O dólar à vista retomou a alta com um forte volume de negócios, pressionado pela correção externa da moeda americana, principalmente ante o euro, e o declínio das matérias-primas. Os juros futuros ficaram praticamente inalterados, em uma sessão de poucos de negócios.
Commodities
A queda das commodities no mercado internacional não foi empecilho para a Bovespa subir, inclusive ajudada por Vale, siderúrgicas e bancos. Petrobras, entretanto, limitou os ganhos, ao acompanhar a inversão do petróleo para baixo. Os dados ruins de atividade econômica na Europa e também os índice de inflação ruim divulgado nos Estados Unidos não impediram os índices acionários europeus e norte-americanos de subirem, o que se configurou num estímulo a mais para a Bovespa acompanhar.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia com variação positiva de 1,04%, aos 55.138,4 pontos. Oscilou entre a mínima de 54.573 pontos (estável) e a máxima de 55.725 pontos (+2,11%). No mês, acumula perdas de 7,34% e, no ano, de 13,69%. O volume totalizou R$ 4,116 bilhões. Segundo um analista de um banco estrangeiro, o mercado operou mais tranquilo ontem, o que não significa que as condições normais de temperatura e pressão tenham retornado.
Compras
Ontem, as compras foram lideradas principalmente por Vale PNA, que subiu 2,67%, enquanto as ON avançaram 1,08%. Embora os metais tenham caído no mercado externo - depois que o dólar atingiu a máxima em seis meses contra o euro e o petróleo virou para baixo -, os investidores avaliaram hoje que as ações eram boas opções, dados os atuais patamares baixos de preços. Além disso, a mineradora anunciou investimentos de US$ 5 bilhões até 2012 para a criação de um pólo siderúrgico no Pará.
Recuo
No Brasil, as ações PNA da Usiminas recuaram 0,55% depois que a empresa anunciou lucro líquido de R$ 860,775 milhões no segundo trimestre deste ano, abaixo das previsões dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que esperavam, em média, ganho de R$ 1,014 bilhão. Gerdau ON subiu 2,28%, Metalúrgica Gerdau PN, +2,35%, e CSN ON, +1,48%.
Petróleo
Já Petrobras acabou virando para baixo com a queda do petróleo (o contrato para setembro do petróleo negociado na Nymex caiu 0,85%, para US$ 115,01). As ações ON caíram 0,85% e as PN, 0,92%. O debate sobre as mudanças na Lei do Petróleo acabou dando um alívio ontem às ações depois que matéria publicada por O Estado de S. Paulo informou que o governo vai respeitar os contratos existentes e deverá criar uma estatal unicamente para gerenciar as novas áreas do pré-sal, inspirada no modelo norueguês.
Pregão
Ainda no segmento petrolífero e complementares, o grande destaque do pregão foi Ultrapar, que comprou 100%, por R$ 1,161 bilhão, a Texaco no Brasil. A companhia informou que utilizará recursos de caixa no pagamento da compra. As ações lideraram os ganhos do Ibovespa e subiram 7,15%.
Inflação nos EUA
A inflação no varejo nos EUA teve uma alta forte, de 0,8% no dado cheio (o dobro do previsto) e de 0,3% no núcleo (previsão de 0,2%), enquanto os pedidos de auxílio desemprego caíram 10 mil ante previsão de 8 mil. Para hoje, com a agenda concentrada basicamente em indicadores norte-americanos, a recuperação de ontem pode se transformar em nova correção, já que os dados já trarão um número de agosto - o índice Empire State de atividade industrial - e também a produção industrial de julho, além da confiança do consumidor de Michigan.
PIB Japonês
Ontem, dados sobre o Japão mostraram que a economia do país, a segunda maior do mundo, também registrou contração pela primeira vez desde o trimestre abril/junho do ano passado, puxada pela queda das exportações e o enfraquecimento do consumo. O Produto Interno Bruto (PIB) japonês recuou 0,6% no trimestre abril/junho (ajustado aos preços), depois de subir 0,8% no intervalo anterior, em números revisados, de acordo com dados preliminares divulgados na quarta-feira pelo governo.
Juros
O mercado de juros futuros encerrou com as taxas praticamente inalteradas, em uma sessão de volume reduzido de negócios. A queda do dólar ante o real na abertura e o declínio das commodities no exterior, além do resultado das vendas do varejo no piso das estimativas do AE projeções, levaram as taxas às mínimas na primeira etapa da jornada. Mas a reversão na trajetória da moeda norte-americana nas operações locais, acompanhando o fortalecimento externo da divisa, e a baixa liquidez limitaram as perdas.
Agência Estado





