MERCADO FINANCEIRO
Alta
Com investidores retraídos devido ao feriado nos Estados Unidos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve fraco movimento ontem. A Bolsa paulista fechou com leve alta, recuperando uma pequena parte da forte queda que teve no acumulado da semana.
Avanço
O Ibovespa, principal indicador do mercado acionário brasileiro, fechou com avanço de 0,16%, aos 59.365 pontos. O giro financeiro foi de R$ 2,8 bilhões - menos da metade da média diária do ano, que gira na casa dos R$ 6 bilhões - com cerca de 125 mil negócios realizados. No acumulado da semana, o desempenho foi bastante ruim: queda de 7,7%.
Dólar
Já o dólar comercial fechou vendido a R$ 1,608, com queda de 0,18%. A cotação da moeda americana avançava até o final da manhã, mas inverteu o sinal quando o Banco Central fez um leilão de compra. A autoridade monetária adquiriu os dólares com taxa de corte de R$ 1,609.
Sem operação
Como o mercado americano não operou ontem, os investidores agiram sem grande ímpeto na Bolsa paulista. As fortes perdas, causadas pela escalada do preço do petróleo e por dados ruins sobre o desempenho da economia americana, fizeram o mercado esperar para voltar à ativa apenas na segunda-feira.
Negócios
Depois de serem responsáveis pela série de quedas durante a semana, as ações mais negociadas da Bovespa - as preferenciais da Petrobras e da Vale - subiram e sustentaram a alta de ontem no Ibovespa. Sozinhas, as duas ações responderam por 27,79% da movimentação de ontem na Bolsa paulista.
Inflação
Para a próxima semana, o principal evento é a divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de junho. É baseado neste índice que o Banco Central baliza sua meta de inflação.
Destaque
''O grande destaque na agenda doméstica ficará por conta da divulgação do IPCA, na quinta-feira'', disse Elson Teles, economista-chefe da corretora Concórdia, em nota a clientes. A aposta dele é de que o indicador ficará em 6,1% no acumulado de 12 meses, próximo do teto da meta de inflação do governo (4,5%, com margem de dois pontos para cima ou para baixo). O mercado olha o número com atenção porque um IPCA muito alto pode fazer o BC endurecer ainda mais a política de juros.
Foco
Já nos Estados Unidos, o mercado deve manter seu foco no ritmo do preço do petróleo, além de esperar pelos dados como o de venda de imóveis usados de maio (terça-feira), o resultado da balança comercial de maio (sexta-feira) e o desempenho orçamentário do Tesouro (sexta-feira).
Patamar
O dólar no mercado à vista terminou em queda, mas acima do patamar de R$ 1,60 pela quarta sessão consecutiva. No fechamento, o pronto caiu para R$ 1,608 na roda da BM&F (-0,12%) e no balcão (-0,19%). Nas quatro primeiras sessões de julho, o pronto subiu ante o real 0,69%.
Quedas
No ano, porém, as quedas apuradas estão em 9,52% e 9,41%, respectivamente, sendo que a menor taxa registrada no balcão neste ano até agora foi em 25 de junho, de R$ 1,591, que é o menor valor da moeda desde 20 de janeiro de 1999, de R$ 1,5735.
Juros
Na BM&F, o DI janeiro de 2010 (124.130 contratos) avançou de 15,39% para 15,47%. O DI janeiro de 2009 (87.790 contratos) terminou em 13,49%, de 13,47% quinta-feira.
Bolsas européias
As bolsas européias encerraram o dia de ontem em queda, pressionadas pelo setor bancário. O Goldman Sachs reduziu as estimativas de lucros de 40 bancos europeus até 2010. Além disso, o Goldman diz que as instituições terão de levantar US$ 94 bilhões em capital extra ou deixar de pagar dividendos durante um ano para fortalecerem seus balanços patrimoniais. O fechamento dos mercados nos EUA, em virtude do feriado de Independência, reduziu os volumes negociados.
Movimentação
Em Londres, o índice FT-100 encerrou com queda de 63,80 pontos (1,16%), em 5.412,80 pontos. Na semana, o índice acumulou perda de 2,12%. Os papéis da financiadora de hipotecas Bradford & Bingley despencaram 18% depois que o fundo de investimentos TPG desistiu de assumir uma participação de 23% na instituição.
Rebaixamento
A desistência foi provocada pelo rebaixamento do rating da B&B, quinta-feira, pela agência de classificação de risco Moody's. Barclays caiu 4,5% e Lloyds recuou 2,2%. Já as ações da rede varejista Marks & Spencer chegaram a cair ao menor nível desde 2001 e fecharam com queda de 3,8% por causa de preocupações com a desaceleração da economia britânica.
Paris
O índice CAC-40, da bolsa de Paris, declinou 77,99 pontos (-1,80%), para 4.266,00 pontos. Na semana, a perda foi de 2,99%. Por lá também os bancos sofreram. Société Générale declinou 2,5%, BNP Paribas caiu 2,8% e Crédit Agricole fechou com queda de 2,5%. Os investidores franceses, como outros da zona do euro, ficarão de olho em discurso do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, na segunda-feira.
Das agências





