Alta

Depois de amargar cinco quedas seguidas, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a subir ontem, acompanhando o desempenho das Bolsas americanas.

Ganhos
O Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, encerrou o dia com ganho de 2,06%, aos 58.042 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,69 bilhões (menos que a média diária desse ano, de R$ 6 bilhões), com cerca de 194 mil negócios realizados.

Recuo
Já o dólar comercial recuou 0,33%, vendido a R$ 1,5687 - a cotação mais baixa desde 19 de janeiro de 1999, quando ocorreu a maxidesvalorização do real. O dólar seguiu em baixa durante todo o dia, mas a queda se intensificou após a intervenção do Banco Central. A autoridade monetária comprou a moeda americana com taxa de corte de R$ 1,5717. Porém, não enxugou todo o mercado na operação, o que causou o aprofundamento da queda.

Análise
''Hoje o mercado acompanhou bem o cenário externo, ao contrário dos outros dias'', disse Fausto Gouveia, analista da Alpes Corretora. O principal destaque do dia foi o desempenho positivo da Vale do Rio Doce. As ações ordinárias da mineradora avançaram 1,29%, enquanto que as preferenciais classe A subiram 1,54%.

Correção
''O mercado está fazendo uma correção nos preços da Vale depois das fortes baixas dos últimos dias'', explicou Gouveia. Essa baixa foi causada por outra correção, gerada pela baixa procura dos investidores à oferta de ações da mineradora. ''E foi muito intensa, então agora está voltando a um patamar um pouco acima do preço que fechou a oferta. Trata-se de uma empresa com bons fundamentos.''

Destaques
Junto com a Vale subiram as ações das siderúrgicas, com destaque para as ordinárias da CSN (4,51%). Na outra ponta, a Petrobras teve um desempenho bem mais fraco. As ações preferenciais recuaram 0,41%, enquanto que as ordinárias ganharam 1,01%. ''Além do preço em baixa do petróleo, o mercado não repercutiu bem a idéia de criar uma nova estatal petrolífera'', disse Gouveia.

Bom humor
Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o barril de petróleo WTI para entrega em setembro fechou a US$ 122,19, com perda de 2,04%. A queda do petróleo foi um dos principais motivos para o bom humor visto no mercado americano. O índice Dow Jones fechou com forte alta de 2,36%, enquanto o Nasdaq Composite teve avanço de 2,45%.

Confiança
A confiança do consumidor americano em alta também ajuda o investidor. O índice ficou em 51,9 pontos em julho, pouco acima dos 51 pontos registrados em junho, informou ontem o instituto privado de pesquisa Conference Board.

Preocupações
O bom indicador afastou parcialmente as preocupações com os desdobramentos da crise do crédito imobiliário de alto risco (''subprime''), que ganhou força novamente após o banco de investimentos Merrill Lynch admitir mais US$ 5,7 bilhões com perdas com esses créditos.

Na Europa
As bolsas européias fecharam em alta ontem, com a atenção dos investidores voltada para o movimento positivo das Bolsas em Nova York, após a divulgação de um indicador de confiança do consumidor melhor que o esperado para o mês de julho.

Movimento
A Bolsa de Londres teve ganho de 0,12, indo para 5.319,20 pontos; a Bolsa de Frankfurt subiu 0,75%, para 6.398,80 pontos; a Bolsa de Amsterdã teve alta de 0,54%, fechando com 395,10 pontos; e a Bolsa de Zurique subiu 0,35%, para 6.993,30 pontos. A Bolsa de Paris fechou perto da estabilidade, com ligeira variação negativa de 0,09%, em 4.320,49 pontos; e a Bolsa de Milão teve baixa de 0,23%, fechando com 21.721 pontos.

Bolsa de Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem, uma vez que as baixas registradas pelas montadoras pressionaram o mercado após a Toyota Motor afirmar que reduziu sua produção doméstica em junho, na comparação anual. As ações das instituições financeiras também recuaram, com o enfraquecimento do setor nos Estados Unidos, provocando vendas nos papéis dos bancos e das corretoras. O índice Nikkei 225 caiu 1,5% e fechou a 13.159,45 pontos.

Espera
Segundo analistas, vários investidores estão aguardando os dados do Produto Interno Bruto (PIB) e emprego dos EUA, que serão divulgados no fim desta semana. ''Os principais investidores institucionais não querem tomar posições até os números serem apresentados'', disse Hiroyuki Fukunaga, executivo-chefe da Investrust.

China
Nas Bolsas da China, a queda foi liderada por papéis do setor financeiro, devido às preocupações quanto ao agravamento dos mercados imobiliário e de crédito nos EUA. O índice Xangai Composto caiu 1,8% e fechou a 2.850,31 pontos. Já o Shenzhen Composto perdeu 1,5% e fechou a 855,84 pontos.

Das agências

mockup