Ganhos

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou seu pregão de ontem com alta, sustentada pelos ganhos das ações das suas ''blue chips'' (ações mais negociadas), Vale e Petrobras.

Limitados

Porém, os ganhos foram limitados pelo dia negativo em Wall Street. As Bolsas americanas recuaram devido a más notícias corporativas e ao aumento do preço do petróleo.

Indicador
O Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, subiu 1,31%, aos 60.771 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,1 bilhões, com cerca de 205 mil negócios realizados. O giro foi inflado pelo vencimento do exercício de opções de ações, que movimentou R$ 658 milhões.

Atração
Vale e Petrobras atraíram o investidor devido aos seus preços mais baixos. Na semana passada, tiveram recuos entre 6% e 9% - fruto de correções geradas pela queda do preço das commodities, no caso das duas empresas, e de uma oferta de ações com baixa procura, no caso específico da Vale.

Análise
''Hoje (ontem) as commodities voltaram a subir, e os investidores aproveitaram que as ações da Vale e da Petrobras estavam baratas'', explicou Miguel Daoud, analista da Global Financial Advisor. ''O mesmo raciocínio valeu para as siderúrgicas''.

Maior
O ganho maior entre as ''blue chips'' foi registrado pelos papéis ordinários da mineradora, que subiram 3,67%. Já as preferenciais classe A ganharam 3,08%. As ações da Petrobras, por sua vez, subiram 2,21% (ordinárias) e 1,46% (preferenciais).

Otimismo
''É normal que, de vez em quando, tenhamos pregões mais otimistas ou pessimistas do que as das Bolsas americanas. Hoje (ontem) foi um dos dias otimistas'', disse Daoud.

Retração
As Bolsas americanas se retraíram devido ao adiamento, para depois do fechamento do mercado, das divulgações dos resultados das gigantes farmacêuticas Merck e Schering-Plough. O adiamento foi causado por uma pesquisa mostrando que um remédio desenvolvido pelas duas empresas contra o colesterol, o Vytorin, não tem efeito.

Tensão
Os analistas, que já esperavam resultados ruins das duas empresas devido ao remédio, ficaram ainda mais tensos com o adiamento. Os papéis da Schering-Plough recuaram 11,61%, e os da Merck perderam 6,24%.

Petróleo
Além disso, o petróleo fechou em alta em Nova York. Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o barril de WTI para entrega em setembro avançou 1,68%, para US$ 131,04. O índice Dow Jones fechou com queda de 0,25%, enquanto que o Nasdaq Composite perdeu 0,14%.

Bancos
Os bancos, ao menos desta vez, não foram os responsáveis pelo mau humor em Wall Street. O Bank of America, segundo maior banco dos EUA, anunciou lucro de US$ 3,41 bilhões no segundo trimestre, 41% a menos do que no mesmo período de 2007. Apesar da queda, o resultado foi melhor do que o esperado pelos analistas. O lucro por ação foi de US$ 0,72, enquanto que era esperado lucro de US$ 0,53 por ação.

Reversão
Porém, essa animação pode ser revertida hoje, quando o Wachovia, quarto maior banco dos Estados Unidos, apresenta seu resultado trimestral.

Preocupação
Outro motivo de preocupação dos investidores para hoje e amanhã é a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que define a nova taxa básica de juros, a Selic. A maioria dos analistas espera por alta de 0,5 ponto percentual, segundo o relatório semanal Focus, mas não está descartado um aperto maior, de 0,75 ponto. Caso a segunda opção prevaleça, a tendência é de aumentar a turbulência no mercado acionário brasileiro.

Câmbio

O dólar no mercado à vista iniciou a semana em queda e abaixo de R$ 1,58 no balcão. O pronto no balcão bateu a mínima intraday de R$ 1,5780 (-0,69%) ontem à tarde e terminou cotado a R$ 1,579, em baixa de 0,63% - ainda mais perto do fechamento em 20 de janeiro de 1999, a R$ 1,5735. No patamar atual, a margem de oscilação tem sido estreita, sendo que a cotação máxima pela manhã foi de R$ 1,587 (-0,13%).

Recuo
Na roda da BM&F, o pronto caiu 0,52%, a R$ 1,5808, após recuar até R$ 1,580 (-0,57%). De acordo com a assessoria de imprensa da BM&F, a taxa final equivale ao valor de fechamento do pronto no mercado eletrônico, que ontem superou em liquidez o mercado viva voz, passando assim a ser o fechamento do dia.

Volume

O volume negociado no eletrônico somou US$ 231,75 milhões, equivalentes a 71 negócios, enquanto no viva-voz houve 52 negócios, com um giro financeiro de US$ 148,50 milhões, informou a bolsa. No total, o volume movimentado pelo pronto da BM&F somou cerca de US$ 380,25 milhões. A cotação máxima, mais cedo, foi de R$ 1,5860 (-0,19%).

Das agências

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