Perdas

As fortes perdas registradas no setor de commodities contribuíram para que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) despencasse na jornada de ontem para o seu menor nível desde 23 de janeiro deste ano.

Giro
O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, fechou em queda de 3,29%, aos 54.720 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,89 bilhões, um número fraco, tanto na comparação com a média de julho (R$ 5,64 bilhões/dia) e como na do ano (R$ 6,07 bilhões). O dólar comercial foi cotado a R$ 1,616 na venda, com avanço de 0,43%. A taxa de risco-país marca 224 pontos, em declínio de 3,03%.

Influência
Embora as ações ligadas às commodities metálicas tenham puxado as quedas de ontem, a derrocada foi extensiva ao setor de telecomunicações, financeiro e elétrico, outros ramos com forte influência na Bovespa.

Retração
A ação preferencial da Vale do Rio Doce caiu 4%, enquanto o papel da Gerdau cedeu 5,05% e da Usiminas 4,06%. No setor bancário, a ação preferencial do Bradesco retraiu 5,64%. No grupo das teles, a ação da Oi (ex-Telemar) sofreu perda de 2%, e entre as elétricas, a ação ordinária da Light despencou 7,98%.

Capital
''O problema é que não tem dinheiro no mercado. Até o os 60.000 pontos, o capital estrangeiro vendeu tudo e saiu da Bolsa. E sem esse dinheiro, é difícil subir de novo'', comentou Celso Sadao Yoshida, analista da corretora Solidez.

Perspectivas
Yoshida não vê, por enquanto, boas perspectivas para a Bolsa brasileira. Depois que a Bolsa caiu abaixo dos 56.000 pontos, o mercado pode cair até o nível dos 52.700 pontos. ''Para esse dinheiro - o capital estrangeiro - voltar, a Bolsa vai ter que cair muito até voltar a ficar mais interessante'', acrescenta.

Seletivo
''A perspectiva de uma falta de demanda pelas commodities assusta - o mercado - e ninguém quer comprar. Quando os estrangeiros vendem, não aparece gente para comprar mais e segurar a Bolsa. O que nós estamos dizendo aos clientes é que acabou a euforia de cinco anos atrás, quando qualquer ação subia. Ainda existem algumas boas oportunidades, mas tem que ser mais seletivo'', afirmou Rodrigo Silveira, gerente de operações da corretora e.um, a ''extensão eletrônica'' da corretora Umuarama.

Europa
Na Europa, as principais Bolsas de Valores concluíram os negócios com ganhos: em Londres, o índice FTSE ascendeu 0,95% no fechamento; e em Frankfurt, onde o Dax avançou 0,59%. Em Nova York, o influente Dow Jones teve alta de 0,41%.

Revisão
Entre as principais notícias do dia, o boletim Focus, preparado pelo Banco Central, mostrou que a maioria dos analistas reviu para baixo, pela segunda semana, as projeções para a inflação. A expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano, índice que serve como meta de inflação, caiu de 6,54% para 6,45%, de volta para o centro da meta deste ano (4,5%).

Revelação
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que o nível de emprego no setor industrial apresentou um crescimento de 0,5% em junho, ante um declínio de 0,4% em maio.

Alta
E na China, grande consumidora de commodities, o índice de preços no atacado registrou alta de 10% em julho, após uma alta de 8,8% em junho, informou ontem o NBS (Escritório Nacional de Estatísticas, na sigla em inglês). Foi a maior alta desde 1996, segundo o governo.

China
As Bolsas da China voltaram a fechar em forte baixa ontem, pelo segundo pregão consecutivo. Após cair 4,5% na última sexta-feira (dia 8), o índice Xangai Composto perdeu 5,2% e encerrou a 2.470,07 pontos, no pior fechamento desde dezembro de 2006. Já o Shenzhen Composto perdeu 6,6% e terminou a 698,37 pontos.

Japão
A Bolsa de Tóquio começou a semana em alta, impulsionada alentada pelos ganhos das Bolsas de Nova York na última sexta-feira (dia 8), quando os mercados americanos subiram mais de 2%, e por um iene mais fraco ante o dólar elevando as ações de exportadores. O índice Nikkei 225 subiu 2% e fechou a 13.430,91 pontos.

Das agências

mockup