Em alta

A forte recuperação das Bolsas americanas permitiu que o mercado brasileiro tomasse fôlego no pregão de ontem, apesar de uma nova rodada de perdas no segmento de commodities.

De volta
O barril de petróleo voltou ao patamar de US$ US$ 119,17 na praça de Nova York, mas chegou a US$ 118 no decorrer do dia, com a perspectiva de consumo menor nos EUA. As ações da Petrobras, os papéis de maior influência na Bolsa, tiveram perdas de 2,09%, para R$ 32,30 ontem.

Reflexo
O Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, valorizou 1,55%, para os 56.470 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,41 bilhões. O dólar comercial foi negociado a R$ 1,574 na venda, com avanço de 0,76%. A taxa de risco-país marca 221 pontos, em declínio de 3,07%.

Valorização
Na Europa e nos EUA, as principais Bolsas valorizaram de forma pouco vista nos mercados financeiros globais: o índice FTSE, de Londres, teve alta de 2,52%; o Dax, da Bolsa de Frankfurt, ganhou 2,65%. E em Nova York, o influente Dow Jones, referência global dos mercados, disparou 2,94%.

Estável
Entre as principais notícias do dia, o Federal Reserve (banco central dos EUA) não contrariou as expectativas do setor financeiro e decidiu manter, por apenas um voto contra, a taxa básica de juros local em 2% ao ano.

Otimismo
Analistas fizeram uma leitura razoavelmente ''otimista'' do comunicado pós-reunião (o ''statement''), em que a autoridade monetária mostra expectativas de que a inflação modere nos próximos meses, além de enfatizar a preocupação com o nível de crescimento.

Contração
O ISM (Instituto de Gestão de Oferta, na sigla em inglês) revelou que o nível de atividade do setor de serviços nos EUA teve contração no mês de julho: o índice apurado pelo instituto teve leitura de 49,5 pontos, ante 48,2 em junho. O setor financeiro contava um índice ISM na casa dos 49 pontos.

Perdas
O banco britânico Northern Rock, nacionalizado em fevereiro, registrou perdas atribuídas líquidas de 592,2 milhões de libras (cerca de US$ 1,158 bilhão) no primeiro semestre, e espera-se que se mantenha no vermelho até 2011. A instituição financeira foi uma das ''vítimas'' da crise mundial de crédito e, no final de julho, anunciou o corte de 1.300 postos de trabalho.

Inflação
No front doméstico, a inflação medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,45% - em linha com as expectativas do setor financeiro - após alta de 0,96% em junho, segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Lucros
O banco Itaú informou lucro líquido de R$ 4,084 bilhões no primeiro semestre, ainda 1,69% acima dos R$ 4,016 bilhões anotados nos primeiros seis meses de 2007. Ontem, o rival Bradesco anunciou lucro de de R$ 4,105 bilhões no mesmo período.

Recuo
O recuo do petróleo a US$ 119,17 e a manutenção dos juros nos Estados Unidos como era esperado favoreceram a alta do dólar no mercado externo e também em relação ao real. As bolsas européias e norte-americanas se beneficiaram dessas notícias e registraram firmes ganhos, que deram impulso à Bovespa, embora limitado pela queda das commodities, incluindo os metais.

Fluxo cambial
O fluxo cambial mais fraco e o próprio patamar atual da moeda - mais baixo em nove anos e meio - também ampararam a correção das cotações pelo segundo dia consecutivo. No fechamento, o pronto subiu 0,84%, a R$ 1,5755 na BM&F e 0,77%, a R$ 1,575 no balcão. O giro financeiro total à vista diminuiu 33%, para cerca de US$ 2,471 bilhões (US$ 2,329 bilhões em D+2).

Tendência
De acordo com operadores, o fluxo pelo segmento comercial foi positivo mas menor que o anterior, enquanto o financeiro tendeu ao negativo com demanda por moeda de estrangeiros para remessas ao exterior. Esse movimento ajudou a sustentar a alta das cotações do dólar na sessão.

Bolsa de Tóquio
O mercado de ações japonês fechou em queda pela terceira sessão consecutiva, com as preocupações quanto à economia americana pesando o suficiente para reduzir as expectativas de realinhamento do setor de empréstimos ao consumidor. O Índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio caiu 0,14% e fechou a 12.914,66 pontos.

Das agências

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