MERCADO FINANCEIRO
Câmbio
O dólar comercial fechou ontem cotado a R$ 1,578 na venda, com avanço de 0,25%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado a R$ 1,690, número 0,59% superior à taxa de terça-feira.
Desaceleração
Ontem, o IGP-DI reforçou a percepção de que o ritmo de reajuste dos preços desacelerou entre os meses de junho e julho. O indicador teve alta de 1,12% no mês passado, contra alta de 1,89% em junho. Terça-feira, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) revelou que o IPC subiu 0,45% em julho, ante 0,96% no mês anterior.
Juros futuros
No mercado futuro de juros, o contrato de janeiro de 2009 apontou taxa de 13,72% ao ano ante 13,74%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 14,70% para 14,63%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada recuou de 14,23% para 14,21%.
Negativo
O Brasil registrou em julho a maior saída de dólares do País desde dezembro de 2006. O fluxo cambial do País, indicador que mede a entrada de capital estrangeiro no comércio e na área financeira, ficou negativo em US$ 2,494 bilhões, segundo dados do Banco Central. Ou seja, houve mais saída do que entrada de dólares.
Avaliação
Trata-se do pior resultado desde dezembro de 2006, quando houve saída de US$ 3,463 bilhões. Em julho do ano passado, houve um saldo positivo de US$ 11,588 bilhões.
Positivo
No comércio exterior, o saldo foi positivo em US$ 2,64 bilhões (diferença entre exportações e importações). Na área financeira, o resultado ficou negativo (déficit de US$ 5,13 bilhões). Também é o pior resultado desde dezembro de 2006, quando houve saída de US$ 3,463 bilhões.
Déficit
O déficit financeiro vem sendo puxado pelas vendas de ações no mercado financeiro. Em janeiro, muitos investidores estrangeiros também haviam saído da Bolsa.
Acumulado
O fluxo acumulado no ano está positivo em US$ 12,44 bilhões, abaixo do registrado no mesmo período de 2007 (US$ 63,215 bilhões). Na área comercial, o fluxo está positivo em US$ 32,2 bilhões entre janeiro e julho. No setor financeiro, está negativo em US$ 19,747 bilhões. Esse último número já representa o pior resultado desde o resultado acumulado em todo o ano de 2006 (US$ 20,3 bilhões).
Europa
As bolsas de valores européias terminaram o dia de ontem em alta, impulsionadas pelo setor de mineração, diante da oferta não solicitada da mineradora anglo-suíça Xstrata pela produtora de platina Lonmin. O resultado positivo do banco francês BNP Paribas no segundo trimestre e a queda do petróleo também deram motivos para investidores comprarem ações, um dia antes de Banco Central Europeu e Banco da Inglaterra anunciarem suas respectivas decisões de juro.
Movimentação
A Bolsa de Londres terminou o dia com alta de 0,58% (31,60 pontos), em 5.486,10 pontos. A Bolsa de Paris subiu 1,41% (61,98 pontos) e fechou em 4.448,33 pontos. A Bolsa de Frankfurt avançou 0,65% (42,69 pontos) e encerrou com 6.561,39 pontos. As ações da Lonmin dispararam 47,7%, para 34,26 libras. A Xstrata ofereceu 5 bilhões de libras esterlinas (US$ 10 bilhões), ou 33 libras por ação, pela terceira maior produtora primária no mundo de platina. Os papéis da Xstrata caíram 1%. Outras mineradoras seguiram na esteira e fecharam em alta, com Rio Tinto e BHP Billiton subindo 2,4% cada.
Em alta
A Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem, interrompendo um ciclo de três dias de perdas. Influenciado pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de manter a taxa básica de juros americana em 2% ao ano, o índice Nikkei 225 subiu 2,6%, a 13.254,89 pontos.
China
A alta nas ações das refinadoras de petróleo, em consequência da queda adicional no preço da matéria-prima (commodity), ofuscou as perdas no setor imobiliário e fez as Bolsas da China reverter as sessões consecutivas de baixa. O índice Xangai Composto subiu 1,1% e encerrou a 2.719,37 pontos. Já o Shenzhen Composto terminou estável, a 790,65 pontos.
Das agências





