MERCADO FINANCEIRO
Câmbio
A perspectiva de entrada maciça de dólares no curto prazo, e o amplo diferencial de juros brasileiros e americano, continuam a derrubar os preços da moeda americana no mercado interno. Para analistas, a taxa deve chegar e se manter em torno de R$ 1,55 nos próximos dias. Uma corrente mais ''radical'' de corretores, no entanto, já enxerga a taxa batendo a casa de R$ 1,50, sem sustentação para os preços.
Declínio
Ontem, o dólar comercial foi cotado a R$ 1,561 (valor de venda), declínio de 0,49%, nos últimos negócios registrados ontem. A taxa oscilou entre o valor mínimo de R$ 1,560 e o máximo de R$ 1,568 durante o dia. Os agentes do setor de câmbio lembraram que deve haver uma entrada expressiva de dólares nos próximos dias devido à venda de ativos da MMX, empresa de mineração do empresário Eike Batista, para a Anglo American.
Juros futuros
O relativo alívio proporcionado pelo resultado do IGP-M abaixo do esperado no mês de julho permitiu um recuo nos juros projetados nos contratos futuros da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada foi mantida em 13,70%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 14,90% para 14,84%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada caiu de 14,65% para 14,54%.
Prorrogação
O Federal Reserve (Fed, banco central americano) anunciou ontem que irá estender até 30 de janeiro de 2009 o período no qual os bancos de investimento podem tomar empréstimos emergenciais (chamada de janela de redesconto) da autoridade monetária, diante do contínuo aperto nos mercados de crédito. Originalmente, o prazo terminaria em setembro.
Planejamento
O Fed informou ainda que planeja estender a facilidade de empréstimo de títulos a termo (TAF, na sigla em inglês) para a mesma data e oferecer opções de leilões para os ''primary dealers'' (instituições financeiras credenciadas) tomarem emprestados até US$ 50 bilhões no programa.
Europa
As principais Bolsas fecharam em alta ontem, impulsionada pelas novas medidas para ajudar o setor financeiro americano e europeu e bons resultados corporativos trimestrais, em especial da ArcelorMittal e da Siemens.
Movimento
A Bolsa de Londres ganhou 1,91%, indo para 5.420 pontos; a Bolsa de Frankfurt subiu 0,96%, para 6.460 pontos; e a Bolsa de Zurique teve alta de 1,65%, para 7.108 pontos. A Bolsa de Paris fechou com variação positiva de 1,85%, a 4.400 pontos, e a Bolsa de Milão teve alta de 0,62%, fechando com 21.856 pontos.
Bom humor
O resultado da ArcelorMittal, a maior fabricante de aço do mundo, foi a que mais colaborou para o bom humor no mercado europeu. Ela anunciou um desempenho que bateu com facilidade as projeções dos analistas do setor. Com isso, suas ações subiram 8,2%, levando consigo outras empresas do setor como a ThyssenKrupp (7,8%) e a Salzgitter (3%).
Surpresas
O conglomerado tecnológico alemão Siemens também surpreendeu. Suas ações subiram 5,8% com o anúncio do resultado do terceiro trimestre fiscal acima do esperado. O mercado recebeu bem o movimento coordenado dos bancos centrais americano, europeu e suíço para ampliar as ofertas de empréstimos de baixo custo para os bancos que estão com problemas de liquidez no caixa.
Em alta
As Bolsas da Ásia fecharam em alta, à exceção de China e Bangcoc, seguindo a recuperação em Wall Street por conta da percepção de que o pior no setor financeiro americano já passou. Nova queda na cotação do petróleo e a alta do dólar também deram fôlego aos mercados da região. A Bolsa de Jacarta não abriu devido ao feriado na Indonésia.
Estímulos
Na Bolsa de Hong Kong, a alta ainda foi estimulada pelo rali da peso pesado Sinopec, depois de notícias sobre subvenção do governo. O índice Hang Seng subiu 1,94%, fechando aos 22.690,60 pontos. Sinopec subiu 4,9%. A petrolífera recebeu desconto de 23,5 bilhões de yuans no pagamento do imposto de valor agregado sobre a importação de derivados de petróleo no segundo trimestre, para compensar as perdas que teve com refinaria no período. HSBC valorizou 1,9%.
Perdas
As Bolsas da China cederam por conta da queda dos fabricantes de aço devido a preocupações com um excesso de oferta, invertendo a alta do mercado que a recuperação de Wall Street vinha provocando ontem de manhã (horário local). O índice Xangai Composto caiu 0,5% e fechou aos 2.836,67 pontos. O Shenzhen Composto caiu 0,4% e fechou aos 852,52 pontos.
Bolsa de Tóquio
A Bolsa de Tóquio se recuperou ontem, à medida que as altas nas Bolsas dos Estados Unidos estimularam os investidores a comprarem papéis de empresas financeiras e de eletrônicos, momentaneamente em baixa. O índice Nikkei 225 subiu 208,34 pontos, ou 1,6%, e fechou aos 13.367,79 pontos.
Das agências





